<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471</id><updated>2012-02-16T20:06:31.695-08:00</updated><title type='text'>Universo da Líbelula</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>57</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1056712318290574211</id><published>2010-04-23T06:46:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T06:56:20.138-07:00</updated><title type='text'>Videos educacionais ajudam a educar crianças pequenas?</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S9GmoEHExMI/AAAAAAAAAUg/uvhzwbXtQ8c/s1600/babytv.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 200px; DISPLAY: block; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5463331030205514946" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S9GmoEHExMI/AAAAAAAAAUg/uvhzwbXtQ8c/s200/babytv.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S9GmMmuxGzI/AAAAAAAAAUY/c2JmlzORlNs/s1600/babytv.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um estudo publicado no site da revista Mente &amp;amp; Cérebro deste mês trouxe uma polêmica, será que os vídeos educacionais podem ajudar a educar crianças pequenas?. Hoje existem muitos DVDs que são vendidos para o público infantil com a promessa de melhorar o aprendizado da linguagem.Para os pesquisadores da Universidade da Califórnia em Riverside, a exposição precoce a certos estímulos sempre leva a um incremento da capacidade intelectual.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Veja o trecho do estudo:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para chegar a essa conclusão, pesquisadores realizaram estudo do qual participaram 96 crianças. Elas assistiram a vídeos educativos durante seis semanas e depois passaram por testes para avaliar a aquisição e memorização de palavras, com ênfase naquelas destacadas nos programas. De forma geral, os resultados não mostraram melhora no vocabulário. Os cientistas observaram ainda que as crianças com menos de 1 ano expostas a esse tipo de programa obtiveram resultados piores nos testes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Mente &amp;amp; Cérebro&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1056712318290574211?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1056712318290574211/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1056712318290574211&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1056712318290574211'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1056712318290574211'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/04/um-estudo-publicado-no-site-da-revista.html' title='Videos educacionais ajudam a educar crianças pequenas?'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S9GmoEHExMI/AAAAAAAAAUg/uvhzwbXtQ8c/s72-c/babytv.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5072941231216727927</id><published>2010-04-23T06:33:00.000-07:00</published><updated>2010-04-23T06:35:17.763-07:00</updated><title type='text'>Boas Notícias sobre o Piso Salarial do Psicólogo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Uma ótima notícia para os psicólogos começou a veicular semana passada sobre o projeto de Lei 5440/09, do deputado Mauro Nazif (PSB-RO), (&lt;a href="http://www.camara.gov.br/internet/deputado/Dep_Detalhe.asp?id=527629" target="_blank"&gt;ver link&lt;/a&gt;) que institui o piso nacional para os psicólogos, no valor de R$ 4.650, valor que será reajustado após a sanção da Lei.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Nazif, os psicólogos sofrem com uma carga horária elevada e baixos salários, por isso é necessário um novo piso. O projeto será analisado ainda pelas comissões de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Redpsi.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5072941231216727927?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5072941231216727927/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5072941231216727927&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5072941231216727927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5072941231216727927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/04/boas-noticias-sobre-o-piso-salarial-do.html' title='Boas Notícias sobre o Piso Salarial do Psicólogo'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-2963089416824926608</id><published>2010-03-11T10:00:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T10:39:51.439-08:00</updated><title type='text'>CONHEÇA AS DEZ RAZÕES DAS ENTIDADES DE PSICOLOGIA PARA SEREM CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S5kzmvp-RKI/AAAAAAAAAUQ/qYTHWCiytP8/s1600-h/maioridade.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 225px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447441965001884834" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S5kzmvp-RKI/AAAAAAAAAUQ/qYTHWCiytP8/s320/maioridade.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. A adolescência é uma das fases do desenvolvimento dos indivíduos e, por ser um período de grandes transformações, deve ser pensada pela perspectiva educativa. O desafio da sociedade é educar seus jovens, permitindo um desenvolvimento adequado tanto do ponto de vista emocional e social quanto físico;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. É urgente garantir o tempo social de infância e juventude, com escola de qualidade, visando condições aos jovens para o exercício e vivência de cidadania, que permitirão a construção dos papéis sociais para a constituição da própria sociedade;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. A adolescência é momento de passagem da infância para a vida adulta. A inserção do jovem no mundo adulto prevê, em nossa sociedade, ações que assegurem este ingresso, de modo a oferecer – lhe as condições sociais e legais, bem como as capacidades educacionais e emocionais necessárias. É preciso garantir essas condições para todos os adolescentes;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. A adolescência é momento importante na construção de um projeto de vida adulta. Toda atuação da sociedade voltada para esta fase deve ser guiada pela perspectiva de orientação. Um projeto de vida não se constrói com segregação e, sim, pela orientação escolar e profissional ao longo da vida no sistema de educação e trabalho;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5. O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) propõe responsabilização do adolescente que comete ato infracional com aplicação de medidas socioeducativas. O ECA não propõe impunidade. É adequado, do ponto de vista da Psicologia, uma sociedade buscar corrigir a conduta dos seus cidadãos a partir de uma perspectiva educacional, principalmente em se tratando de adolescentes;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;6. O critério de fixação da maioridade penal é social, cultural e político, sendo expressão da forma como uma sociedade lida com os conflitos e questões que caracterizam a juventude; implica a eleição de uma lógica que pode ser repressiva ou educativa. Os psicólogos sabem que a repressão não é uma forma adequada de conduta para a constituição de sujeitos sadios. Reduzir a idade penal reduz a igualdade social e não a violência - ameaça, não previne, e punição não corrige;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;7. As decisões da sociedade, em todos os âmbitos, não devem jamais desviar a atenção, daqueles que nela vivem, das causas reais de seus problemas. Uma das causas da violência está na imensa desigualdade social e, conseqüentemente, nas péssimas condições de vida a que estão submetidos alguns cidadãos. O debate sobre a redução da maioridade penal é um recorte dos problemas sociais brasileiros que reduz e simplifica a questão; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;8. A violência não é solucionada pela culpabilização e pela punição, antes pela ação nas instâncias psíquicas, sociais, políticas e econômicas que a produzem. Agir punindo e sem se preocupar em revelar os mecanismos produtores e mantenedores de violência tem como um de seus efeitos principais aumentar a violência;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;9. Reduzir a maioridade penal é tratar o efeito, não a causa. É encarcerar mais cedo a população pobre jovem, apostando que ela não tem outro destino ou possibilidade;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;10. Reduzir a maioridade penal isenta o Estado do compromisso com a construção de políticas educativas e de atenção para com a juventude. Nossa posição é de reforço a políticas públicas que tenham uma adolescência sadia como meta. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: ABRAPSO - Associação Brasileira de Psicologia Social&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-2963089416824926608?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/2963089416824926608/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=2963089416824926608&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/2963089416824926608'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/2963089416824926608'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/03/conheca-as-dez-razoes-das-entidades-de.html' title='CONHEÇA AS DEZ RAZÕES DAS ENTIDADES DE PSICOLOGIA PARA SEREM CONTRA A REDUÇÃO DA MAIORIDADE PENAL'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S5kzmvp-RKI/AAAAAAAAAUQ/qYTHWCiytP8/s72-c/maioridade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5530334161169036491</id><published>2010-03-11T09:29:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T09:59:49.531-08:00</updated><title type='text'>Foucault no século 21</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S5kqSD0gH_I/AAAAAAAAAUI/6RBijFKB2ZY/s1600-h/foucault.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 281px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5447431714032852978" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S5kqSD0gH_I/AAAAAAAAAUI/6RBijFKB2ZY/s320/foucault.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vinte e cinco anos após sua morte, as ideias do filósofo francês continuam no cerne das pesquisas em ciências humanas: da psicologia ao direito; da filosofia à educação&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poucos pensadores exerceram maior impacto sobre as ciências humanas que Michel Foucault. Vinte e cinco anos após sua morte, ocorrida no dia 25 de junho de 1984, o caráter generoso de suas ideias inovadoras se manifesta na renovação do campo de investigação da psicologia, da psiquiatria, da história, do direito, da arquitetura, da filosofia, da sociologia e da educação, entre outras disciplinas. Dos anos 1960 ao começo da década de 1980, Foucault formulou conceitos e abordagens teóricas que descortinaram novos objetos e demoliram velhas questões ao demonstrar que a história não é o palco pelo qual desfilam os mesmos problemas singulares de sempre. Como poucos dentre seus contemporâneos, Foucault soube apropriar-se do projeto nietzscheano de destruição e transvaloração dos valores vigentes, ensinando-nos a desconfiar da herança metafísica incrustada em conceitos supra-históricos como 'o' Homem, 'a' verdade, 'a' natureza, 'o' poder, 'a' razão, 'o' sexo, 'o' corpo, etc. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As marcas de sua genialidade intelectual já se anunciavam em sua primeira grande obra, A história da loucura na idade clássica, publicada em 1961. Abria-se ali o espaço de pesquisas que Foucault denominou como uma arqueologia das ciências humanas, e que culminaria em obras fundamentais como As palavras e as coisas, O nascimento da clínica e Arqueologia do saber. Nelas, o autor empreendeu uma crítica não epistemológica da razão, isto é, um questionamento que não visava avaliar a evolução histórica da cientificidade das ciências, mas trazer à luz os pressupostos profundos que permitiram à modernidade entronizar a razão como critério absoluto a partir do qual se poderia determinar, por exemplo, o ser da loucura. Assim, ao elaborar sua peculiar história da loucura, Foucault abriu mão da ideia de que a relação histórica entre razão e loucura se dera a partir da contínua e gradual conquista das luzes sobre as sombras, roteiro em que a psiquiatria representava a conquista da suposta verdade da loucura enquanto doença mental e a consequente libertação do louco em relação a velhos preconceitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Silenciamento da desrazãoPor outro lado, e de maneira mais ambiciosa, Foucault se perguntou como foi que se definiu a moderna decisão que apartou a razão de seu outro, contando-nos uma história na qual o saber psiquiátrico era compreendido como a etapa derradeira de um longo processo de silenciamento da desrazão, cujos primeiros sintomas já se deixariam evidenciar em acontecimentos do século 17 como a instituição do Hospital Geral, o grande internamento e a metafísica de Descartes. Segundo Foucault, Descartes teria excluído a loucura do processo da dúvida metódica que leva à descoberta do cogito, explicitando assim a decisão fundamental da modernidade em opor a ordem da razão à desordem da desrazão: se duvido, penso, e se penso não posso ser louco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em As palavras e as coisas, Foucault formulou o polêmico conceito de épistémè. Aludia-se com ele a uma ordem ou princípio de ordenação dos saberes anterior a qualquer enunciado visando o conhecimento, de modo que a épistémè epistémé seria a instância arqueológica profunda que tornaria qualquer enunciado possível: tratava-se de nomear o solo fundamental que conferiria legitimidade e positividade ao saber de cada época. Em outras palavras, Foucault não se propunha a fazer uma história das ciências ou uma história das ideias, mas procurava descrever a configuração e as transformações históricas das diferentes épistémès, as quais marcariam diferentes possibilidades de pensamento e conhecimento, sem qualquer linearidade progressiva na passagem de uma épistémè a outra. Subjacente a toda cultura e, portanto, a toda forma de conhecimento, Foucault detectava a existência de uma ordem, de um espaço de identidades, de similitudes e de analogias por meio das quais classificamos e distribuímos os objetos do conhecimento. A obra era polêmica e despertou grande interesse e muitas críticas, pois Foucault foi acusado de hipostasiar a história e a práxis humana por detrás da ação silenciosa de estruturas anônimas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saber-poder-verdadeEm 1970, Foucault foi eleito para o prestigioso Collège de France e sua aula inaugural, A ordem do discurso, sinalizou uma virada em suas reflexões. Por certo, a política não estivera ausente das pesquisas arqueológicas, como testemunha seu acirrado embate com Sartre, a fenomenologia francesa e com os marxistas. Entretanto, agora Foucault não mais se contentava em avaliar as condições arqueológicas de ordenação dos enunciados, mas começava a interrogar os sistemas de exclusão e rarefação que envolvem toda enunciação discursiva. Sob forte inspiração nietzscheana, Foucault passava a questionar certas figuras histórico-políticas da vontade de verdade e da vontade de saber que permearam a história ocidental, perguntando-se, então, quem pode dizer algo e sob quais condições institucionais. Iniciava-se assim o período de suas investigações genealógicas, centradas no questionamento específico das relações intrínsecas entre saber-poder-verdade. Foucault insistirá em que não há verdade fora do poder ou sem o poder, pois toda verdade gera efeitos de poder e todo poder se ampara e se justifica em saberes considerados verdadeiros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nas pesquisas genealógicas dos anos 1970, Foucault analisou a constituição histórica das relações de poder em seu caráter produtivo e eficaz em obras fundamentais como Vigiar e punir e o volume I da História da sexualidade. Nelas, ele questionou a concepção filosófica moderna do sujeito constituinte e substituiu-a pela concepção de que o sujeito é constituído historicamente, simultaneamente à constituição das práticas e dos discursos que se multiplicaram nas diversas instituições sociais nascentes a partir do século 17, tais como a escola, o hospital, o quartel, as fábricas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quanto à análise das relações de poder, observava-se uma dupla inovação: por um lado, Foucault desviava os olhos da relação jurídica entre o Estado e o cidadão para lançar seu olhar microscópico sobre as múltiplas relações de poder presentes nas instituições sociais nas quais se forjou o indivíduo disciplinado e normalizado. Por outro lado, fugindo à tópica do poder repressor, Foucault descobriu que os micro-poderes disciplinares exerciam seus efeitos positivos e discretos sobre o corpo dos indivíduos visando transformá-lo num corpo dócil e útil, segundo a conhecida fórmula de Vigiar e punir. Com as pesquisas genealógicas, Foucault se propôs a investigar como se produziu o indivíduo moderno, o sujeito sujeitado e disciplinado em seus gestos, comportamentos, discursos, etc.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;BiopolíticaSe o ponto de partida da genealogia foucaultiana do poder foi a descoberta dos micro-poderes disciplinares que visavam à administração do corpo individual, seu ponto de chegada foi a descoberta do biopoder e da biopolítica. Tratava-se de uma nova forma de exercício do poder soberano, nascente na passagem do século 18 para o 19, cujo alvo não era mais a produção do indivíduo dócil e útil, mas a gestão calculada da vida da população de um determinado corpo social. Foucault chegou à descoberta do biopoder ao analisar o que chamou, em História da sexualidade, de dispositivo da sexualidade, isto é, a sexualidade como o produto de discursos científicos e morais pautados pela vontade de saber, pelo ideal de normalidade e pela obsessão em esconjurar e escrutinar a anormalidade. Foucault descobriu que o sexo não era apenas a matriz privilegiada para o exercício dos poderes disciplinares, pois também constituía o foco por excelência para o gerenciamento planificado de fenômenos populacionais como as taxas de nascimento e mortalidade, as condições sanitárias das cidades, os índices de contaminação, etc. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir do século 19, interessava ao novo poder estatal estabelecer políticas higienistas por meio das quais se poderia sanear o corpo da população, depurando-o de suas infecções internas. Novamente se evidencia a genialidade de Foucault: ali onde nossa consciência iluminista nos levaria a louvar o caráter humanitário de intervenções políticas visando incentivar, proteger, estimular e administrar as condições vitais da população, Foucault descobriu o elo fatal entre higienismo, eugenia, racismo e genocídio. Em uma palavra, ele compreendeu que a partir do momento em que a vida passou a se constituir no elemento político por excelência, tal cuidado político da vida trouxe consigo a exigência contínua e crescente da morte em massa, pois é apenas no contraponto da violência depuradora que se podem garantir mais e melhores meios de sobrevivência a uma dada população. Eis, portanto, o motivo pelo qual o século 20 pôde testemunhar o advento do nazismo e do stalinismo, para não mencionar os inúmeros casos em que democracias liberais valeram-se do racismo e do extermínio para lidar com suas 'enfermidades' e 'patologias' sociais.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O conceito de biopolítica é um dos principais legados teóricos de Foucault, tendo sido retomado e revisado pela reflexão de Giorgio Agamben ( leia artigo neste dossiê), Roberto Esposito, François Ewald, Michel Sennelart, Michael Hardt e Antonio Negri, dentre outros. Com ele, Foucault não apenas nos ofereceu uma ferramenta para pensar os fenômenos extremos do nazismo e do stalinismo, como também nos concedeu um importante instrumento para pensar as novas formas biopolíticas de controle neoliberal de populações. Em Nascimento da biopolítica, curso de 1979, Foucault já indicava que o mercado competitivo tornar-se-ia a instância da produção de uma nova figura subjetiva, aquela que procura responder da melhor maneira possível às exigências e demandas variadas do próprio mercado econômico, tornando-se, para tanto, um empreendedor de si mesmo. Com muita perspicácia, Foucault compreendeu que o mercado das sociedades empresariais seria o lugar privilegiado ao qual nos reportaríamos a fim de nos tornarmos agentes econômicos competitivos. A profecia parece ter se cumprido, pois cada vez mais tornamo-nos presas voluntárias de processos de individuação e subjetivação controlados flexivelmente pelo mercado e seus ideais normativos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.atlaspsico.com.br/PSICOLOGIA.htm"&gt;http://www.atlaspsico.com.br/PSICOLOGIA.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5530334161169036491?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5530334161169036491/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5530334161169036491&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5530334161169036491'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5530334161169036491'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/03/foucault-no-seculo-21.html' title='Foucault no século 21'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S5kqSD0gH_I/AAAAAAAAAUI/6RBijFKB2ZY/s72-c/foucault.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-158186717459843565</id><published>2010-03-11T09:26:00.000-08:00</published><updated>2010-03-11T09:28:32.138-08:00</updated><title type='text'>Eu, etiqueta</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;Em minha calça está grudado um nome&lt;br /&gt;Que não é meu de batismo ou de cartório&lt;br /&gt;Um nome... estranho.&lt;br /&gt;Meu blusão traz lembrete de bebida&lt;br /&gt;Que jamais pus na boca, nessa vida,&lt;br /&gt;Em minha camiseta, a marca de cigarro&lt;br /&gt;Que não fumo, até hoje não fumei.&lt;br /&gt;Minhas meias falam de produtos&lt;br /&gt;Que nunca experimentei&lt;br /&gt;Mas são comunicados a meus pés.&lt;br /&gt;Meu tênis é proclama colorido&lt;br /&gt;De alguma coisa não provada&lt;br /&gt;Por este provador de longa idade.&lt;br /&gt;Meu lenço, meu relógio, meu chaveiro,&lt;br /&gt;Minha gravata e cinto e escova e pente,&lt;br /&gt;Meu copo, minha xícara,&lt;br /&gt;Minha toalha de banho e sabonete,&lt;br /&gt;Meu isso, meu aquilo.&lt;br /&gt;Desde a cabeça ao bico dos sapatos,&lt;br /&gt;São mensagens,&lt;br /&gt;Letras falantes,&lt;br /&gt;Gritos visuais,&lt;br /&gt;Ordens de uso, abuso, reincidências.&lt;br /&gt;Costume, hábito, permência,&lt;br /&gt;Indispensabilidade,&lt;br /&gt;E fazem de mim homem-anúncio itinerante,&lt;br /&gt;Escravo da matéria anunciada.&lt;br /&gt;Estou, estou na moda.&lt;br /&gt;É duro andar na moda, ainda que a moda&lt;br /&gt;Seja negar minha identidade,&lt;br /&gt;Trocá-la por mil, açambarcando&lt;br /&gt;Todas as marcas registradas,&lt;br /&gt;Todos os logotipos do mercado.&lt;br /&gt;Com que inocência demito-me de ser&lt;br /&gt;Eu que antes era e me sabia&lt;br /&gt;Tão diverso de outros, tão mim mesmo,&lt;br /&gt;Ser pensante sentinte e solitário&lt;br /&gt;Com outros seres diversos e conscientes&lt;br /&gt;De sua humana, invencível condição.&lt;br /&gt;Agora sou anúncio&lt;br /&gt;Ora vulgar ora bizarro.&lt;br /&gt;Em língua nacional ou em qualquer língua&lt;br /&gt;(Qualquer principalmente.)&lt;br /&gt;E nisto me comparo, tiro glória&lt;br /&gt;De minha anulação.&lt;br /&gt;Não sou - vê lá - anúncio contratado.&lt;br /&gt;Eu é que mimosamente pago&lt;br /&gt;Para anunciar, para vender&lt;br /&gt;Em bares festas praias pérgulas piscinas,&lt;br /&gt;E bem à vista exibo esta etiqueta&lt;br /&gt;Global no corpo que desiste&lt;br /&gt;De ser veste e sandália de uma essência&lt;br /&gt;Tão viva, independente,&lt;br /&gt;Que moda ou suborno algum a compromete.&lt;br /&gt;Onde terei jogado fora&lt;br /&gt;Meu gosto e capacidade de escolher,&lt;br /&gt;Minhas idiossincrasias tão pessoais,&lt;br /&gt;Tão minhas que no rosto se espelhavam&lt;br /&gt;E cada gesto, cada olhar&lt;br /&gt;Cada vinco da roupa&lt;br /&gt;Sou gravado de forma universal,&lt;br /&gt;Saio da estamparia, não de casa,&lt;br /&gt;Da vitrine me tiram, recolocam,&lt;br /&gt;Objeto pulsante mas objeto&lt;br /&gt;Que se oferece como signo dos outros&lt;br /&gt;Objetos estáticos, tarifados.&lt;br /&gt;Por me ostentar assim, tão orgulhoso&lt;br /&gt;De ser não eu, mas artigo industrial,&lt;br /&gt;Peço que meu nome retifiquem.&lt;br /&gt;Já não me convém o título de homem.&lt;br /&gt;Meu nome novo é Coisa.&lt;br /&gt;Eu sou a Coisa, coisamente.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;(Carlos Drummond de Andrade)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-158186717459843565?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/158186717459843565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=158186717459843565&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/158186717459843565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/158186717459843565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/03/eu-etiqueta.html' title='Eu, etiqueta'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4113267751770352541</id><published>2010-02-26T09:12:00.000-08:00</published><updated>2010-02-26T11:52:59.734-08:00</updated><title type='text'>Criança Birrenta e os limites na educação infantil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 188px; FLOAT: left; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442636862957846850" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S4ghY_oMgUI/AAAAAAAAAUA/ry868QGMu7g/s320/criancas-chorando.jpg" /&gt;Nas últimas duas semanas me deparei com um fato novo em minha vida: meu pequeno princípe está aprendendo a pontuar suas vontades, digamos, de uma forma um tanto efusiva... Birra mesmo! Quando isso acontece, começo de imediato a me policiar e tento colocar em prática o que aprendo na acadêmia; mas confesso que é uma tarefa árdua, principalmente pelo fato de que não estou lidando com uma criança qualquer, mas com meu próprio filho. E tudo o que menos quero é fazer jus ao ditado: "Casa de ferreiro, espeto de pau!".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje reservei parte do meu tempo para pesquisar sobre o assunto e encontrei um artigo interessante, um pouco extenso, mas muito proveitoso que posto a seguir. Nele você verá que com uma boa dose de amor e tolerância, somos capazes de superar as fases em que a criança busca se auto-afirmar e que muitas vezes tiram os adultos do sério!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Um Breve Histórico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Antigamente, ninguém sequer discutia o assunto. Criança não sabia e, portanto, precisava aprender. Cabia a nós, adultos, o compromisso de ensinar. Quando o filho fazia algo errado, respondia mal ao vovô, agredia um coleguinha de escola ou manifestava-se contrário à realização do tema de casa, os pais não tinham dúvidas: agiam, corrigiam, praticavam sanções disciplinares, aplicavam os chamados “castigos” e até batiam. Tudo em nome da boa educação das crianças. Naquela época, ter um filho indisciplinado era uma coisa vergonhosa, inadmissível para qualquer família. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com as mudanças ocorridas durante o século XX, tanto no campo das relações humanas como no campo da educação, as pessoas foram aprendendo a respeitar as crianças, entendendo que elas têm gostos, aptidões próprias, personalidades e até indisposições passageiras – exatamente como nós, adultos. Com isso, sem dúvida, muita coisa melhorou para as crianças: o relacionamento entre pais e filhos ganhou mais autenticidade, menos autoritarismo; o poder absoluto dos pais sobre os filhos foi substituído por uma relação mais democrática. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nestas últimas duas décadas, porém, estamos assistindo a um grande fenômeno: as crianças têm tido mais autoridade que seus pais, apesar de ainda dependerem deles biopsicossocialmente. As pessoas em nada mudaram geneticamente, mas os padrões comportamentais familiares sofreram uma grande desorganização: os bebês têm dificuldades para dormir sozinhos, as crianças exageram nas birras com seus pais, os filhos sofrem de obesidade e alguns já têm colesterol alto por só comerem o que desejam, crianças exigem telefones celulares cujo uso nem se justifica, as dificuldades de aprendizagem cresceram vertiginosamente e a convivência parental se reduziu a pouco mais de cinquenta minutos diários na maioria dos lares. Parece o fim do mundo? Parece. Mas, felizmente, não é.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já dizia Aristóteles, um filósofo que viveu muito antes de Cristo: “A justiça está no meio-termo.” Ou seja, o que ocorreu foi que, no afã de atender aos reclamos da moderna pedagogia e da psicologia, os pais perderam um pouquinho o rumo e, sem querer, exageraram na dose. Quiseram tanto acertar que acabaram errando. Porém, essa situação ainda tem conserto: algumas regras básicas são suficientes para colocar a casa em ordem e a vida em paz !&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os “Limites Infantis” não foram escolhidos como tema do nosso segundo encontro por acaso. Nosso objetivo é explicar à comunidade escolar com clareza e objetividade que podemos ser pais amorosos sem perder a autoridade, sem deixar que nossos filhos cresçam sem limites e sem capacidade de compreender e enxergar as necessidades e direitos dos outros. Hoje estaremos abordando uma importante faixa etária da vida humana: a criança de 0 a 6 anos. Dar limites é... - ensinar que os direitos são iguais para todos; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ensinar que existem OUTRAS pessoas no mundo;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- fazer a criança compreender que seus direitos acabam onde começam os direitos dos outros;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- dizer “sim” sempre que possível e “não” sempre que necessário;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- mostrar que muitas coisas podem ser feitas e outras não podem ser feitas;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- fazer a criança ver o mundo com uma conotação social (con-viver) e não apenas psicológica (o meu desejo e o meu prazer são as únicas coisas que contam);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ensinar a tolerar pequenas frustrações no presente para que, no futuro, os problemas da vida possam ser superados com equilíbrio e maturidade;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- desenvolver a capacidade de adiar satisfação;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- saber discernir entre o que é uma necessidade dos filhos e o que é apenas um desejo;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- dar o EXEMPLO ! Dar limites não é... - fazer só o que vocês, pai ou mãe, querem ou estão com vontade de fazer;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ser autoritário (dar ordens sem explicar o porquê e/ou agir de acordo apenas com seu próprio interesse);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- gritar com as crianças para ser atendido;&lt;br /&gt;- deixar de atender às necessidades reais (fome, sede, segurança, afeto) dos filhos porque hoje você está cansado;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- provocar traumas emocionais ou físicos;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- delegar a terceiros a tarefa de educar seus filhos. O que pode acontecer quando não se dá limite ? A criança que não aprende a ter limites para o seu querer, para seus desejos e vontades, que tudo quer e tudo pode, tende a desenvolver um quadro de dificuldades que vai se instalando passo a passo, como segue:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;4.1. Etapa Um: Descontrole emocional, histeria, ataques de raiva (mais comum até os 3 anos de idade)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando por insegurança, culpa ou medo de serem antiquados ou autoritários, os pais deixam de exercer seu papel essencial de “construtores de limites”, a tendência é que a criança mantenha e aperfeiçoe uma postura hedonista, apresentando dificuldades crescentes de aceitar qualquer tipo de limite aos seus desejos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A criança que não é orientada pelos pais e é atendida em tudo sempre que chora e esperneia tende a perpetuar esse tipo de conduta. Ela já está aprendendo a alongar seus limites e iniciando seu processo de controlar o mundo através, primeiramente, do grito e, talvez depois, da violência ou agressão.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;4.2. Etapa Dois: Dificuldade crescente de aceitação de limites (mais comum entre os 3 e os 5 anos de idade)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando começa a frequentar a escola, a criança que não traz uma base sólida de limites tende a não aceitar restrições às suas ações: se quer ir brincar no pátio na hora em que a professora está realizando atividades de pintura, ela ignora o chamado e as recomendações. Caso não consiga seu intento, reage de maneira negativa: chora, grita, agride, chuta, joga brinquedos e/ou objetos. Em seu relato do período escolar passa a elencar aspectos negativos da escola: a sala é ruim, a professora é feia, os colegas são chatos, o colégio não tem graça. Quando os pais percebem a articulação do filho e realizam um esforço conjunto com a professora para contornar a situação, a tendência natural é que as coisas comecem a se tranquilizar. Caso a família seja super-protetora, a migração escolar é o caminho mais provável. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;4.3. Etapa Três: Distúrbios de conduta, desrespeito aos pais/colegas/autoridades, incapacidade de concentração, dificuldade para concluir tarefas, excitabilidade, baixo rendimento (pode iniciar precocemente a partir dos 4 anos de idade)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A criança foi crescendo, crescendo e ficando a cada dia mais distanciada da realidade. Pai, mãe, avós, vizinhos, amigos – todos só existem para satisfazer as suas necessidades. Assim ela passa a interromper aos gritos quem estiver falando, exige que se comprem todas as roupas e brinquedos que deseja, come o que quer na hora em que bem entende, dorme na cama da mamãe quase todas as noites (e às vezes exige que o pai não permaneça no quarto), toma banho apenas na hora em que decide fazê-lo, vai à escola ou estuda apenas quando estiver com vontade... No início isso foi maravilhoso, pois a família achava que estava lhe dando muito amor e que ela apenas tinha uma “personalidade forte”. Segundo a lógica infantil (e a de muitos adultos também), fazer só o que se quer é muito mais agradável do que fazer o que se deve. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ao final de seis ou sete anos, porém, os pais percebem que criaram uma pessoinha com uma visão distorcida do mundo, que acaba se tornando desagradável e que passa a ser evitada na distribuição de convites para festas, almoços e aniversários de amigos, vizinhos e até mesmo de alguns parentes – a maioria das pessoas não gosta de conviver com alguém tão “cheio de vontades”. Então esse papai e essa mamãe se entreolham assustados, pois aquela criança a princípio “tão lindinha”, tão “cheia de personalidade”, acabou se transformando num reizinho, eternamente insatisfeito, mandão e pronto para brigar o tempo todo... um verdadeiro tirano. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;E o que é pior: não têm mais autoridade sobre ele, não conseguem convencê-lo a falar educadamente com as pessoas, a respeitar a fila, a tolerar pequenos desgostos, a fazer seus deveres escolares... Exagero ? De forma alguma. A criança que não aprende a ter limite cresce com uma deformação na percepção do outro. Só ela importa, o seu querer, o seu bem estar, o seu prazer. O egocentrismo infantil, que deveria diminuir com a idade, torna-se exacerbado, só cresce. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com frequência essas crianças são confundidas com as que têm a síndrome da hiperatividade verdadeira, porque iniciam um processo que pode assemelhar-se a esse distúrbio neurológico: irritabilidade, instabilidade emocional, redução da capacidade de concentração e atenção, incapacidade de tolerar frustrações e contrariedades, desinteresse pelos estudos, falta de persistência, desrespeito pelo outro (colegas, irmãos, familiares e autoridades em geral). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;4.4. Etapa Quatro: Agressões físicas se contrariado, descontrole, problemas de conduta, problemas psiquiátricos nos casos em que há predisposição (comum na adolescência, mas pode iniciar precocemente a partir dos 8-9 anos)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Há uma relação direta entre a falta de limites e a forma de ver o mundo. Quando família/escola não agem de maneira corretiva e eficiente nas etapas anteriores, a distorção passa a ser a única realidade possível para o futuro adolescente. Seguindo esse raciocínio, veremos os números crescentes de utilização de álcool, drogas, substâncias psicoativas, marginalização e criminalidade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Eles crescem e se desenvolvem através da seguinte filosofia de vida: “o mundo existe para o meu prazer; todos devem fazer o que eu quero e gosto; quem não faz o que eu quero não gosta de mim; quem não gosta de mim é meu inimigo; quem é meu inimigo não é digno de viver.” Os exemplos estão aí, diariamente, circulando na mídia: jovens que se armam e saem matando pais, amigos, colegas de escola; o caso do atirador do cinema do RJ; o caso do índio pataxó queimado em Brasília; o caso da mãe que era ameaçada e agredida fisicamente pelo filho em troca de dinheiro...&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Finalizando: aquilo que nos primeiros meses e anos de vida pode parecer apenas “engraçadinho”, “interessante”, “sinal de amor”, “personalidade forte”, acaba levando nossos filhos exatamente ao pólo oposto do que desejamos. Tentando evitar traumas psicológicos os pais estarão propiciando o surgimento de sérios problemas num futuro não tão distante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;5. Como disciplinar sem bater ?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Premiando ou recompensando o bom comportamento: Sempre que a criança tiver atitudes corretas, devemos ressaltar esse fato. Normalmente só nos lembramos de ressaltar as coisas negativas e, por essa razão, as crianças ficam com a sensação de que não vale a pena fazer tudo certinho – elas não recebem qualquer estímulo ou olhar aprovador. A melhor forma de alcançar um objetivo educacional é elogiando, incentivando e ressaltando tudo de bom que a criança faz.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Entendendo que premiar não é obrigatoriamente “dar coisas materiais”: Embora pareça impossível e estranho em época de grande consumismo, um carinho, um elogio sincero ou o reconhecimento do esforço valem muito mais do que presentes, dinheiro, viagens. Ao longo dos anos, se acostumarmos nossos filhos a serem “comprados”, eles aprenderão a agir dessa forma conosco também.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Fazendo com que a criança assuma as consequências de seus atos (positivos ou negativos): Com a mesma naturalidade e carinho com que elogiamos e premiamos nossos filhos, devemos conversar e agir quando eles erram, explicando, apontando e fazendo com que reflitam sobre as atitudes incorretas e egocêntricas, com o cuidado de nunca relacionar uma atitude a características pessoais. Em outras palavras: ao criticarmos alguma coisa que a criança fez de forma indevida, devemos fazê-lo com relação ao fato específico e não como se fosse algo inerente ao indivíduo ou a sua personalidade.&lt;br /&gt;EX: “Fulano, não é correto pegar o que não é seu sem antes pedir autorização ao dono.” JAMAIS: “Fulano, você é desonesto, egoísta e sempre quer tudo pra você.” Apresente o fato como algo a ser analisado, repensado e refeito, sempre dentro das possibilidades da idade e da compreensão da criança. Se você conversou, explicou a regra e mesmo assim seu filho tomou uma atitude indesejada, não flexibilize: ele deverá arcar com as consequências de sua decisão.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Tendo sempre em mente que coerência, segurança, justiça e igualdade são imprescindíveis: Toda consequência ou responsabilização deve ser ADEQUADA, isto é, para pequenos deslizes, pequenas consequências; para atos mais graves, consequências mais sérias. Nunca exagere. Trate seus filhos com igualdade – não tenha dois pesos e duas medidas. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Necessidades X Desejos&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em se tratando de dar limites, é fundamental distinguir o que são necessidades e o que são desejos de nossas crianças. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;6.1. Necessidade:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é algo inevitável, algo que, se não atendido, pode levar o indivíduo a ter problemas sérios no seu desenvolvimento, seja físico, intelectual ou emocional.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;6.2. Desejo:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a vontade de possuir algo, de realizar algo, que pode ou não ser importante para o desenvolvimento. Está mais vinculado ao prazer. Segundo Abraham Maslow, o homem tem uma série de necessidades normais que ele agrupou de forma hierarquizada em forma de uma pirâmide, conhecida como a “Pirâmide das Necessidades de Maslow” (Veja figura no final da postagem)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso significa que o ser humano só se preocupa em atender a uma necessidade de nível mais elevado se as de nível mais baixo estiverem atendidas. Ou seja: quem está com muita fome (necessidade fisiológica) não fica muito interessado em proteger-se (necessidade de segurança), podendo arriscar-se para obter alimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Todo pai tem o dever de atender às necessidades de seu filho, sejam elas de que nível for. Quanto aos desejos, porém, é necessário analisá-los para depois decidir. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;6.3. Analisando Desejos Antes de Optar por Atendê-los:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Primeiramente pense se esses desejos são aceitáveis do ponto de vista individual e social.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, veja quais desejos você quer atender (ou porque não tem condições de fazê-lo ou porque não considera adequado à faixa etária, horário, educação do seu filho...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em terceiro lugar, analise se estes desejos extrapolam os limites do desenvolvimento normal e saudável de uma criança. Um exemplo passo-a-passo: seu filho diz que está com fome e quer comer chocolate no horário do almoço. Comer é uma necessidade, alimentar-se é uma necessidade fisiológica básica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista individual/social, não haveria problema algum se a criança substituísse seu almoço por uma barra de chocolate. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Do ponto de vista do querer paterno: talvez a família tenha condições e não considere inadequada a solicitação da criança. Mas numa análise final, devemos nos fazer a seguinte pergunta: é saudável e normal uma criança substituir uma refeição tão importante como o almoço por uma barra de chocolates ? Concordando com esta atitude, não estaríamos atendendo a um desejo e não a uma real necessidade do pequeno ?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Claro que alguns desejos, mesmo não sendo necessidades, poderão ser atendidos. Mas seremos nós, pais – adultos – provedores, que analisaremos e decidiremos a questão. Esse é o princípio básico do “limite infantil”. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Entre 1 e 4 anos&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;7.1. Necessidades: Desde o momento em que começa a se relacionar, primeiro com os pais, depois com outros membros da família e, em seguida, com a comunidade, a criança até os 4 anos precisa muito, dentre outras coisas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- sentir-se desejada, amada e necessária;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- receber cuidados, proteção e segurança;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- ser apreciada, aceita e fazer parte do grupo;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- ter a oportunidade de explorar, brincar e aprender a cuidar de si mesma (vestir-se e usar o banheiro, aos 2-3 anos);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- repousar durante o dia;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- dormir cerca de 12 horas por noite. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;7.2. Tarefas dos Pais:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Para atender às necessidades citadas, os pais precisam colaborar com algumas atitudes sistemáticas, que em muito ajudarão as crianças a crescerem, se tornarem independentes e equilibradas emocionalmente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Faça com que as coisas permaneçam positivas – diga “não” e em seguida o que a criança deve fazer. EX: “Não, querida. Você não pode mexer no computador do papai. Então vamos escolher outra coisa para brincar.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Use prêmios antes. Não se esqueça de premiar o bom comportamento (sem exageros, é claro). Tenha sempre um sorriso ou palavra agradável quando seu filhinho colaborar na arrumação dos brinquedos ou ajudar você a guardar as compras. O importante é que o prêmio/aprovação ocorra com frequência. Assim, quando houver uma censura ou reprovação, isso não afetará a auto-estima da criança. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Aplique as consequências imediatamente. Deixar para depois não funciona, porque a criança já esqueceu porque está sendo castigada e aí não aprenderá a discernir o bom do mau comportamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- Ignore um comportamento que não esteja prejudicando ninguém, quando a criança é pequena. Temos de saber diferenciar as lutas que valem a pena e as que não valem a pena ser iniciadas. Toda pessoa precisa externar seus sentimentos em alguns momentos. Portanto, se seu filho está brincando no quarto ou em outro local onde não há perigo de machucar ninguém ou quebrar nada, simplesmente deixe. EX: Estava montando uma torre com peças de plástico, a torre desabou, ele se irritou e jogou as peças longe.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- Conforte a criança nas necessidades. Em geral, quando está triste, em conflito, ou chateada por alguma coisa, a criança busca o apoio dos pais. Conforte-a com palavras que expressem sua compreensão, dê-lhe carinho. Isso reforçará a segurança de que tanto necessita. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;7.3. Como lidar com problemas de comportamento:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;7.3.1. Acessos de cólera ou mau humor:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- são frequentes nessa idade, pois a criança não está totalmente socializada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- ignorar é a melhor maneira de eliminar.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- quanto menos você falar e tentar convencê-la, melhor e mais rápido o efeito.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- não espere que se acalme escutando a voz da razão e a ponderação - ela está com muita raiva e não consegue dominá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- não tenha você também um acesso de cólera por causa do acesso de cólera da criança. Você é um adulto. Não aja como se tivesse a mesma idade de seu filho.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- dê-lhe direito ao “piti”, mas explique que não vai assistir. Conduza-a a um local onde não possa machucar-se (isso é fundamental para a segurança da criança), diga-lhe com calma e firmemente que essa não é a forma de conseguir o que deseja e que você vai esperar ela se acalmar para depois conversarem. A seguir, retire-se. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;7.3.2. Agressões físicas e arremesso de objetos:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- se a criança tentar agredi-lo fisicamente, chutar, jogar coisas, simplesmente impeça-a, segurando com firmeza mas sem machucá-la.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- não fique junto gritando, suplicando, ameaçando, muito menos agredindo ou apanhando. Simplesmente não assista. Sem platéia não há espetáculo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- depois que a criança se acalmar, converse seriamente sobre o que ela sentiu, mostre que existem outras formas de demonstrar sentimentos, mas sem longos sermões. Seja breve e vá direto ao ponto. EX: “Que pena, mamãe e papai ficaram muito tristes porque você chutou seu irmão. Agora sim você está lindo e inteligente como sempre foi. Fazer o que você fez não vai dar certo conosco. O que não pode, não pode.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;7.3.3. Crises em lugares públicos:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A melhor maneira de lidar essas situações é evitar que elas aconteçam. Para isso, é fundamental conhecer a criança e não exigir mais do que ela é capaz de dar de acordo com a sua idade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- evite saídas ou compras na hora em que a criança está cansada ou com sono. É normal que a criança dessa idade tenha sono à noite e após o almoço. É uma necessidade dessa fase. Respeitá-la evitará maiores problemas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- permaneça pouco tempo em locais que sejam de baixo interesse para a criança (supermercado, exposições, lojas, banco...). A não ser que seja totalmente impossível deixá-la em casa, leve-a. Mas lembre-se de que ela não estará nada motivada para esta atividade e não espere ter um anjinho de candura ao seu lado. É comum alguns pais entupirem a criança de brinquedos, doces e agrados para prolongar a estada dela em tais locais. Depois não conseguem entender como ela se tornou tão birrenta ou tão interesseira...&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- se não puder evitar a ida a um lugar aborrecido, leve brinquedos que a distraiam. Mas por favor, seja rápido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- jamais ignore um mau comportamento que prejudique ou magoe outras pessoas. Explique isso com clareza. Da mesma forma que se premia sempre o bom comportamento, mesmo que apenas com palavras carinhosas ou de incentivo, a atitude inadequada deve ser coibida de forma clara, objetiva, com segurança e de imediato. Os direitos dos outros devem ficar tão claros quando os seus próprios direitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Entre 5 e 7 anos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;8.1. Necessidades:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- conversar sobre o que pensa e sente;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- se comunicar com os pais e ser ouvida;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- compreender normas e valores;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- ter aprovação dos pais e de outras pessoas com as quais convive;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- carinho;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- dormir cerca de 11 horas por noite;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- saber diferenças entre os sexos;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- muita atividade física;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- independência cada vez maior;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- iniciativa e imaginação;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- conhecer o mundo que a cerca. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;8.2. Tarefas dos Pais:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se queremos que nossos filhos nos respeitem e respeitem o outro, temos que começar, nós próprios, respeitando-os, porque o exemplo continua sendo a melhor maneira de educar. Se nós formos desregrados, sem limites e indisciplinados, como poderemos querer que nossos filhos sejam diferentes ? Portanto:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- tenha normas coerentes de disciplina. Regras justas e coerentes com a forma de viver de todos os componentes da família têm muito mais chance de serem cumpridas e não despertam revoltas. Porém, não transforme sua casa num quartel.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- enuncie as normas especificamente e com clareza. Também é importante explicar o porquê de determinadas regras – nessa idade a criança já entende e tem um senso de justiça bastante desenvolvido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- defina as normas antes que os problemas surjam. A melhor maneira de não ouvir reclamações é fixar as regras do jogo antes do jogo começar. EX: se vocês vão fazer uma visita a algum amiguinho, explique antes de sair, numa conversa franca, o que poderá ser feito e o que não poderá ser feito. Quando seu filho compreende as regras, sente-se bem em cumpri-las, especialmente nesta idade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- às vezes, mesmo ciente das regras, as crianças teimam e insistem em mudar o que foi estabelecido. Nesse caso, seja firme. Se você flexibilizar sempre, será cada vez mais difícil estabelecer limites para os pequenos e manter a sua autoridade. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- não seja exigente demais. Nessa fase é comum as crianças começarem a querer fazer as coisas por si mesmas – colocar a roupa, tomar banho, cortar o bife. Aplauda sempre sua persistência, em vez de rir ou caçoar de seus esforços, por vezes, desajeitados. Só aprende quem faz. Incentive seu filho a ser independente. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;8.3. Técnicas a serem usadas&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- utilize o sistema de prêmios e consequências, procurando premiar sempre a boa conduta;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- premie usando atividades prazerosas preferencialmente a coisas materiais;- suspenda prêmios quando surgir má conduta;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- faça com que a criança se responsabilize mais por seus atos;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- estimule atividades autônomas que já podem fazer sozinhos (escovar os dentes, calçar-se, dar laços nos tênis...);&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;- encarregue-o de pequenas tarefas que ficarão sob sua responsabilidade (dar comida/água para o cachorro, pegar a correspondência, apagar as luzes dos cômodos que não estão sendo utilizados na casa...);&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;- deixe que participe da escolha de consequências para a má conduta (evidentemente isso só funciona se for trabalhado antes do problema ocorrer e com a participação ativa dos pais). Dê-lhe a oportunidade de treinar o exercício dos deveres e dos direitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;CHALITA, Gabriel. Educação: a solução está no afeto. São Paulo: Gente, 2001. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;GREEN, Chistopher. Domando sua ferinha. Curitiba: Fundamento, 2003. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;SANTIAGO, Onete Ramos. Mãe, pai, filhos: que desafios ! Florianópolis: Sophos, 2003. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;TIBA, Içami. Disciplina: limite na medida certa. São Paulo: Integrare, 2006. ____________Ensinar Aprendendo. São Paulo: Gente, 1998.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4113267751770352541?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4113267751770352541/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4113267751770352541&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4113267751770352541'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4113267751770352541'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/02/crianca-birrenta-e-os-limites-na.html' title='Criança Birrenta e os limites na educação infantil'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S4ghY_oMgUI/AAAAAAAAAUA/ry868QGMu7g/s72-c/criancas-chorando.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1028634753644968221</id><published>2010-02-24T18:33:00.001-08:00</published><updated>2010-02-24T18:48:39.499-08:00</updated><title type='text'>Afinal, o que é cultura?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S4XkSOP4ODI/AAAAAAAAATo/UBOPaB2qRno/s1600-h/cultura.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 182px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442006726460586034" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S4XkSOP4ODI/AAAAAAAAATo/UBOPaB2qRno/s200/cultura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Gosto muito de passear pelo mundo virtual procurando por textos que possam responder meus questionamentos infinitos. E para minha felicidade sempre encontro o que procuro através de pessoas que muitas vezes não imaginam sequer minha existência, mas que se tornam grandes inspiradores para minhas "viagens". Hoje, encontrei e quero compartilhar o texto abaixo, escrito por Leandro Konder, filósofo e escritor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que são esses conjuntos de palavras e imagens, de realidades criadas pelos conhecimentos, pela imaginação e, sobretudo, pela ação dos homens?Como as sociedades estão profundamente divididas é fácil entender que a Cultura delas só podia mesmo ser contraditória. Por isso, temos, na verdade, diferentes culturas numa mesma sociedade. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Cultura dos “de cima“ se orgulha de proporcionar aos seus admiradores obras que os “de baixo” nem sempre entendem. A erudição alcançada por muitos intelectuais e artistas, cientistas e políticos tradicionais merece respeito. Porém paga um preço alto por fixar-se freqüentemente em si mesma, limitando-se aos horizontes elitistas da classe dominante.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Já se comprovou historicamente que, nos poucos momentos em que se abriu para o aproveitamento cultural das criações das camadas populares, surgiram obras de arte extraordinariamente significativas, como, por exemplo, na França e na Itália do Renascimento. Os leitores do padre bilontra François Rabelais nunca hão de esquecer as histórias da família de gigantes que ele inventou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;No Brasil, as coisas caminham devagar. Quando as mudanças se tornam imperativamente necessárias, elas vão se fazendo, mas tudo em ritmo lento. Entre os intelectuais ainda se encontram manifestações de desinteresse e desprezo pelos pontos fortes da cultura popular. Mesmo democratas se descuidam e deixam transparecer preconceitos em relação à Cultura dos “outros”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os “de cima” deveriam levar em conta a dificuldade que os “de baixo” têm para entendê-los, porém deveriam prestar atenção também na suas próprias dificuldades para entender o que se passa na esfera deles, os “de cima”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até certo ponto é bom que os homens acreditem nos valores da cultura particular em que foram criados. É saudável que tenham valores e convicções. O perigo está em exagerarem nas suas crenças e se esquivarem ao diálogo com os outros. Não é raro perceber entre os membros das camadas mais pobres na população certa dificuldade para compreenderem a linguagem dos “ricos”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mesmo quando se trata de “ricos progressistas”, os “pobres” têm uma sensação de “estranheza” ao ouví-los criticar o “povo” e fazer sugestões para a ação política das camadas populares.Um conceito filosoficamente essencial, tal como é desenvolvido pelos intelectuais – o conceito de tempo – representa experiências distintas quando aparece na perspectiva de uns ou transparece na perspectiva dos outros.Quando um intelectual de esquerda, subjetivamente disposto a dialogar com o “povo”, fala em tempo histórico, ele freqüentemente manifesta certa impaciência ética que os trabalhadores não têm espaço para cultivar, em suas usuais condições de vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando os trabalhadores falam em paciência, eles não estão necessariamente capitulando diante da resignação. O tempo que lhes é imposto exige deles uma capacidade de suportar a pressão, reagindo da forma que lhes parece possível.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O poeta alemão Bertold Brecht compreendeu esse fenômeno com clareza. É o que se nota numa das pequenas estórias de seu personagem o senhor Keuner. O senhor Keuner estava tranqüilamente em sua casa, quando ela foi invadida por um gigante fardado que o interpelou: “Queres servir-me?”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O senhor Keuner, então, foi para a cozinha e passou a preparar comida para o invasor. Durante semanas, meses e até anos, preparou acepipes variados, sobremesas deliciosas e excelentes bebidas para o gigante. Um dia, este morreu. O senhor Keuner arrastou o cadáver até o fundo do jardim, jogou-o num buraco e respondeu: “Não!”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A concepção do tempo na vida do senhor Keuner se revelou mais forte do que a concepção do tempo adotada pela cultura do explorador truculento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.socialismo.org.br/portal/filosofia/155-artigo/404-o-que-e-a-cultura"&gt;http://www.socialismo.org.br/portal/filosofia/155-artigo/404-o-que-e-a-cultura&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1028634753644968221?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1028634753644968221/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1028634753644968221&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1028634753644968221'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1028634753644968221'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/02/afinal-o-que-e-cultura.html' title='Afinal, o que é cultura?'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S4XkSOP4ODI/AAAAAAAAATo/UBOPaB2qRno/s72-c/cultura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4993200508561639736</id><published>2010-02-19T10:53:00.000-08:00</published><updated>2010-02-24T10:13:43.439-08:00</updated><title type='text'>Motivação</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S37qM_T8J4I/AAAAAAAAATY/P717KBGbsmM/s1600-h/Motiva%C3%A7%C3%A3o.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; FLOAT: left; HEIGHT: 170px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5440042908784535426" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S37qM_T8J4I/AAAAAAAAATY/P717KBGbsmM/s200/Motiva%C3%A7%C3%A3o.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Motivação (do Latim movere, mover) designa em psicologia, em etologia e em outras ciências humanas a condição do organismo que influencia a direção (orientação para um objetivo) do comportamento. Em outras palavras é o impulso interno que leva à ação. Assim a principal questão da psicologia da motivação é "por que o indivíduo se comporta da maneira como ele o faz?" (Rudolph, 2003). "O estudo da motivação comporta a busca de princípios (gerais) que nos auxiliem a compreender, por que seres humanos e animais em determinadas situações específicas escolhem, iniciam e mantém determinadas ações" (Mook, 1996, citado segundo Rudolph, 2003).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É uma força interior que se modifica a cada momento durante toda a vida, onde direciona e intensifica os objetivos de um indivíduo. Dessa forma, quando dizemos que a motivação é algo interior, ou seja, que está dentro de cada particular erramos em dizer que alguém nos motiva ou desmotiva, pois ninguém é capaz de fazê-lo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém podemos concordar que o interior é diariamente influenciado pelo meio externo, isso inclui pessoas e coisas. Podemos nos sentir influenciados pelo entusiasmo de alguém que nos motiva a fazer algo. Já em determinadas situações e dependendo do temperamento da pessoa, ou mesmo da sua personalidade geral, pode-se oferecer certa independência ao meio externo. Ou seja, sua força interior de motivação é alta e "não precisa" de ajuda ou baixa e "precisa de apoio".&lt;br /&gt;O nível de motivação é influenciado por diversos fatores como a personalidade, percepções individuais do meio ambiente, interações humanas e emoções.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Abordagens&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ser humano é um ser de necessidade. Nesta direção o comportamento humano é pautado pela satisfação dessas necessidades durante as fases do seu desenvolvimento. As necessidades humanas não são naturais, precisam ser criadas, inventadas pelo homem. Considerando que nenhum comportamento humano é carente de justificativa, é tarefa dos estudiosos da Psicologia da motivação estudar os motivos, os instintos intrínsecos ao homem que o levam a agir, a se comportar de determinada maneira e não de outra. A teoria da motivação visa mapear os motivos humanos, tentando explicitar o comportamento observado numa forma de linguagem inteligível no campo real do homem, através da escrita. Como o ser humano possui tanto a capacidade de construir como a de destruir, é muito importante para ele entender um pouco os instintos que o levam a destruir, impedindo a continuidade do processo de construção de sua vida. Não há como conhecer todas as explicações possíveis, pois o homem pode sempre inventar uma nova explicação. No entanto, conhecendo-se cada vez mais elementos que explicam o comportamento humano, pode-se ter uma maior amplitude de possibilidades que ajudem o homem a conciliar seus desejos internos com os limites que o meio externo lhe impõe, conciliando seus interesses sem desrespeitar os interesses dos demais seres humanos. Assim, o ser humano pode ter uma vida psíquica mais saudável, à medida que toma consciência de seus instintos inconscientes. Existem teorias diversas de explicação do comportamento. Sendo a motivação um objeto de estudo essencial nessas teorias, é natural que cada uma lhe tenha dedicado especial atenção. Para os comportamentalistas, a motivação é explicada com conceitos como recompensa e incentivo, sendo a recompensa um objeto ou evento atrativo fornecido como conseqüência de um comportamento particular, e o incentivo um objeto ou evento que encoraja ou desencoraja comportamento. Então quando a um aluno é prometida uma nota elevada, isso é um incentivo, sendo que quando a nota sai isso é uma recompensa. A motivação para os comportamentos é vista como extrínseca. Existe outra abordagem que foi desenvolvida como uma reação ao comportamentalismo e à psicanálise freudiana, a humanística. Estas teorias não explicariam adequadamente as motivações dos comportamentos. Os humanistas, como Carl Rogers e Abraham Maslow enfatizam então fontes intrínsecas de motivação, como as necessidades de “auto-realização”, a “tendência realizadora” inata ou a “necessidade de autodeterminação”. Em comum, estas diferentes explicações têm a crença de que as pessoas são continuamente motivadas pela necessidade inata de realizar os seus potenciais. Outra abordagem em que a motivação intrínseca terá mais importância é a cognitivista. Os cognitivistas acham que o comportamento é determinado pelo nosso pensamento, e não apenas pelas recompensas que tenhamos eventualmente recebido. As pessoas reagem às suas próprias interpretações dos eventos externos, em vez de reagirem aos eventos em si. Assim são fatores internos que determinam o nosso comportamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Teoria de Abraham Maslow&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abraham Maslow identificou que os seres humanos são motivados por necessidades específicas, mas que nem sempre são iguais, variando muito de acordo com o momento vivido pelo indivíduo.Maslow organizou estas necessidades em forma de pirâmide com o intuito de sugerir que a nossa motivação para satisfazer as necessidades do topo (necessidades de ser) só surgirá, quando as da base forem satisfeitas (necessidades de carência), altura em que a motivação para a satisfação destas descerá. Tal não implica que mesmo quando satisfeitas as necessidades do topo, a nossa motivação cesse. Pelo contrário, ela aumenta na busca de maior satisfação. A sua teoria foi criticada porque a realidade mostra exemplos de pessoas que não seguem tão rigidamente a sua hierarquia. No entanto, a sua teoria aponta que em geral um indivíduo deverá satisfazer uma necessidade mais urgente para passar para a próxima necessidade. Por exemplo, um homem que não tem onde morar (Necessidade 1) não terá interesse em ser considerado o funcionário do mês de sua empresa (necessidade 4) e também não estará preocupado se foi descoberta a cura pra uma doença rara (necessidade 5). Assim que ele conseguir um teto para morar, ele conseguirá ver a próxima necessidade de forma relevante, pois já não terá mais aquela preocupação anterior, liberando assim esse gás que antes estava ocupado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tipos de Necessidades:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Necessidades Fisiológicas; (a mais urgente) Necessidade de alimentação (fome e sede), de sono e repouso, de abrigo (frio ou calor) e o desejo sexual. Estas necessidades são fundamentais para a sobrevivência do indivíduo e para a propagação da espécie. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;2. Necessidades de Segurança; Uma vez satisfeitas às necessidades fisiológicas a pessoa procura satisfazer a necessidade de se sentir protegida e livre de perigo. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;3. Necessidades Sociais (amor e relacionamento); Necessidades de associação, participação, de amizade, amor, aceitação por parte dos companheiros. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;4. Necessidades de Estima e; Necessidades relacionadas como a forma como o indivíduo se avaliam - sentimentos de auto-apreciação social e de respeito, de status, de prestígio e de consideração. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;5. Necessidades de Auto-realização. (a menos urgente) Necessidades relacionadas à competência e realização do potencial de cada indivíduo, de desenvolvimento, maximização do desempenho Nem todas as pessoas chegam ao topo da pirâmide. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4993200508561639736?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4993200508561639736/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4993200508561639736&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4993200508561639736'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4993200508561639736'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/02/motivacao.html' title='Motivação'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/S37qM_T8J4I/AAAAAAAAATY/P717KBGbsmM/s72-c/Motiva%C3%A7%C3%A3o.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-7649481109963081074</id><published>2010-02-19T08:56:00.001-08:00</published><updated>2010-02-19T09:59:50.830-08:00</updated><title type='text'>Retornando</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Bem pessoal, antes de mais nada quero pedir desculpas por ter ficado tanto tempo sem postar, mas meu tempo estava muito restrito por causa do meu envolvimento com a iniciação &lt;span id="SPELLING_ERROR_0" class="blsp-spelling-error"&gt;cientifíca&lt;/span&gt; e as pesquisas que apresentei juntamente com minhas parceiras de curso no &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;XV Encontro Nacional da &lt;span id="SPELLING_ERROR_1" class="blsp-spelling-error"&gt;ABRAPSO&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que aconteceu em &lt;span id="SPELLING_ERROR_2" class="blsp-spelling-error"&gt;Maceió&lt;/span&gt; entre os dias 30 de Outubro e 02 de Novembro de 2009. Agora, estamos voltadas para o &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#33cc00;"&gt;III Congresso Brasileiro Psicologia: Ciência e Profissão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, que acontecerá em São Paulo entres os dias 3 e 7 de Setembro de 2010.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Prometo estar postando sempre que for possível para que nosso blog não fique tanto tempo sem &lt;span id="SPELLING_ERROR_3" class="blsp-spelling-error"&gt;ativação&lt;/span&gt;, e assim continuar a dividir com todos as "minhas" novas descobertas neste mundo maravilhoso e fascinante que é a PSICOLOGIA!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-7649481109963081074?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/7649481109963081074/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=7649481109963081074&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/7649481109963081074'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/7649481109963081074'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2010/02/retornando.html' title='Retornando'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-2882440212030416925</id><published>2009-04-24T11:27:00.000-07:00</published><updated>2009-04-24T11:34:06.278-07:00</updated><title type='text'>Psicologia Transpessoal</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SfIF8o8u4aI/AAAAAAAAATQ/trIolf5fxac/s1600-h/psicologia+transpessoal.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5328327848475156898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 150px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SfIF8o8u4aI/AAAAAAAAATQ/trIolf5fxac/s200/psicologia+transpessoal.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Dentro das várias ramificações da Psicologia – Psicologia Clínica, Psicologia da Educação, Psicologia das Organizações, Psicologia Jurídica, etc. – vamos encontrar várias abordagens, ou seja, maneiras de se explicar a ação humana com base em determinados pontos de vista, ou formas de se interpretar o ser humano, que constituem escolas baseadas em teorias da personalidade: comportamentalista, humanista, psicanalista, etc. Estas áreas e diferentes abordagens, porém, não devem ser mais vistas como contrárias entre si, mas complementares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma forma de se entender isso é lembrarmo-nos da unidade em que se constitui, na sua bela variedade de cores, o arco-íris. São sete cores visíveis, mas não se sabe ou pode-se determinar onde começa uma ou termina a outra. Antes, uma vai se transformando paulatinamente em outra, e, apesar de diferentes, estão juntas em um mesmo todo: o todo que constitui o arco-íris. Da mesma forma, as diferentes abordagens psicoterapias, embora se atenham a uma determinada característica essencial do ser humano, formam, em seu conjunto, um espectro de “cores” que constituem diferentes estados, ou etapas, ou níveis de consciência. Em se estando em um determinado nível ou estado de consciência, tem-se a tendência de explicar tudo a partir daquela determinada “cor”, o que hoje sabemos ser algo bastante limitador da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem, esta compreensão aprofundada do “espectro” da consciência é melhor dada por uma área bastante recente da Psicologia, denominada Psicologia Transpessoal, ou a Psicologia dos Estados de Consciência, sendo que a denominação “Transpessoal” significa “para além dos limites do pessoal”, este pessoal, entenda-se, se referindo a uma pequena parte de nossa consciência “consciente”, classicamente denominada “ego”. Espliquemo-nos:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A abordagem Transpessoal é uma área da psicologia que estuda as possibilidades psíquicas (mentais, emocionais, intuitivas e somato-sensoriais) do ser humano pelos diferentes estados ou graus de consciência pelos quais passa a pessoa (para se ter idéia do que seja estados de consciência, lembre-se que o estado de consciência de quando se está acordado é diferente do estado de consciência de quando se está dormindo; que o estado de consciência de quando se resolve um problema de matemática é diferente de quando se assisti a um filme, etc.). Em cada um destes estados de consciência (que são vários, alguns ainda desconhecidos) é experimentada uma forma diferente de se perceber ou interpretar a realidade (quando estamos com raiva ou frustrados, percebemos o mundo de uma maneira muitíssimo diversa de quando estamos apaixonados). A Psicologia Transpessoal, portanto, volta-se para o estudo destes diversos estados, não os encarando como contrários, mas como complementares, dando, porém, especial ênfase aqueles estados de consciência superiores, espirituais ou “transpessoais”, porque em tais estados, o sentimento de separação e de egoísmo tornar-se um segundo plano em relação a um sentimento e identificação mais ampla, cooperativa, fraternal, transpessoal para com todos os seres vivos (consciência crística, búdica, nirvânica, universal ou ecológica). E foram exatamente os grandes mestres, quer religiosos (Cristo, Buda, Francisco de Assis), quer científicos (Einstein, Tesla, Heisenberg), quer políticos (Gandhi, Luther King), quer artísticos (Bach, Da Vinci) que experimentaram, em graus variáveis, picos de “Consciência Cósmica” que mudaram não só suas próprias percepções da realidade, como ajudaram a outros (embora de modo diferente, pois a experiência não pode ser facilmente posta em palavras) a atingirem ao menos uma intuição desta “outra maneira de ver e sentir” o mundo, natural e humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos esta descrição, feita por Stanislav Grof, de experiências correlacionadas com o declínio de uma patologia (extraído, com comentários meus, de Fadiman &amp;amp; Frager, 1986, página 168):&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"No estado de consciência 'normal' ou usual, o indivíduo se experimenta existindo dentro dos limites de seu corpo físico (a imagem corporal), e sua percepção do meio ambiente é restringida pela extensão, fisicamente determinada, de seus órgãos de percepção externa; tanto a percepção interna quanto a percepção do meio ambiente estão confinadas dentro dos limites do espaço e do. Em experiências psicodélicas (área explorada por Grof em fins dos anos 50, na Tchecoslováquia, e nos anos 60 nos EUA) de cunho transpessoais, uma ou várias destas limitações parecem ser transcendidas (este fenômeno também se encontra, de modo esporádico, nas várias terapias psicológicas, tendo recebido nomes como "Experiências Oceânicas" em Freud, "Experiências Culminates" em Maslow, "Consciência Cósmica", em Weil, "Experiência Mística", etc). Em alguns casos, o sujeito experiencia um afrouxamento de seus limites usuais de ego e sua consciência e autopercepção parecem expandir-se para incluir e abranger outros indivíduos e elementos do mundo externo. Em outros casos, ele continua experienciando sua própria identidade, mas numa percepção de tempo diferente, num lugar diferente ou em um diferente contexto. Ainda em outros casos, o individuo pode experienciar uma completa perda de sua própria identidade egóica e uma total identificação com a consciência de uma 'outra' entidade. Finalmente, numa categoria bastante ampla destas experiências psicodélicas transpessoais (experiências arquetípicas, união com Deus, etc.), a consciência do sujeito parece abranger elementos que não têm nenhuma continuidade com a sua identidade de ego usual e que não podem ser considerados simples derivativos de suas experiências do mundo tridimensional".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São, pois, estas experiências culminantes e transuamas, bem como suas conseqüências no comportamento humano, que são o foco central da Psicologia Transpessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi em meados da década de sessenta, durante o rápido desenvolvimento e aceitação dos pressupostos básicos da psicologia humanista, com Maslow e Rogers, que alguns psicólogos e psiquiatras começaram a discutir quais os limites e características a que seria possível chegar o potencial da consciência humana. Muitos pesquisadores achavam que a visão da psique dada pela Psicanálise e pelo Behaviorismo eram, no mínimo, bastante simplificadas e reducionistas, não explicando uma grande gama de fenômenos mentais que escapavam - e muito - do campo de alcance de tais teorias. E a Psiquiatria dava ainda menos clareza sobre uma ampla gama de estados de consciência claramente chocantes e, ao mesmo tempo, fascinantes, que não podiam se restringir unicamente à história orgânico-biográfica de alguns pacientes. Ademais, existiam pessoas de grande capacidade humana que possuíam experiências de consciência que não se enquadravam nas teorias vigentes da Psicologia. Daí a necessidade de estudar os estados não-ordinários positivos, ou “Transpessoais”, de percepção e consciência...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis as palavras de Maslow anunciando o desenvolvimento da Psicologia Transpessoal:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Devo também dizer que considero a Psicologia Humanística, ou Terceira Força em Psicologia, apenas transitória, uma preparação para uma Quarta Força ainda "mais elevada", transpessoal, transumana, centrada mais na ecologia universal do que nas necessidades interesses restritos ao ego, indo além da identidade, da individuação e congêneres... Necessitamos de algo "maior do que somos", que seja respeitado por nós mesmos e a que nos entreguemos num novo sentido, naturalista, empírico, não-eclesiástico, talvez como Thoreau e Whitman, William James e John Dewey fizeram".&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: Carlos Antonio fragoso Guimarães&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bibliografia:&lt;br /&gt;Capra, Fritjof. - O Ponto de Mutação, Editora Cultrix, São Paulo, 1986.&lt;br /&gt;Grof, Stanislav. - Além do Cérebro, Editora McGraw-Hill, São Paulo, 1988.&lt;br /&gt;Fadiman, J. &amp;amp; Frager, R.- Teorias da Personalidade, Editora Harbra, São Paulo, 1986.&lt;br /&gt;Maslow, Abraham. - El hombre Autorealizado, Editora Kairós, Barcelona, 1990.&lt;br /&gt;Walsh, R. &amp;amp; Vaughan, F.- Além do Ego: Dimensões Transpessoais em Psicologia, Editora Cultrix, São Paulo, 1991. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-2882440212030416925?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/2882440212030416925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=2882440212030416925&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/2882440212030416925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/2882440212030416925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/psicologia-transpessoal.html' title='Psicologia Transpessoal'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SfIF8o8u4aI/AAAAAAAAATQ/trIolf5fxac/s72-c/psicologia+transpessoal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5884205215355832230</id><published>2009-04-20T10:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-20T11:16:18.937-07:00</updated><title type='text'>A Memória Humana</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sey7qBtTDKI/AAAAAAAAATI/-6HTXNTOhzU/s1600-h/memÃ³ria.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5326838789959781538" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 193px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sey7qBtTDKI/AAAAAAAAATI/-6HTXNTOhzU/s200/mem%C3%B3ria.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; A memória é a capacidade de adquirir (aquisição), armazenar (consolidação) e recuperar (evocar) informações disponíveis, seja internamente, no cérebro (memória biológica), seja externamente, em dispositivos artificiais (memória artificial).&lt;br /&gt;A memória focaliza coisas específicas, requer grande quantidade de energia mental e deteriora-se com a idade. É um processo que conecta pedaços de memória e conhecimentos a fim de gerar novas idéias, ajudando a tomar decisões diárias.&lt;br /&gt;Os psicólogos e neurologistas distinguem memória declarativa de memória não-declarativa. A Grosso modo, a memória declarativa armazena o saber que algo se deu, e a memória não-declarativa o como isto se deu.&lt;br /&gt;A memória declarativa, como o nome sugere, é aquela que pode ser declarada (fatos, nomes, acontecimentos, etc.) e é mais facilmente adiquirida, mas também mais rapidamente esquecida. Para abranger os outros animais (que não falam e logo não declaram, mas obviamente lembram), essa memória também é chamada explícita. Memórias explicitas chegam ao nível consciente. Esse sistema de memória está associado com estruturas no lobo temporal medial (ex: hipocampo, amigdala).&lt;br /&gt;Psicólogos distinguem dois tipos de memória declarativa, a memória episódica e a memória semântica. São instâncias da memória episódica as lembranças de acontecimentos específicos. São instâncias da memória semântica as lembranças de aspectos gerais.&lt;br /&gt;Já a memória não-declarativa, também chamada de implícita ou procedural, inclui procedimentos motores (como andar de biscicleta, desenhar com precisão ou quando nos distaímos e vamos no "piloto automático" quando dirigimos). Essa memória depende dos gãnglios basais (incluindo o corpo estriado) e não atinge o nível de consciência. Ela em geral requer mais tempo para ser adquirida, mas é bastante duradoura.&lt;br /&gt;Memória, segundo diversos estudiosos, é a base do conhecimento. Como tal, deve ser trabalhada e estimulada. É através dela que damos significado ao cotidiano e acumulamos experiências para utilizar durante a vida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tipos de Memória&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1 -&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt; Memória declarativa&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;. É a capacidade de verbalizar um fato. Classifica-se por sua vez em:&lt;br /&gt;2 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memória imediata&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É a memória que dura de frações a poucos segundos. Um exemplo é a capacidade de repetir imediatamente um número de telefone que é dito. Estes fatos são após um tempo completamente esquecidos, não deixando "traços".&lt;br /&gt;3 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memória de curto prazo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É a memória com duração de algumas horas. Neste caso existe a formação de traços de memória. O período para a formação destes traços se chama de Período de consolidação. Um exemplo desta memória é a capacidade de lembrar do que se vestiu no dia anterior, ou com quem se encontrou.&lt;br /&gt;4 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memória de longo prazo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É a memória com duração de meses a anos. Um exemplo é a capacidade de aprendizado de uma nova língua.&lt;br /&gt;5 - &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memória de procedimentos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;. É a capacidade de reter e processar informações que não podem ser verbalizadas, como tocar um instrumento ou andar de bicicleta. Ela é mais estável, mais difícil de ser perdida. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sua História&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Até meados do século XX, a maioria dos estudos sobre aprendizagem questionava que as funções da memória seriam localizadas em regiões cerebrais específicas, alguns chegando a duvidar de que a memória seria uma função distinta da atenção, da linguagem e da percepção. Acreditava-se que o armazenamento da memória seria distribuído por todo o cérebro.&lt;br /&gt;A partir de 1861, Broca evidencia que lesões restritas à parte posterior do lobo frontal, no lado esquerdo do cérebro, chamada de área de Broca, causavam um defeito específico na função da linguagem. Após essa localização da função da linguagem, os neurocientistas tornaram a voltar-se para a hipótese de se localizar a memória.&lt;br /&gt;&lt;a class="new" title="Wilder Penfield (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Wilder_Penfield&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;Wilder Penfield&lt;/a&gt; foi o primeiro a conseguir demonstrar que os processos da memória têm localizações específicas no cérebro humano. Penfield havia estudado com o pioneiro em neurofisiologia, &lt;a class="mw-redirect" title="Charles Sherrington" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Charles_Sherrington"&gt;Charles Sherrington&lt;/a&gt;. Na década de 1940, Penfield começou a usar métodos de estimulação elétrica, idênticos aos usados por Sherrington em macacos, para mapear as funções motoras, sensoriais e da linguagem no córtex humano de pacientes submetidos à neurocirurgia, para tratamento de epilepsia. Penfield explorou a superfície cortical em mais de mil pacientes e verificou que a estimulação elétrica produzia o que ele chamou de resposta experiencial, ou retrospecção, na qual o paciente descrevia uma lembrança correspondente a uma experiência vivida.&lt;br /&gt;Estudos em pacientes com lesão do lobo temporal (pioneiramente com o paciente H.M) revelaram dois modos particularmente diferentes de aprendizagem, diferença que os psicólogos cognitivistas avaliaram em estudos com sujeitos normais. O ser humano aprende o que é o mundo apreendendo conhecimento sobre pessoas e objetos, acessíveis à consciência, usando uma forma de memória que é em geral chamada de explícita, ou aprende como fazer coisas, adquirindo habilidades motoras ou perceptivas a que a consciência não tem acesso, usando para isto a memória implícita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Bases Anatômicas da Memória&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje é possível afirmar que a memória não possui um único lócus. Diferentes estruturas cerebrais estão envolvidas na aquisição, armazenamento e evocação das diversas informações adquiridas por aprendizagem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memória de curto prazo &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depende do &lt;a title="Sistema límbico" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sistema_lÃ&amp;shy;mbico"&gt;sistema límbico&lt;/a&gt;, envolvido nos processos de retenção e consolidação de informações novas. Hoje em dia também se supõe que a consolidação temporária da informação envolve estruturas como o &lt;a title="Hipocampo" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Hipocampo"&gt;hipocampo&lt;/a&gt;, a &lt;a title="Amígdala" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/AmÃ&amp;shy;gdala"&gt;amígdala&lt;/a&gt;, o &lt;a class="new" title="Córtex entorrinal (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=C%C3%B3rtex_entorrinal&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;córtex entorrinal&lt;/a&gt; e o &lt;a class="new" title="Giro para-hipocampal (página não existe)" href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Giro_para-hipocampal&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1"&gt;giro para-hipocampal&lt;/a&gt;, sendo depois transferida para as áreas de associação do [[neocórtex parietal] e temporal. As vias que chegam e que saem do hipocampo também são importantes para o estudo da anatomia da memória. Inputs (que chegam) são constituídos pela via fímbria-fórnix ou pela via perfurante. Importantes projecções de CA1 para os córtices subiculares adjacentes fazem parte dos outputs (que saem) do hipocampo. Existem também duas vias hipocampais responsáveis por interconexões do próprio sistema límbico, como o Circuito de Papez (hipocampo, fórnix, corpos mamilares, giro do cíngulo, giro para-hipocampal e amígdala), e a segunda via projeta-se de áreas corticais de associação, por meio do giro do cíngulo e do córtex entorrinal, para o hipocampo que, por sua vez, projeta-se através do núcleo septal e do núcleo talâmico medial para o córtex pré-frontal, havendo então o armazenamento de informações que reverberam no circuito ainda por algum tempo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Memória de trabalho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Compreende um sistema de controle de atenção (executiva central), auxiliado por dois sistemas de suporte (Alça Fonológica e Bloco de Notas Visuoespacial) que ajudam no armazenamento temporário e na manipulação das informações. O executivo central tem capacidade limitada e função de seleccionar estratégias e planos, tendo sua actividade relacionada ao funcionamento do lobo frontal, que supervisiona as informações. Também o cerebelo está envolvido no processamento da memória operacional, actuando na catalogação e manutenção das sequências de eventos, o que é necessário em situações que requerem o ordenamento temporal de informações. O sistema de suporte vísuo-espacial tem um componente visual, relacionado à região occipital e um componente espacial, relacionado a regiões do lobo parietal. Já no sistema fonológico, a articulação subvocal auxilia na manutenção da informação; lesões nos giros supramarginal e angular do hemisfério esquerdo geram dificuldades na memória verbal auditiva de curta duração. Esse sistema está relacionado à aquisição de linguagem.&lt;br /&gt;Memória de longo prazo &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;a. Memória explícita: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;Depende de estruturas do lobo temporal medial (incluindo o hipocampo, o córtex entorrinal e o córtex para-hipocampal) e do diencéfalo. Além disso, o septo e os feixes de fibras que chegam do prosencéfalo basal ao hipocampo também parecem tem importantes funções. Embora tanto a memória episódica como a semântica dependam de estruturas do lobo temporal medial, é importante destacar a relação dessas estruturas com outras. Por exemplo, pacientes idosos com disfunção dos lobos frontais têm mais dificuldades para a memória episódica do que para a memória semântica. Já lesões no lobo parietal esquerdo apresentam prejuízos na memória semântica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;b. Memória implícita:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A aprendizagem de habilidades motoras depende de aferências corticais de áreas sensoriais de associação para o corpo estriado ou para os núcleos da base. Os núcleos caudado e putâmen recebem projecções corticais e enviam-nas para o globo pálido e outras estruturas do sistema extra-piramidal, constituindo uma conexão entre estímulo e resposta. O condicionamento das respostas da musculatura esquelética depende do cerebelo, enquanto o condicionamento das respostas emocionais depende da amígdala. Já foram descritas alterações no fluxo sanguíneo, aumentando o do cerebelo e reduzindo o do estriado no início do processo de aquisição de uma habilidade. Já ao longo desse processo, o fluxo do estriado é que foi aumentado. O neo-estriado e o cerebelo estão envolvidos na aquisição e no planeamento das acções, constituindo, então, através de conexões entre o cerebelo e o tálamo e entre o cerebelo e os lobos frontais, elos entre o sistema implícito e o explícito.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5884205215355832230?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5884205215355832230/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5884205215355832230&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5884205215355832230'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5884205215355832230'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/memoria-humana.html' title='A Memória Humana'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sey7qBtTDKI/AAAAAAAAATI/-6HTXNTOhzU/s72-c/mem%C3%B3ria.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-7090709793085139416</id><published>2009-04-09T07:54:00.000-07:00</published><updated>2010-10-20T13:31:08.611-07:00</updated><title type='text'>Albert Bandura</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sd4OFeRkBYI/AAAAAAAAATA/Cc6ijuKomHs/s1600-h/_bandura.jpg"&gt;&lt;img style="MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 172px; FLOAT: left; HEIGHT: 200px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322707296787367298" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sd4OFeRkBYI/AAAAAAAAATA/Cc6ijuKomHs/s200/_bandura.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;Bandura é considerado teórico da aprendizagem social, pois se interessou pela aprendizagem decorrente do contato entre duas pessoas. Para ele, psicólogo behaviorista contemporâneo, a pessoa aprende muito por imitação. Durante interações sociais, o indivíduo pode modificar seu comportamento, como resultado da observação de como as outras pessoas do grupo reagem. Embora reconheça a importância do condicionamento de Skinner, Bandura insisti em dizer que nem toda aprendizagem ocorre como resultado do reforçamento direto de respostas. A oposição de Bandura é decorrente das experiências feitas por ele, as quais provaram que para a ocorrência de uma ação não é necessário oferecer uma recompensa. Bandura faz várias criticas as pesquisas individualizadas e com animais. Como é característico do ser humano a socialização, são raros os casos de isolamento social. Por isso, segundo ele, as pesquisas devem ser feitas com grupos. E não se deve utilizar animais nas experiências, uma vez que a aplicação será nos humanos e estes possuem sentimentos, são racionais, diferentemente dos animais. Seus princípios de aprendizagem social também podem ser aplicados na modificação de comportamentos agressivos. Estes são adquiridos através do exemplo, da experiência direta e da interação com fatores estruturais. Bandura ainda demonstra algumas maneiras de se reduzir a agressão. Também tem sido muito utilizadas suas terapias comportamentais em várias situações.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Biografia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Albert Bandura nasceu em 04/12/1925 na cidadezinha de Mundare ao norte de Alberta, no Canadá. Estudou em uma escola do ensino fundamental e ensino médio de poucos recursos. Depois trabalhou durante um verão preenchendo buracos sobre o Alaska Higway em Yukou. Formou-se em bacharel em psicologia pela Universidade da Colúmbia Inglesa em 1949, e recebeu o título de doutor pela Universidade do Estado de Iowa, em 1952, onde foi influenciado pela tradição do behaviorismo e pela teoria da aprendizagem. Começou a ensinar a Universidade de Stanford em 1953, e com a ajuda de um dos seus primeiros alunos formados, Richard Walters, escreveu seu primeiro livro "Adolescent Aggression", em 1959. Entretanto, Walters morreu jovem em um acidente de carro. A partir dos anos 60, ele propôs uma versão do comportamentalismo inicialmente definida como abordagem sócio comportamentalista, mas depois denominada teoria cognitiva social (Bandura, 1986). O professor Bandura foi presidente da associação Americana de Psicologia em 1974 e recebeu desta o prêmio por Ilustres Contribuições Científicas em 1980. Ele entrou para a Universidade de Stanford em 1953, onde trabalha até os dias de hoje. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Principais Interesses&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bandura fez treinamento em psicologia clínica e ao longo dos anos, tem demonstrado inovações na área da aprendizagem, observando problemas motivacionais sutis, relacionados à agressão e, ultimamente, tem olhado para a agressão definida em termos de moralidade e de códigos morais. Também formulou uma versão do comportamentalismo denominada teoria cognitiva social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A teoria cognitiva social&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Apesar da teoria cognitiva social de Bandura ser uma forma de comportamentalismo menos extrema do que a de Skinner, a abordagem permanece ainda comportamentalista. Bandura procura concentrar-se na observação do comportamento dos indivíduos em interação. E ressalta o papel do reforço na aquisição e modificação dos comportamentos. Para Bandura, as respostas comportamentais não são automaticamente "produzidas" por estímulos externos como a de um robô ou uma máquina, mas sim, as reações a estímulos são auto-ativadas. Quando um reforço exterior altera o comportamento, ele o faz porque o indivíduo tem percepção consciente do que está sendo reforçado e antecipa o mesmo reforço por comportar-se da mesma maneira. Mesmo concordando com Skinner que o comportamento humano pode modificar-se ao reforço, Bandura acredita, porém, que a imitação é um princípio de aprendizagem em si próprio e que a aprendizagem pode-se fazer por reforçamento, seja ao próprio indivíduo, seja a um modelo. Essa capacidade para aprender pelo exemplo supõe a aptidão de antecipar e avaliar conseqüências apenas observadas em outras pessoas e ainda não vivenciadas. Portanto não há uma ligação entre um estímulo e uma resposta, ou entre comportamento e reforço, como havia no caso do sistema de Skinner. Entretanto, há um mecanismo mediador, interposto entre os dois; esse mecanismo são os processos cognitivos da pessoa. E, a modelagem ou a aprendizagem observacional envolve, em grande parte esses processos cognitivos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Aprendizagem por observação ou modelagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bandura usa o termo modelagem, enquanto que Miller usou o termo imitação e Freud, identificação. Ele distingue estes termos ao esclarecer que imitação significa a duplicação exata do que o modelo faz, e a identificação geralmente envolve-se numa incorporação indiscriminada dos modelos de comportamento. Utiliza o termo modelagem porque os efeitos psicológicos da exposição aos modelos são muito mais amplos do que o simples mimetismo da resposta, contido no termo imitação; e as características definidoras da identificação são empiricamente questionáveis. Uma das grandes contribuições de Bandura ao ponto de vista do behaviorismo consiste na ênfase da aprendizagem por modelos. Não é essencial executar-se a resposta e esta ser reforçada para que ocorra aprendizagem. Muitos padrões de comportamento são aprendidos através da observação de modelos, mesmo se não é identificado nem mesmo uma atuação de reforçamento vicário (reforço ao modelo, tendo um efeito sobre o comportamento do observador). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Há três efeitos que os modelos podem produzir: &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Aquisição de novos comportamentos.&lt;br /&gt;2. Aumento ou diminuição de inibições do comportamento observado&lt;br /&gt;3. Facilitação social, ou seja, aparecimento de comportamentos que não são novos no repertório do observador, mas que não podem ser atribuídos a fatores de inibição ou desinibição por se tratar de comportamentos socialmente aceitos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Num estudo que se tornou famoso, Bandura observou o resultado ao submeter crianças a uma determinada situação, utilizando o adulto como modelo. Ele separou um grupo de crianças - Os Alunos do "João Bobo". Escolheu uma mulher para ser filmada batendo num grande boneco de plástico inflável, tipo "João Bobo". A moça o socou, gritando "boboca", o chutou, o golpeou com um martelinho e gritou muitas frases agressivas. Bandura mostrou este filme às crianças do jardim da infância que, como ele esperava, adoraram. Quando foram brincar, muitos observadores as esperavam com o lápis, prancheta na mão e, para as crianças, um "João Bobo" novo e alguns martelinhos. Os observadores registraram que muitas delas fizeram exatamente o que viram a moça do filme fazer. O que surpreende é o fato de que as crianças mudaram seu comportamento sem que tivessem sido recompensadas por suas aproximações ao novo comportamento, e isto não se encaixa ao padrão de aprendizagem do behaviorismo. Bandura chamou o fenômeno de Aprendizagem por Observação ou Modelagem, e sua teoria é comumente chamada Teoria da Aprendizagem Social. Quando o estudo foi criticado sob a alegação de que o boneco "João Bobo" foi criado mesmo para apanhar, Bandura filmou a moça acertando uma pessoa vestida de palhaço. Depois de assistirem ao filme, as crianças foram até a sala do palhaço vivo e não tiveram dúvidas: bateram nele! Dessas variações, Bandura pôde observar alguns passos envolvidos no processo de modelagem:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Atenção: para prender qualquer coisa é preciso prestar atenção. Do mesmo modo, quando a atenção é tirada não se obtém uma boa aprendizagem, mesmo a aprendizagem por observação. Estar sonolento, embriagado, drogado, nervoso, também atrapalha a aprendizagem. As características do modelo também determinam o grau de atenção. Quanto mais colorido, dramático, mais ele será atrativo, e se o modelo for semelhante ao observador, mais ele lhe prestará atenção. Estas conclusões levaram Bandura a uma análise dos efeitos da televisão sobre as crianças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Retenção: é preciso absorver o que se aprendeu prestando atenção. É aí que entram a imagem e a linguagem: é possível armazenar mentalmente o formato ou descrição verbal do modelo e depois relembra-lo e reproduzi-lo sobre seu próprio comportamento. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. Reprodução: para incorporar o modelo observado em seu comportamento é preciso ter condições de repeti-lo. Observar uma ginasta profissional não basta para que uma pessoa comum saia imitando-a, mas se a pessoa tem um certo treinamento, ao observar o atleta olímpico pode levá-la a se aperfeiçoar. Nossa habilidade para imitar aprimoramentos por meio da prática do comportamento envolvido também é importante, assim como conseguir imaginar como será nossa performance e buscar por ela. Muitos atletas fazem isso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Motivação: deve se ter uma razão para imitar o comportamento. Bandura enumerou algumas motivações: &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a. Reforço anterior: behaviorismo tradicional.&lt;br /&gt;b. Reforço prometido: (incentivos) que podemos imaginar.&lt;br /&gt;c. Reforço vicarial: vendo e recordando o modelo sendo reforçado. Estes itens são tradicionalmente considerados causas de aprendizagem. Bandura diz que eles não só proporcionam aprendizagem, como também demonstram o que é aprendido. Por isso, caracteriza estes itens como motivos. Há também, as motivações negativas que levam a pessoa a não imitar um comportamento:&lt;br /&gt;d. Castigo anterior&lt;br /&gt;e. Castigo prometido (ameaça)&lt;br /&gt;f.Castigo vicarial Como grande behaviorista tradicional, Bandura afirma que o castigo, em qualquer forma, não funciona tão bem quanto uma recompensa, e ainda corre-se o risco de ser alvo de uma vingança.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A auto-eficácia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A auto-eficácia é descrita como um julgamento sobre a própria capacidade de conseguir um determinado desempenho ou resultado, uma sensação de adequação e eficiência em tratar dos problemas da vida. Através de suas obras, Bandura mostrou que pessoas de auto-eficácia elevada acreditam que são capazes de lidar com todas as situações de sua vida. Como elas esperam superar obstáculos, buscam desafios e mantêm um alto nível de confiança em sua capacidade para ter êxito. Entretanto, as pessoas de baixa auto-eficácia sentem-se incapazes de realizar algo. Muitas vezes desistem de tentar resolver os problemas quando seus esforços iniciais fracassam. Quanto ao desenvolvimento da auto-eficácia, Bandura considera que ambientes que proporcionam oportunidades para experiência, facilitam a aquisição do senso de auto-eficácia; a família como fonte de aprendizagem de auto-eficácia; a escola como ambiente básico para a manutenção e validação social desta; e tanto na adolescência como na vida adulta, há nossos desafios à percepção de auto-eficácia e na meia idade há as redefinições de metas e projetos e de readaptação do senso desta. Para as pessoas que possuem auto-eficácia baixa, Bandura recomenda três passos:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Trabalhando a auto-observação - conhecer-se e ter certeza de ter uma visão exata de seu comportamento.&lt;br /&gt;2. Trabalhando os padrões - certificar-se de que os padrões que a pessoa estabeleceu não sejam inatingíveis. Não se destinar ao fracasso. Padrões muitos baixos também não têm sentido.&lt;br /&gt;3. Trabalhando a auto-resposta – não se castigar. Celebrar as vitórias e não se perder sobre os fracassos. Portanto, quanto maior a auto-eficácia maior o esforço e a persistência. E nas situações de escolha, a auto-eficácia influi na decisão de fazer ou não alguma coisa. Quanto a produção do comportamento, afeta a motivação, mas não cria novas habilidades.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Agressão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Primeiramente, Bandura começou estudando a agressão em crianças. Juntamente com Dick Walters, fizeram um estudo de campo sobre antecedentes familiares na agressão, e descobriram que os melhores precursores eram o estilo de vida que as famílias exemplificavam e reforçavam. O comportamento que os pais mostravam e as atitudes que eles exibiam quanto a expressão da agressão, tanto em casa como fora dela, emergiram como determinantes de importância. Começou, então, a desenvolver estudos de laboratório e também paradigmas de modelagem, para examinar sistematicamente os efeitos da exposição a modelos agressivos sobre o comportamento das crianças. Os estudos experimentais em que foram utilizadas metodologias rigorosas, demonstraram que, a curto prazo, a exposição a modelos agressivos na televisão conduz a comportamentos agressivos nas crianças expectadoras, o que confirma a posição teórica de Bandura a respeito do fator modelo na aquisição e manutenção de comportamentos. Ou seja, o comportamento agressivo se adquiri através do exemplo, através da experiência direta e também da interação com fatores estruturais. As pessoas são instigadas à agressão por influências modeladoras, vendo outros agredirem. E através de experiências adversativas – insultos pessoais, ataques físicos, oposição ao comportamento dirigido a uma meta, reduções adversas na qualidade da vida.&lt;br /&gt;A agressão é mantida por vários fatores. É mantida por conseqüências externas – recompensas materiais, recompensas sociais e status. Ela é também reforçada quando as pessoas aliviam o tratamento primitivo através de recursos defensivos. O desempenho da agressão é afetado pelas recompensas ou punições observadas – reforço substitutivo. Uma das melhores maneiras de reduzir a agressão é através do fortalecimento de outras respostas que tenham valor funcional. Por exemplo, verifica-se que pessoas que recorrem à agressão física para resolver seus conflitos interpessoais geralmente têm baixa habilidade verbal (daí uma ocorrência maior de agressão física na classe social baixa). Se aprenderem a resolver verbalmente este tipo de conflito, o comportamento de agressão decresce. Outra maneira de modificar o comportamento agressivo é através da apresentação de modelos que exibam respostas socialmente aceitas (por exemplo, cooperação). No livro sobre agressão, Bandura destaca quatro formas diferentes para tentar reduzir a modelagem comercial da violência na televisão. Uma delas refere-se ao controle pelo Congresso. É através da proibição daquilo que não tem valor que as mudanças de comportamento são bem estabelecidas. A segunda abordagem é o autocontrole da produção. Como o gênero ação-aventura é econômico, os programas violentos tornaram-se predominantes na televisão. Outra abordagem é o desenvolvimento de um sistema para monitorar o nível de violência e por último, o desenvolvimento de uma programação alternativa, fora dos meios comerciais, através da qual influenciaria a televisão comercial.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Terapia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A forma de terapia comportamental de Bandura é famosa e tem sido utilizada em diversos estudos experimentais. Ela tem se mostrado eficaz na eliminação de fobias com relação a cobras, espaços fechados, espaços abertos e lugares altos, e no seu tratamento de distúrbios obsessivo-compulsivos, disfunções sexuais e algumas formas de ansiedade. Também se mostrou útil no aumento da auto-eficácia, sendo aplicada amplamente em situações da sala de aula e na indústria. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Terapia do Auto-Controle&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os fundamentos da Auto-eficácia são incorporados às técnicas de terapia chamada Terapia do Auto-Controle. Ela tem apresentado sucesso na solução de problemas de hábitos como fumar, comer muito ou problemas com estudo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. A Auto-Observação requer que a pessoa controle de perto seu comportamento, tanto antes quanto depois de iniciar as mudanças. Isto pode envolver coisas tão simples como contar quantos cigarros a pessoa fuma por dia, e até comportamentos mais complexos. Com essas observações diárias, tem se uma idéia da dimensão do hábito e conhecerá o que está relacionado ao hábito: fuma-se mais após as refeições, com café, com certos amigos, em certos lugares...?&lt;br /&gt;2. Começa-se a alterar o meio em que a pessoa vive: livrar-se dos cinzeiros, trocar o café pelo chá, afastar-se do companheiro fumante. Analisa-se qual movimento e lugar é apropriado para incentivar um bom comportamento: quando e onde a pessoa acha que estuda melhor, por exemplo.&lt;br /&gt;3. A pessoa deve recompensar-se quando seguir seu plano, e arranjar um possível castigo caso não consiga desenvolve-lo. Estes contratos devem ser redigidos e testemunhados (terapeuta, por exemplo), e os detalhes devem ser bem especificados. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Terapia de modelagem &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A terapia de modelagem é utilizada na modificação do comportamento, levando os sujeitos a observarem um modelo numa situação que consideram assustadora ou causadora de ansiedade. Por exemplo, crianças que temem cão, observam outra criança de sua idade aproximando-se progressivamente de um cachorro; em seguida, afagando-o através das barras de um cercado e depois entrando neste para brincar com o cão. Como resultado desta aprendizagem observacional, o medo da criança se reduz pronunciadamente. Também são utilizados outros objetivos temidos como uma cobra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Envolvimento com Questões Educacionais&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antigamente, a convivência das crianças com a família era mais intensa, sendo que os pais e pessoas mais próximas eram tomados como exemplo. Atualmente além dos pais, o professor da classe pode ser o modelo mais importante no ambiente da criança. Sabe-se de muitas crianças que copiam tão exatamente o comportamento de seu professor (ou professora) que "se tornam" esse professor quando estão interagindo com seus irmãos mais novos no lar. Preferências ou aversões do professor para com a matéria em estudo podem ser percebidas pelos alunos e resultam em atitudes imitativas. O professor que ama música, mas odeia matemática, pode transmitir esses sentimentos à classe. Desse modo criam-se bloqueios à matemática, e os alunos podem ser permanentemente afetados. Outros tipos de comportamento negativo do professor podem também ser imitados pelos alunos. Uma professora de primeiro ano, para manter a disciplina que ela considerava apropriada à classe, gastava muito tempo gritando com as crianças. Os pais de uma dessas crianças notaram que, diariamente, depois da aula, ela fechava-se no quarto e gritava com as bonecas (usando as palavras da professora). A atitude do professor para com alunos de grupos minoritários (negros, imigrantes, alunos de religião diferente da maioria) pode ter também um efeito significativo: no modo como esses alunos aprendem a perceber a si próprios, e também na forma como os colegas os vêem. Em resumo, os professores fornecem condições para a aprendizagem na sala de aula, não somente pelo que dizem, mas também pelo que fazem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Autores que utilizou como referência&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Iowa, Bandura foi influenciado por Kenneth Spence, que tinha trabalhado com Clark Hull (1943, 1951,1952) em Yale, e pelos escritos de Miller e Dollard, principalmente com o livro "Imitação e aprendizagem" escrito por eles. Este foi um estímulo para alguns dos seus primeiros trabalhos: "Social Learning and Imitation" Interessou-se pelo desenvolvimento da noção de experiência substitutiva e da série de fenômenos que poderiam ser explicados através de uma abordagem de aprendizagem social. Com base na teoria da aprendizagem de Hull, na teoria Skinneriana e nos conceitos de modelagem e imitação, sua pesquisa resultou em uma notável abordagem da modificação do comportamento mais ampla e mais orientada pelo social, que ele chama de Teoria da Aprendizagem Social. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Autores aos quais se contrapunha&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Embora Bandura concorde com Skinner que o comportamento humano pode modificar-se devido ao reforço, suas concepções diferem das dele: para Bandura, em vez do ser humano aprender pela vivência direta do reforço, aprende por meio da modelagem, observando outras pessoas e estabelecendo os padrões de seu comportamento; mas para Bandura, quem controla os modelos de uma sociedade controla o comportamento. Ele também critica Skinner ao estudar apenas sujeitos individuais, e principalmente ratos e pombos, em vez de sujeito humano interagindo uns com os outros. Bandura ainda apresenta séria crítica, questionando a linha de pesquisa que se desenvolveu bastante na direção de atribuir agressão a fatores constitucionais ligados ao sexo, principalmente aquela que se refere ao cromossomo sexual masculino Y. Em 1965, Jacobs, Brunton e Melville publicaram um trabalho relatando a incidência mais alta do síndrome XYY (um cromossomo Y a mais) em deficientes mentais internados por crimes violentos (2,9%), em comparação com a população geral (0,2%). A confirmação desses resultados traria forte evidência para a idéia de que agressividade estaria associada ao sexo masculino. No entanto, Bandura questiona essas evidências propostas pelos estudos genéticos uma vez que, segundo ele, os prisioneiros da pesquisa original de Jacobs et Alli raramente agrediam pessoas e que 88% de suas ofensas foram contra a propriedade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Conclusão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;As pesquisas de Bandura, suas teorias e aplicações foram bem aceitas na psicologia. Foram utilizadas no estudo do comportamento em laboratório e em sua modificação em clínica. Para ele, as pessoas aprendem muito através da imitação, o que o levou a interessar-se pela aprendizagem pela observação e a formular sua teoria cognitiva social, envolvendo-se com questões referentes à agressão e a auto-eficácia. Bandura também desenvolveu terapias comportamentais que têm sido utilizadas em várias situações na nossa atual sociedade, ou seja, uma sociedade tecnológica, na qual a importância do fator modelo é enorme. As crianças aprendem não apenas o que lhes é dito que devem fazer, mas principalmente o que vêem ser feitos por outras pessoas. Enquanto antigamente os modelos eram quase que exclusivamente os pais e membros mais próximos da família, hoje os modelos são fornecidos geralmente pelos jornais, revistas, cinema e, especialmente, a televisão. Pode-se destacar a grande importância da aplicação dos estudos de Bandura nas questões educacionais, podendo ser bem estabelecidas pelas escolas, onde bons professores podem servir de modelos a fim de incentivar ou estimular o gosto pelo estudo, uma vez que imitação do professor, feita pelos alunos, é evidente dentro das salas de aula. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte: http://www.geocities.com/eduriedades/albertbandura.html&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-7090709793085139416?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/7090709793085139416/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=7090709793085139416&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/7090709793085139416'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/7090709793085139416'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/albert-bandura.html' title='Albert Bandura'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sd4OFeRkBYI/AAAAAAAAATA/Cc6ijuKomHs/s72-c/_bandura.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-6021941187328651917</id><published>2009-04-06T13:01:00.000-07:00</published><updated>2009-04-14T13:25:02.144-07:00</updated><title type='text'>Psicoterapia e Psicodrama</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpgUQkcEqI/AAAAAAAAAS4/Hg0byLhCJ3o/s1600-h/mascaras+do+teatro.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321671810853114530" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 132px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpgUQkcEqI/AAAAAAAAAS4/Hg0byLhCJ3o/s200/mascaras+do+teatro.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Um Encontro de dois: olhos nos olhos, face a face.&lt;br /&gt;E quando estiveres perto, arrancar-te-ei os olhos e colocá-los-ei no lugar dos meus;&lt;br /&gt;E arrancarei meus olhos para colocá-los no lugar dos teus;&lt;br /&gt;Então ver-te-ei com os teus olhos e tu ver-me-ás com os meus."&lt;br /&gt;(J.L.Moreno)&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Qualquer situação de vida que de alguma maneira ofereça algum esclarecimento em relação ao objeto de busca, alguma sistematização técnica em relação à busca e algum controle sobre as variáveis de comportamento de si mesmo e do outro funciona como um processo acelerador do desenvolvimento psíquico, e dentre os processos aceleradores do desenvolvimento psíquico conhecidos, o mais completo e eficiente chama-se Psicoterapia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A Psicoterapia clareia e conscientiza o objeto de busca, na medida em que norteia o individuo sobre as faltas externas. Ajuda a conscientizar o medo de ser submetido e ao mesmo tempo a necessidade que se tem de alguém que cobre determinados limites. É um conjunto de procedimentos inter-relacionais que possibilita a orientação adequada e aceleração sistematizada do processo de busca.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um dos objetivos do Psicodrama, do Sociodrama e da Psicoterapia de Grupo é descobrir, aprimorar e utilizar os meios que facilitem o predomínio de relações télicas sobre relações transferenciais, no sentido moreniano. À medida que as distorções diminuem e que a comunicação flui, criam-se condições para a recuperação da criatividade e da espontaneidade. Moreno pretendia que a ação dramática terapêutica levasse a algo mais do que a mera repetição de papéis tais como são desempenhados do cotidiano. A ação dramática permite insights profundos por parte do protagonista e do grupo, a respeito do significado dos papéis assumidos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para Moreno, toda ação é interação por meio de papéis. Para agir em conjunto ou de forma combinada as pessoas precisam de um tempo de preparação.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-6021941187328651917?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/6021941187328651917/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=6021941187328651917&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6021941187328651917'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6021941187328651917'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/psicoterapia-e-psicodrama.html' title='Psicoterapia e Psicodrama'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpgUQkcEqI/AAAAAAAAAS4/Hg0byLhCJ3o/s72-c/mascaras+do+teatro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-18792773721326540</id><published>2009-04-06T12:53:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T13:00:48.285-07:00</updated><title type='text'>Teoria do Psicodrama</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpfPmyOsaI/AAAAAAAAASw/WnqJOs19WcU/s1600-h/psicodrama.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321670631405564322" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpfPmyOsaI/AAAAAAAAASw/WnqJOs19WcU/s200/psicodrama.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Espontaneidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a capacidade de agir de modo "adequado" diante de situações novas, criando uma resposta inédita ou renovadora ou, ainda, transformadora de situações preestabelecidas. É um fator que permite ao potencial criativo atualizar-se e manifestar-se.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tele&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a capacidade de se perceber de forma objetiva o que ocorre nas situações e o que se passa entre as pessoas. O Fator Tele influi decisivamente sobre a comunicação, pois só nos comunicamos a partir daquilo que somos capazes de perceber. É também a percepção interna mútua entre dois indivíduos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Empatia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Tendência para se sentir o que se sentiria caso se estivesse na situação e circunstâncias experimentadas pela outra pessoa.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Co-inconsciente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são vivências, sentimentos, desejos e até fantasias comuns a duas ou mais pessoas, e que se dão em "estado inconsciente".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Matriz de Identidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é o lugar do nascimento. Placenta social pois, à maneira da placenta, estabelece a comunicação entre a criança e o sistema social da mãe, incluindo aos poucos os que dela são mais próximos. É o local onde a criança se insere desde o nascimento, relacionando-se com objetos e pessoas dentro de um determinado clima.&lt;br /&gt;Moreno descreve cinco etapas da formação da Matriz, que depois resume em três:&lt;br /&gt;1. Fase da Indiferenciação: onde a criança, a mãe e o mundo são uma coisa só.&lt;br /&gt;2. Fase onde a criança concentra a atenção no outro, esquecendo-se de si mesma.&lt;br /&gt;3. Movimento Inverso: a criança está atenta a si mesma, ignorando o outro.&lt;br /&gt;4. Fase onde a criança e o outro estão presentes de maneira concomitante, e ela já se arrisca a tomar o papel do outro, embora não suporte o outro no seu papel.&lt;br /&gt;5. Fase na qual já se aceita a troca de papéis, (inversão de papéis).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Depois ele agrupou as fases, dividindo em apenas três:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;1. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fase do Duplo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - Fase da indiferenciação e onde a criança precisa sempre de alguém que faça por ela aquilo que não consegue fazer por si própria, necessitando portanto de um ego-auxiliar.&lt;br /&gt;2. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fase do Espelho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - onde existem dois movimentos que se mesclam: o de concentrar a atenção em si mesma esquecendo-se do outro e o de concentrar a atenção no outro ignorando a si mesma. (exemplo disso pode ser o de quando a criança olha a sua própria imagem no espelho e não se identifica como ela mesma, ela só diz: olha o nenê.).&lt;br /&gt;3. &lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fase de Inversão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; - em primeiro lugar, existe a tomada do papel do outro para em seguida haver a inversão concomitante dos papéis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Papel&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a unidade de condutas interrelacionais observáveis, resultante de elementos constitutivos da singularidade do agente e de sua inserção na vida social.&lt;br /&gt;"O Papel é a forma de funcionamento que o indivíduo assume no momento específico em que reage a uma situação específica, na qual outras pessoas ou objetos estão envolvidos."&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Papéis Psicodramáticos&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; correspondem à dimensão mais individual da vida psíquica, "à dimensão psicológica do eu", e os papéis sociais, à dimensão da interação social. Estes papéis, também chamados "psicológicos", e os papéis sociais corresponde a conjuntos diferenciados de unidades de ação. Na fase da Brecha entre Fantasia e Realidade, adquiri-se também, portanto a capacidade de iniciar processos de aquecimento diferenciados, para o desempenho de um e de outro tipo de papel. Só assim se exerce a espontaneidade com a adequação da ação do sujeito a seus próprios papéis.&lt;br /&gt;Papéis Psicodramáticos são "personificações de coisas imaginadas, tanto reais quanto irreais".&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Dramatização &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;é o método por excelência para o auto conhecimento, o resgate da espontaneidade e a recuperação de condições para o inter-relacionamento. É o caminho através do qual o indivíduo pode entrar em contato com conflitos, que até então permaneciam em estado inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Catarse de Integração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é a mobilização de afetos e emoções ocorridas na interelação, télica ou transferencial, de dois ou mais participantes de um grupo terapêutico, durante uma dramatização.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Sonho&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é uma mensagem que o psiquismo envia para si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Vínculos Compensatórios&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são relações especiais que o indivíduo estabelece com as pessoas ou com as coisas, delegando para as outras pessoas ou coisas funções psicológicas de cuidado, proteção e orientação que ele deveria ter tido nos seus primeiros dois anos de vida, mas não teve.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Jogo Dramático&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; tem como objetivo é permitir uma aproximação terapêutica do conflito; através do jogo. A cena dramática é aquela que expressa algum conflito; sem conflito não há dramaticidade e a cena é vazia, segundo o teatro. Propicia ao indivíduo expressar livremente as criações do seu mundo interno, realizando-as na forma de representação de um papel, pela produção mental de uma fantasia ou por uma determinada atividade corporal.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Diretor&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; na realização de cenas ou jogos, geralmente é o terapeuta. É quem dirige o grupo ou a cena, orientando ou sugerindo determinados jogos e papeis.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;O Psicodrama possui algumas modalidades:&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Psicodrama Bipessoal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, é o atendimento do cliente somente pelo terapeuta, onde o processo psicoterapêutico se desenvolve na relação dois-a-dois e as dramatizações são feitas, freqüentemente, utilizando-se de almofadas ou blocos de espuma no lugar do Egos Auxiliares.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Psicodrama Individual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; com Egos Auxiliares é uma das modalidades de psicodrama em que pode se utilizar de pessoas para assumirem os lugares dos personagens que o cliente solicita.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O Psicodrama Grupal&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é das modalidades do psicodrama a mais eficiente, pois além de possibilitar todas as vantagens do psicodrama individual com ego possibilita ao cliente lidar com sua intimidade frente a um público, numa relação mais próxima das relações da vida real, diminuindo a distância entre o vivenciar terapêutico e o vivenciar real.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os Egos Auxiliares&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; em princípio, é todo indivíduo que, ao contracenar com o cliente, joga o papel de pessoas de sua relação ou de figuras de seu mundo interno, figuras já existentes ou não, mas desejadas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-18792773721326540?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/18792773721326540/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=18792773721326540&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/18792773721326540'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/18792773721326540'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/teoria-do-psicodrama.html' title='Teoria do Psicodrama'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpfPmyOsaI/AAAAAAAAASw/WnqJOs19WcU/s72-c/psicodrama.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-856075274586633124</id><published>2009-04-06T12:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T12:53:11.054-07:00</updated><title type='text'>Jacob Levy Moreno</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpdfVn7uGI/AAAAAAAAASo/9Gvk8eGwwFk/s1600-h/morenofoto1.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321668702653626466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpdfVn7uGI/AAAAAAAAASo/9Gvk8eGwwFk/s200/morenofoto1.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nascido em 1889, de origem judaica. Fez faculdade de medicina, clínica de psiquiatria em Viena, onde conheceu Freud.&lt;br /&gt;Um de seus primeiros trabalhos, foi com um grupo de prostitutas, utilizando técnicas grupais. Depois trabalhou em um campo de refugiados tiroleses, observando as interações psicológicas.&lt;br /&gt;Em 1912, fundou o Teatro Vienense da Espontaneidade, onde começou a formar suas idéias da Psicoterapia de Grupo e do Psicodrama.&lt;br /&gt;O grande ato público de Moreno, foi no Teatro Komödien Haus. Ao se abrir a cortina, havia uma coroa numa cadeira de veludo, espaldar alto e dourado, como um trono real. Seu público era da população de Viena pós-guerra. O tema utilizado por ele, era a busca de uma nova ordem de coisas, buscando no público os que tivessem espírito de liderança, sendo o rei por algum momento no qual o júri seria o resto da platéia. Moreno depois descreveu: "...Ninguém foi considerado digno de ser rei e o mundo permaneceu sem líderes".&lt;br /&gt;Quando lançou o "Jornal Vivo", onde as pessoas a partir das notícias de jornais locais realizavam uma dramatização, criou a raiz do Sociodrama.&lt;br /&gt;Transformou os atores profissionais fiéis ao seu trabalho em "egos-auxiliares".&lt;br /&gt;Assim, Moreno vai desenvolvendo seu trabalho, transformando o Teatro da Espontaneidade em Teatro Terapêutico e este no Psicodrama Terapêutico. Vem deste momento o embrião do Psicodrama de Família e de Casal.&lt;br /&gt;Quando se muda para os EUA, por dificuldades na aceitação de suas idéias na Europa, dizem alguns, começa a propagar o Psicodrama , introduzindo o termo Psicoterapia de Grupo.&lt;br /&gt;1936 em Beacon House, Moreno constrói o primeiro Teatro Psicodramático, que funcionou até 1982 como um centro de formador de profissionais, e onde eram realizadas sessões semanais com psicodrama público.&lt;br /&gt;Teve a desconfiança da comunidade científica, que via nele um pregador messiânico e que buscava nos grupos que propunha tratar, uma ingênua fraternidade. Seus diálogos acabaram por ser com terapeutas de outras linhas, para esclarecer os fundamentos de sua proposta como pesquisador e psicoterapeuta.&lt;br /&gt;Morre em 14 de Maio de 1974, com 85 anos, pedindo para gravar em sua sepultura:&lt;br /&gt;"Aqui jaz aquele que abriu as portas da psiquiatria à alegria."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-856075274586633124?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/856075274586633124/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=856075274586633124&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/856075274586633124'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/856075274586633124'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/jacob-levy-moreno.html' title='Jacob Levy Moreno'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpdfVn7uGI/AAAAAAAAASo/9Gvk8eGwwFk/s72-c/morenofoto1.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-3717760589864618393</id><published>2009-04-06T11:11:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T11:21:26.248-07:00</updated><title type='text'>Closer - Perto Demais</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpHslvEHMI/AAAAAAAAASg/J28SXjhpReg/s1600-h/Closer.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321644741060992194" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 180px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpHslvEHMI/AAAAAAAAASg/J28SXjhpReg/s200/Closer.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Concordo com Caetano Veloso, "de perto ninguém é normal". Mas "Closer - Perto Demais", de Mike Nichols, me deixou pensando diferente: de perto, somos normais demais.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O filme é uma demonstração tocante de nossas impotências e incompetências sentimentais. Se você quer saber por que, em regra, somos infelizes em amor, não perca.Para não estragar o prazer de quem não viu o filme, nada de resumo, apenas as reflexões fragmentárias com as quais passei a noite, depois de ter assistido a "Closer - Perto Demais".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) Por que, no meio de uma história amorosa que funciona, um encontro (que sempre parece mágico) pode levar alguém a trocar a intimidade de um casal companheiro por uma visão?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os evolucionistas dizem que os homens são infiéis por necessidade biológica. Para que a espécie continue, os machos seriam programados com o desejo de fecundar todas as fêmeas possíveis. A teoria tem uma falha: as mulheres são tão infiéis quanto os homens (embora os homens se recusem a acreditar nessa banalidade).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O senso comum tem outra explicação: a paixão iria se apagando com a repetição, os humanos gostariam de novidade. Pequeno problema: a idéia de que a novidade seja um valor é especificamente moderna; no entanto a inconstância em amor é um hábito antigo. Outro problema ainda maior: na condução de nossas vidas, somos obstinadamente repetitivos. Insistimos nas mesmas fantasias e nos mesmos sintomas. Contrariamente ao que diz o provérbio, errar é divino, perseverar é humano. Por que seria diferente em matéria amorosa? Como pode ser que um encontro, em que mal se sabe quem é o outro ou a outra, contenha uma promessa que basta para levar alguém a dar um chute num amor que dura?Tento responder: apaixonar-se é idealizar o outro, durar no amor é lidar com a realidade do amado ou da amada. Antes de ponderar os charmes da idealização, duas observações.Um impasse: para manter a paixão, devo continuar idealizando o parceiro. Mas, para idealizar o outro, devo mantê-lo a distância. Se mantenho o outro a distância, renuncio aos prazeres de amor, companheirismo, cumplicidade, convivência.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Um paradoxo: se me separo porque me apaixono por outra ou outro, o parceiro que deixei se distancia de mim, portanto volto a idealizá-lo e a me apaixonar por ele.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) Por que gostaríamos tanto de idealizar o outro que vislumbramos num novo encontro? Uma nova paixão amorosa é provavelmente o sentimento que mais pode nos transformar, para o bem ou para o mal. Por exemplo, se o outro me idealiza, carrego seu ideal como um casaco novo: modifico minha postura para que o pano caia bem no meu corpo. De uma certa forma, tento me parecer com o ideal que o outro ama em mim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Cada amor, quando começa, é uma aventura. Não porque encontro um novo parceiro, mas porque, ao me apaixonar, descubro ou invento um novo ideal e, ao ser amado, mudo para me aproximar do que o outro imagina que eu seja.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A inconstância amorosa talvez seja a expressão imediata do desejo de mudar -não de trocar de parceiro, mas de se reinventar.Não é estranho que, na hora em que um amor começa, alguém decida se dar um novo nome. Nenhuma mentira nisso, apenas a convicção e a esperança de que a paixão nos transforme.Infelizmente, mudar é difícil: a sedução exercida pelos novos amores é uma veleidade, um pouco como as resoluções de que as coisas serão diferentes no ano que começa.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Dizem que um casal que se ama briga muito. O uso erótico das brigas é conhecido: a paz se faz na cama. Menos conhecido é o uso amoroso das brigas: chegar ao limite da ruptura pode ser um jeito de recomeçar, de voltar ao momento inicial da paixão, quando ambos esperavam que o amor os transformasse.Problema: ninguém sabe qual é o ponto de equilíbrio além do qual as brigas não garantem renovação nenhuma, apenas desgastam um amor que se perde.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;4) Alguém se apaixona por outra pessoa porque, ele se queixa, sua parceira precisa dele. É aquela coisa: seu amor me exige demais, você me sufoca, me prende. Isso, é claro, é um jeito de dizer: com você sou sempre o mesmo. Também é uma projeção: separo-me porque não agüento minha própria dependência de você. Visto que me detesto por estar a fim de lhe pedir amor a cada minuto, acho intolerável que você me peça. Quem pensa e age assim, em geral, fica sozinho no fim.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;5) Um homem volta para o lar depois de ter estado nos braços de outra. Sua mulher pergunta: você me ama ainda? Ela tem razão, é a única pergunta que importa.Uma mulher volta para o lar depois de ter estado nos braços de outro. Seu homem pergunta: você esteve com ele? Insiste: quero a verdade. Pede os detalhes: gostou? Gozou? Onde aconteceu, em que posição, quantas vezes?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ciúme feminino é uma exigência amorosa. O ciúme do homem é uma competição com o outro, um duelo de espadas, uma esgrima homossexual que tem pouco a ver com o amor pela amada e muito a ver com as excitantes lutinhas masculinas da infância.Enfim, quem sabe o filme nos ajude a inventar jeitos de amar menos desafortunados e mais interessantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: CONTARDO CALLIGARIS é psicanalista, doutor em psicologia clínica e colunista da Folha de São Paulo. Italiano, hoje vive e clinica entre Nova York e São Paulo. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-3717760589864618393?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/3717760589864618393/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=3717760589864618393&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3717760589864618393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3717760589864618393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/closer-perto-demais.html' title='Closer - Perto Demais'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdpHslvEHMI/AAAAAAAAASg/J28SXjhpReg/s72-c/Closer.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1811827844110830238</id><published>2009-04-05T13:33:00.000-07:00</published><updated>2009-04-06T13:07:22.255-07:00</updated><title type='text'>Video - A Briga de Larry e Anna</title><content type='html'>&lt;p align="center"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-7b906ce303a1cd79" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v21.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7b906ce303a1cd79%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331883455%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3D2ED1A3F674B7E31D7D5EDCDDBE09BEB232C607.43BB401DBFBE25868BDA5C1422673A177C885444%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7b906ce303a1cd79%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DCsg8yYjvVo9_Db4aUxGoUGWPF6I&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v21.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D7b906ce303a1cd79%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331883455%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D3D2ED1A3F674B7E31D7D5EDCDDBE09BEB232C607.43BB401DBFBE25868BDA5C1422673A177C885444%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D7b906ce303a1cd79%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DCsg8yYjvVo9_Db4aUxGoUGWPF6I&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1811827844110830238?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=7b906ce303a1cd79&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1811827844110830238/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1811827844110830238&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1811827844110830238'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1811827844110830238'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/briga-de-larry-e-anna.html' title='Video - A Briga de Larry e Anna'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1894955862041041220</id><published>2009-04-03T12:29:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T12:36:17.169-07:00</updated><title type='text'>Existencialismo</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZk_G-0qRI/AAAAAAAAASY/KvwkGFiRDsc/s1600-h/existencialismo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320551045153466642" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZk_G-0qRI/AAAAAAAAASY/KvwkGFiRDsc/s200/existencialismo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Existencialismo é uma corrente filosófica e literária que surgiu nos séculos XIX e XX. O existencialismo tem por base a afirmação dos ideais de liberdade, responsabilidade e subjetividade do ser humano, o qual, segundo o pensamento filosófico, tem livre arbítrio e deve utilizar a razão para fazer as melhores escolhas.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A essência do existencialismo procura analisar o homem como indivíduo, sendo que esse faz sua própria existência. Percebe-se assim, a preocupação em explicar o sentido das vidas humanas de uma forma subjetiva, ao invés de se preocupar com verdades científicas relativas ao universo, que fora o centro de outras correntes filosóficas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;O existencialismo foi inspirado nas obras de Arthur Schopenhauer, Søren Kierkegaard, Fiódor Dostoievski, Friedrich Nietzsche, Edmund Husserl e Martin Heidegger, difundido principalmente através das obras de Jean-Paul Sartre e Simone de Beauvoir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tal corrente de pensamento teve influências da religião, uma vez que muitos filósofos eram cristãos. Pascal e Kierkegaard eram cristãos dedicados. Nietzsche também acreditava de certa forma na existência de um Criador. O existencialismo pautado na religião afirmava que a fé defende o indivíduo e guia as decisões com um conjunto rigoroso de regras. Para os filósofos existencialistas contemporâneos, a existência humana é vista como algo muito rico e complexo, por isso, é impossível ser enquadrada em sistematizações abstratas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1894955862041041220?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1894955862041041220/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1894955862041041220&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1894955862041041220'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1894955862041041220'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/existencialismo.html' title='Existencialismo'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZk_G-0qRI/AAAAAAAAASY/KvwkGFiRDsc/s72-c/existencialismo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1053829700285814334</id><published>2009-04-03T12:24:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T12:29:56.880-07:00</updated><title type='text'>Jean-Paul Sartre</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZjQF09kdI/AAAAAAAAASQ/kz_r3-03ErY/s1600-h/Sartre.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320549137878192594" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 180px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZjQF09kdI/AAAAAAAAASQ/kz_r3-03ErY/s200/Sartre.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; “A Filosofia aparece a alguns como um meio homogêneo: os pensamentos nascem nele, morrem nele, os sistemas nele se edificam para nele desmoronar. Outros consideram-na como certa atitude cuja adoção estaria sempre ao alcance de nossa liberdade. Outros ainda, como um setor determinado da cultura. A nosso ver, a Filosofia não existe; sob qualquer forma que a consideremos, essa sombra da ciência, essa eminência parda da humanidade não passa de uma abstração hipostasiada.”&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O texto acima constitui as linhas iniciais do livro Questão de Método, escrito, paradoxalmente, por um homem que jamais deixou de fazer de todos os momentos de sua vida uma permanente reflexão sobre os problemas fundamentais da existência humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Jean-Paul Sartre nasceu em Paris, no dia 21 de junho de 1905. O pai faleceu dois anos depois e a mãe, Anne-Marie Schweitzer, mudou-se para Meudon, nos arredores da capital, a fim de viver na casa de Charles Schweitzer, avô materno de Sartre. Sobre a morte do pai, escreverá mais tarde: “Foi um mal, um bem? Não sei; mas subscrevo de bom grado o veredicto de um eminente psicanalista: não tenho Superego”.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seja como for, talvez a ausência da figura paterna em sua vida possa explicar por que Sartre se tornou um homem radicalmente livre, tomada a expressão no sentido que ele lhe dará posteriormente: não existe uma natureza humana, é o próprio homem, numa escolha livre porém “situada”, quem determina sua própria existência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Outro traço marcante na formação de Sartre foi a imaginação criativa, alimentada pela leitura precoce e intensiva: “...por ter descoberto o mundo através da linguagem, tomei durante muito tempo a linguagem pelo mundo. Existir era possuir uma marca registrada, alguma porta nas tábuas infinitas do Verbo; escrever era gravar nela seres novos foi a minha mais tenaz ilusão , colher as coisas vivas nas armadilhas das frases...” Como conseqüência, aos dez anos de idade quis tornar-se escritor e ganhou uma máquina de escrever. Seria seu instrumento de trabalho por toda a vida.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1924, aos dezenove anos de idade, Sartre ingressou no curso de filosofia da Escola Normal Superior, onde não foi aluno brilhante, mas muito interessado, especialmente pelas aulas de Alain (1868-1951), que dedicava atenção particular à discussão do problema da liberdade. Na Escola Normal, Sartre conheceu Simone de Beauvoir (1908 - 1986), “uma moça bem-comportada” que lhe afirmou : “A parti r de agora, eu tomo conta de você”. Desde então, nunca mais se separaram.&lt;br /&gt;Terminado o curso de filosofia, em 1928, Sartre teve de prestar o serviço militar e o fez em Tours, na função de meteorologista Depois disso obteve uma cadeira de filosofia numa escola secundária do Havre, cidade portuária. Nessa época escreveu um romance, A Lenda da Verdade, recusado pelos editores. Em 1933, passou um ano em Berlim, estudando a fenomenologia de Edmund Husserl (1859-1938), as teorias existencialistas de Heidegger e Karl Jaspers (1883-1969) e a filosofia de Max Scheller (1874-1928). A partir desses autores, Sartre foi levado a obras de Kierkegaard (1813-1855). Apoiado nessas referências principais, Sartre elaborou sua própria versão da filosofia existencialista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na Alemanha, Sartre iniciou a redação de Melancolia, romance mais tarde concluído e intitulado A Náusea. De volta à França, publicou, em 1936, A Imaginação e A Transcendência do Ego, trabalhos marcados por forte influência da fenomenologia. Em 1938, foi editada A Náusea. Um ano depois, uma coletânea de contos, O Muro, e o ensaio Esboço de uma Teoria das Emoções; em 1940, mais um ensaio, O Imaginário, que, como o anterior, utilizava o método fenomenológico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O “engajamento” existencialista&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Ao estourar a Segunda Guerra Mundial, Sartre foi convocado para servir como meteorologista na Lorena. Em junho de 1940, caiu prisioneiro e foi encerrado no campo de concentração de Trier, Alemanha. Cerca de um ano mais tarde, conseguiu escapar e, na primavera de 1941, encontrou-se, em Paris, com Simone de Beauvoir.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em Paris, Sartre fundou o grupo Socialismo e Liberdade, a fim de colaborar com a Resistência, produzindo panfletos clandestinos contra a ocupação alemã e contra os colaboracionistas franceses. Em março de 1943, encenou sua primeira peça teatral, intitulada As Moscas, uma lenda grega, segundo o programa. Na verdade, todos os elementos da peça funcionavam simbolicamente: o reino de Agamenão era a França ocupada; Egisto, o comando alemão que depusera ás autoridades francesas; Clitemnestra, os colaboracionistas; a praga das moscas, o medo de setores cada vez mais amplos da população; o gesto final de Orestes, eliminando a praga das moscas, uma exortação à luta contra os alemães.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No mesmo ano, Sartre publicou um volumoso ensaio filosófico, iniciado em 1939: O Ser e o Nada, obra fundamental da teoria existencialista. Em 1945, uma nova peça teatral, Entre Quatro Paredes, põe em cena personagens que vivem os dramas existenciais abordados por Sartre nas obras teóricas. Os romances que escreveu na mesma época fazem o mesmo: A idade da Razão, Sursis, Com a Morte na Alma.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Terminada a Segunda Guerra Mundial, em 1945, Sartre dissolveu o movimento Socialismo e Liberdade, por corresponder apenas a uma necessidade da Resistência, e fundou a revista Os Tempos Modernos, juntamente com Merleau-Ponty (1908-1961), Raymond Aron (1905-1983) e outros intelectuais. Na revista apareceram os trabalhos mais diversos, colocando e analisando os principais problemas da época, sem qualquer espírito sectário.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1946, diante das críticas à sua filosofia existencialista, exposta em &lt;a style="TEXT-DECORATION: none" href="http://www.submarino.com.br/books_productdetails.asp?Query=ProductPage&amp;amp;ProdTypeId=1&amp;amp;ProdId=59299&amp;amp;franq=130516" target="_blank"&gt;O Ser e o Nada&lt;/a&gt;, Sartre publica O Existencialismo é um Humanismo, onde mostra o significado ético do existencialismo. No mesmo ano, publica também duas peças, Mortos sem Sepultura e A Prostituta Respeitosa e o ensaio Reflexões Sobre a Questão Judaica, onde defende a tese de que a emancipação dos judeus só será possível numa sociedade sem classes. Em 1948, encena As Mãos Sujas e, três anos depois, O Diabo e o Bom Deus. No plano da ação política, política essa época marca a aproximação de Sartre do Partido Comunista, ao qual acaba por filiar-se, em 1952. A intervenção soviética na Hungria, em 1956, leva-o, porém, a romper com o Partido e escrever um artigo, O Fantasma de Stálin, no qual explica sua posição, em face dos desvios do espírito do marxismo por parte das autoridades soviéticas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos anos seguintes, Sartre continuaria sendo, ao mesmo tempo, um homem de ação e de pensamento. Em 1960, publica um extenso trabalho, ho, a Crítica da Razão Dialética, precedido ido pelo ensaio Questão de Método, nos quais se encontram reflexões no sentido de unir o existencialismo e o marxismo. A obra literária também não cessa e no mesmo ano é estreada a peça Seqüestrados de Altona, cujo tema é o problema do colonialismo francês na Argélia, embora a ação transcorra na Alemanha nazista. O interesse pelo problema argelino liga-se, em Sartre, aos problemas mais gerais do Terceiro Mundo. Viaja para Cuba e para o Brasil (1961) e vê no conflito vietnamita um alargamento “do campo do possível” por parte dos revolucionários vietcongs.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1964, surpreende seus admiradores com As Palavras, análise do significado psicológico e existencial de sua infância. No mesmo ano é-lhe atribuído o Prêmio Nobel de Literatura, mas ele o recusa. Receber a honraria significaria reconhecer a autoridade dos juízes, o que considera inadmissível concessão.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A carreira Literária de Sartre parecia a muitos ter-se encerrado com As Palavras. Em 1971, porém, Sartre surpreende de novo seu público, com a primeira parte de um extenso estudo sobre Flaubert, L'Idiot de Famille.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1053829700285814334?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1053829700285814334/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1053829700285814334&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1053829700285814334'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1053829700285814334'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/jean-paul-sartre.html' title='Jean-Paul Sartre'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZjQF09kdI/AAAAAAAAASQ/kz_r3-03ErY/s72-c/Sartre.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-420088658439886940</id><published>2009-04-03T12:18:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T12:24:07.927-07:00</updated><title type='text'>Simone de Beauvoir</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZiOczCSAI/AAAAAAAAASI/yX4u_liV9UM/s1600-h/beauvoir.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320548010172762114" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 181px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZiOczCSAI/AAAAAAAAASI/yX4u_liV9UM/s200/beauvoir.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Simone Lucie-Ernestine-Marie-Bertrand de Beauvoir nasceu em Paris, em 1908. Forma-se em filosofia, em 1929, com uma tese sobre Leibniz. É nessa época que conhece o filósofo Jean-Paul Sartre, que será seu companheiro de toda a vida. Em 1945, ela funda, com Sartre, o combativo periódico Les Temps Modernes. Escritora e feminista, Simone de Beauvoir fez parte de um grupo de filósofos-escritores associados ao existencialismo - movimento que teria enorme influência na cultura européia de meados do século passado, com repercussões no mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1949 publica O Segundo Sexo, pioneiro manifesto do feminismo, no qual propõe novas bases para o relacionamento entre mulheres e homens. Os Mandarins é de 1954; nesse mesmo ano, Beauvoir ganha o prêmio Goncourt. Ela e Sartre visitaram o Brasil entre agosto e novembro de 1960; foram também a Cuba, recebidos por Fidel Castro e Che Guevara. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Sempre tiveram marcada atuação política, manifestando-se contra o governo francês por suas intervenções na Indochina e na Argélia; contra a perseguição dos judeus durante a Segunda Guerra; contra a invasão americana do Vietnã e em muitas outras ocasiões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Simone de Beauvoir morreu em Paris, em 14 de abril de 1986. Entre seus muitos livros, vale ressaltar O Sangue dos Outros (1945), Uma Morte Muito Suave (1964) e A Cerimônia do Adeus (memórias da vida com Sartre, 1981).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-420088658439886940?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/420088658439886940/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=420088658439886940&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/420088658439886940'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/420088658439886940'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/simone-de-beauvoir.html' title='Simone de Beauvoir'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZiOczCSAI/AAAAAAAAASI/yX4u_liV9UM/s72-c/beauvoir.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-3386512645852955399</id><published>2009-04-03T12:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T12:18:54.608-07:00</updated><title type='text'>Martin Heidegger</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZhDdqha3I/AAAAAAAAASA/LIndEvteQ64/s1600-h/heidegger.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320546721915300722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 160px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZhDdqha3I/AAAAAAAAASA/LIndEvteQ64/s200/heidegger.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Martin Heidegger foi filósofo, escritor, professor universitário, reitor e um dos grandes pensadores do século 20. Nascido em uma pequena cidade católica, seu pai era sacristão e sua mãe era amiga da mãe do jovem Conrad Grober, que viria a se tornar arcebispo de Friburgo. Heidegger estudou em Constança, de 1903 a 1906, e em Friburgo até 1909, onde se tornou um excelente aluno de grego, latim e francês, interessando-se pela leitura de Brentano e dos filósofos gregos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1909, Heidegger ingressou na Universidade de Friburgo e iniciou o curso de teologia. Paralelamente, continuou seus estudos sobre Aristóteles, e iniciou as primeiras leituras de Husserl, que o levariam ao método fenomenológico. Interessou-se também pela filosofia de Maurice Blondel e pelo pensamento de Kierkegaard, que o fez refletir sobre outro tipo de pensamento que não o católico. A partir de 1911, influenciado pelo filósofo Heinrich Rickert , Heidegger estudou as obras de Hegel, Schelling, Kierkegaard e Nietzsche, Kant, Dostoievsky, Rilke, Trakl, e começou a redigir textos que resultariam em obras posteriores.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em 1915, Husserl foi para Friburgo e Heidegger tornou-se seu assistente. Husserl o influenciou em toda a sua obra sobre o "Ser" e transmitiu a ele toda a doutrina fenomenológica. Dois anos depois, Heidegger casou-se com sua aluna Elfriede Petri, com quem teve 2 filhos. Ela era luterana, filha de um oficial do exército e, desde o noivado, empenhou-se pelo trabalho de Heidegger, que lhe dedicou grande parte de suas obras. Heidegger envolveu-se também com outra aluna, Hannah Arendt, de ascendência judia, que iria se transformar em uma das mais famosas filósofas políticas. Mesmo depois de separados, os dois mantiveram uma longa correspondência. De 1915 a 1923, Heidegger assumiu o posto de professor substituto na Universidade de Friburgo e, de 1923 a 1928, foi professor da Universidade de Marburgo (Prússia), publicando sua maior obra filosófica "Ser e Tempo", em 1927. Após o lançamento dessa obra, Heidegger foi considerado o maior nome da filosofia metafísica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois Sartre modificaria esse título e lançaria o termo "existencialismo", mas Heidegger repudiou tal classificação.Em Marburgo, Heidegger fez amizade com Rudolf Bultmann, que o levou a conhecer melhor a teologia protestante. Também era amigo de Max Scheler e Karl Jaspers. Entretanto, seu mestre Husserl decepcionou-se com "Ser e Tempo". Além disso, com o crescimento do nazismo, os dois ficaram em campos diferentes, pois Husserl tinha ascendência judia.Quando Hitler se tornou chanceler, em 1933, Heidegger tornou-se reitor da Universidade de Friburgo, apoiando o nacional-socialismo. Após a Segunda Guerra Mundial, Heidegger assumiu a cadeira de Husserl na Universidade de Friburgo e redigiu obras de cunho filosófico, pequenos artigos e ensaios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-3386512645852955399?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/3386512645852955399/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=3386512645852955399&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3386512645852955399'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3386512645852955399'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/martin-heidegger.html' title='Martin Heidegger'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZhDdqha3I/AAAAAAAAASA/LIndEvteQ64/s72-c/heidegger.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5917533230331516077</id><published>2009-04-03T12:03:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T12:13:13.445-07:00</updated><title type='text'>Edmund Husserl</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZfchuJRLI/AAAAAAAAAR4/wje63HW74N4/s1600-h/husserl.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320544953477711026" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZfchuJRLI/AAAAAAAAAR4/wje63HW74N4/s200/husserl.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Edmund Husserl, filósofo alemão fundador da &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-fenomeno.html"&gt;Fenomenologia&lt;/a&gt;, um método para a descrição e análise da consciência através do qual a filosofia tenta alcançar uma condição estritamente científica. Nasceu a 8 de abril de 1859 em Prossnitz, Moravia, no então Império Austríaco, hoje Prostejov, na República Checa, e faleceu em 27 de abril a 1938 em Freiburg im Breisgau, na Alemanha. De origem judaica, completou os primeiros estudos em um ginásio público alemão, na cidade próxima, Olmütz (Olomouc), em 1876. Em seguida estudou física, matemática, astronomia e filosofia nas universidades de Leipzig, Berlim, e Vienna. Nesta última passou sua tese de doutorado em filosofia em 1882, com o tema Beiträge zur Theorie der Variationsrechnung ("Contribuição para a Teoria do cálculo de variáveis"). No outono de 1883, Husserl seguiu para Vienna para estudar com o filósofo e psicólogo &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-brentano.html#brentano"&gt;Franz Brentano&lt;/a&gt;. Em Viena Husserl converteu-se à fé evangélica luterana e, um ano depois, em 1887, casou com Malvine Steinschneider, a filha de um professor do ensino secundário de Prossnitz. Esposa energética e competente, ela foi um indispensável apoio para Husserl até a morte dele.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1886 Husserl, com uma recomendação de Brentano, procurou &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-stumpf.html#stumpf"&gt;Carl Stumpf&lt;/a&gt;, o mais velho dos estudantes de Brentano, do qual se tornaria amigo íntimo, e que era professor de filosofia e psicologia na universidade de Halle. Nesta universidade Husserl passou o concurso para professor conferencista em 1887. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O tema da tese de habilitação foi Über den Begriff der Zahl: Psychologische Analysen ("Sobre o conceito de número: análise psicológica"), o que mostra sua transição da pesquisa matemática para uma reflexão sobre as bases psicológicas dos conceitos básicos da matemática. A tese foi uma versão desenvolvida depois no seu Philosophie der Arithmetik: Psychologische und logische Untersuchungen, cujo primeiro volume apareceu em 1891. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O título de sua conferência inaugural em Hale, onde ensinou de 1887 a1901, foi Über die Ziele und Aufgaben der Metaphysik ("Sobre os objetivos e problemas da metafísica"). O objeto tradicional da metafísica é o estudo do Ser. O texto se perdeu, mas é provável que nele Husserl já apresentasse seu método de análise da consciência como o caminho para uma nova e universal filosofia e uma nova metafísica. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Para ele a base filosófica para a lógica e a matemática precisa começar com uma analise da experiência que está antes de todo pensamento formal. Isto obrigou-o a um intenso estudo dos empiristas ingleses &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-locke.html"&gt;John Locke&lt;/a&gt;, George Berkeley, &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-hume.html"&gt;David Hume&lt;/a&gt;, e John Stuart Mill, e familiarizar-se com a terminologia da lógica e semântica derivada daquela tradição, especialmente a lógica de Mill. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Essa integração de suas idéias com o pensamento empirista levou-o às concepções apresentadas em sua famosa obra Logische Untersuchungen (1900-01; "Investigações lógicas"), onde apresentou o método de análise que chamou "fenomenologico". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Após a publicação do Logische Untersuchungen, Husserl foi convidado a lecionar na &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fc-gottingen.html"&gt;universidade de Göttingen&lt;/a&gt;, onde permaneceu de 1901 a 1916. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em seu esforço de pesquisa, Husserl chegou a um extremo: anotava todos os movimentos de seu pensamento. Durante sua vida produziu mais de 40.000 páginas estenografadas no método Gabelberger. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos seus anos em Göttingen, Husserl rascunhou as linhas gerais da &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-fenomeno.html"&gt;fenomenologia&lt;/a&gt; como uma ciência filosófica universal. Seu princípio metodológico fundamental era o que chamou "redução fenomenológica". Preocupava-se com a experiência básica da consciência, não interpretada, e a questão do que é a essência das coisas, a "reducão eidética". &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por outro lado, é também a reflexão sobre as funções pelas quais as essências se tornam conscientes. Sob esse aspecto, a redução revela o Eu para o qual todas as coisas têm sentido. Assim, a fenomenologia assumiu o caráter de um novo estilo da filosofia transcendental, o qual repetia e aperfeiçoava, em uma maneira moderna, a mediação de &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fmp-kant.html"&gt;Kant&lt;/a&gt; entre o empirismo e o racionalismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Husserl apresentou seu programa e delineamento sistemático em Ideen zu einer reinen Phänomenologie und phänomenologischen Philosophie (1913; Idéias;Introdução geral à fenomenologia pura"), obra cuja segunda parte não pode completar devido a romper a Primeira Guerra Mundial. Husserl pretendia que esse trabalho fosse um manual de estudo para seus alunos, mas estes ficaram indiferentes. A maior parte deles considerou a virada de Husserl para a filosofia transcendental como um passo atrás, uma volta ao velho sistema de pensamento e o rejeitaram. Devido a essa reviravolta e à guerra, o movimento fenomenológico se desfez.&lt;br /&gt;Sua posição junto aos colegas em Göttingen era sempre difícil. Sua nomeação para catedrático em 1906 havia resultado de uma decisão do ministro da educação contra a vontade do corpo de professores. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Assim, quando foi convidado em 1916 para catedrático na universidade de Freiburg, isto significou um novo começo para Husserl sob todos os aspectos. Sua aula inicial sobre Die reine Phänomenologie, ihr Forschungsgebiet und ihre Methode ("Fenomenologia pura, sua área de pesquisa e seu método") definia seu programa de trabalho. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Neste sentido ele havia lançado em suas aulas sobre Filosofia Primeira (1923-24) a tese de que a Fenomenologia, com seu método de redução, é o caminho para a absoluta justificação da vida, ou seja, para a realização da autonomia ética do homem.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com essa tese, ele continuou a elucidação da relação entre a análise psicológica e a analise fenomenológica da consciência e sua pesquisa quanto ao embasamento da lógica, que ele publicou como Formale und transzendentale Logik: Versuch einer Kritik der logischen Vernunft (1929; Lógica formal e transcendental).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Reconhecimento vindo de fora não faltou. Em 1919 a Universidade de Bonn conferiu-lhe o título de Doutor honoris causa. Muitos visitantes estrangeiros compareciam aos seus seminários, entre eles Rudolf Carnap, figura de proa do Círculo de Vienna, onde nasceu o Positivismo lógico. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fez palestras na Universidade de Londres (1922), na universidade de Amsterdã e, mais tarde, em 1930, na Sorbone. Deixou de aceitar um convite da prestigiosa universidade de Berlim a fim de poder dedicar todas as suas energias à &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-fenomeno.html"&gt;Fenomenologia&lt;/a&gt;. Estas palestras foram aproveitadas em uma nova apresentação da Fenomenologia, que então apareceu com tradução francesa sob o título Méditations cartésiennes (1931). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando ele aposentou em 1928, Martin Heidegger, que haveria de tornar-se um expoente do existencialismo e um dos mais importantes filósofos alemães, foi seu sucessor. Husserl o havia considerado seu herdeiro legítimo. Somente mais tarde viu que a principal obra de Heidegger, Sein und Zeit ("O ser e o tempo"), de 1927, havia dado à Fenomenologia uma reviravolta que a levaria para um caminho totalmente diferente. Seu desapontamento fez que seu relacionamento com Heidegger esfriasse depois de 1930. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com a chegada ao poder de Adolf Hitler em 1933 ele foi excluído da universidade. Porém recebia a visita de filósofos e intelectuais estrangeiros. Condenado ao silêncio na Alemanha, ele recebe, na primavera de 1935, um convite para falar para a Sociedade Cultural em Viena, onde discursou por duas horas e meia sobre Die Philosophie in der Krisis der europäischen Menschheit ("A filosofia na crise da humanidade européia ") palestra que repetiu dois depois. Desta conferência e de outras que fez em Praga surgiu seu último trabalho Die Krisis der europäischen Wissenschaften und die transzendentale Phänomenologie: Eine Einleitung in die phänomenologische Philosophie ("A crise da ciência européia e a fenomenologia transcendental: uma abordagem da filosofia fenomenológica"), de 1936, da qual somente a primeira parte veio a público em um periódico para emigrantes. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Enfermo a partir de 1937, disse desejar morrer de modo digno de um filósofo "Eu vivi como um filósofo - disse -, e eu quero morrer como um filósofo". Por não ser comprometido com nenhum credo em particular, ele respeitava toda crença religiosa autêntica.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu conceito de auto-responsailidade filosófica absoluta ficava perto do conceito protestante da liberdade do homem em sua relação imediata com Deus. Na verdade, é evidente que Husserl caracterizava a manutenção da redução fenomenológica não apenas como um método mas também como uma espécie de conversão religiosa. Ele morreu em abril de 1938 e suas cinzas foram enterradas no cemitério em Günterstal, perto de Freiburg.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5917533230331516077?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5917533230331516077/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5917533230331516077&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5917533230331516077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5917533230331516077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/edmund-husserl.html' title='Edmund Husserl'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZfchuJRLI/AAAAAAAAAR4/wje63HW74N4/s72-c/husserl.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4734891649956139930</id><published>2009-04-03T11:51:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T12:01:59.091-07:00</updated><title type='text'>Friedrich Nietzsche</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZdAvtBAtI/AAAAAAAAARw/eqAnI1m6F1E/s1600-h/nietzsche.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320542277171479250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 183px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZdAvtBAtI/AAAAAAAAARw/eqAnI1m6F1E/s200/nietzsche.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Friedrich Nietzsche nasceu em 1844 na Alemanha numa cidade conhecida por Röcken. A sua família era luterana e o seu destino era ser pastor como seu pai. Nietzsche perde a fé durante a adolescência, e os estudos de filologia combatem com o que aprendeu sobre teológia: Durante os seus estudos na universidade de Leipzig, a sua vocação filosófica cresce. Foi um aluno brilhante, dotado de sólida formação clássica, e aos 25 anos é nomeado professor de Filologia na universidade de Basiléia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Durante dez anos desenvolveu a sua filosófia em contacto com pensamento grego antigo. Em 1879 seu estado de saúde obriga-o a deixar de ser professor. Sua voz ficou inaudível. Começou uma vida errante em busca de um clima favorável tanto para sua saúde como para seu pensamento (Veneza, Gênova, Turim, Nice, Sils-Maria...).&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;Em 1882, começa a escrever o Assim Falou Zaratustra. Nietzsche não cessa de escrever com um ritmo crescente. Este período termina brutalmente em 3 de Janeiro de 1889 com uma "crise de loucura" que, durou até à sua morte, coloca-o sob a tutela da sua mãe e sua irmã. Estudos recentes atribuem a sua morte um cancro do cérebro, que eventualmente pode ter origem sifilítica. Sua irmã falseou seus escritos após a sua morte para apoiar uma causa anti-semita. Falácia, tendo em vista a repulsa de Nietzsche ao anti-semitismo em seus escritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;O sucesso de Nietzsche, entretanto, sobreveio quando um professor dinamarquês leu a sua obra Assim Falou Zaratustra e, por conseguinte, tratou de difundi-la, em 1888. Muitos estudiosos da época tentaram localizar os momentos que Nietzsche escrevia sob crises nervosas ou sob efeito de drogas (Nietzsche estudou biologia e tentava descobrir sua própria maneira de minimizar os efeitos da sua doença).&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4734891649956139930?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4734891649956139930/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4734891649956139930&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4734891649956139930'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4734891649956139930'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/friedrich-nietzsche.html' title='Friedrich Nietzsche'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZdAvtBAtI/AAAAAAAAARw/eqAnI1m6F1E/s72-c/nietzsche.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-3420607364051965656</id><published>2009-04-03T11:45:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T11:51:07.992-07:00</updated><title type='text'>Fiódor Dostoievski</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZag1hsWrI/AAAAAAAAARo/tnfxAlOxbsI/s1600-h/FiÃ³dor+Dostoievski.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320539529955531442" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZag1hsWrI/AAAAAAAAARo/tnfxAlOxbsI/s200/Fi%C3%B3dor+Dostoievski.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fiodor Mikhailovich Dostoievski foi uma das maiores personalidades da literatura russa, tido como fundador do &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/portugues/ult1706u67.jhtm"&gt;Realismo&lt;/a&gt;. Sua mãe morreu quando ele era ainda muito jovem e seu pai, o médico Mikhail Dostoievski, foi assassinato pelos próprios colonos de sua propriedade rural em Daravoi, que o julgavam autoritário. Esse fato exerceu enorme influência sobre o futuro do jovem Dostoiévski e motivou o polêmico artigo de &lt;a href="http://educacao.uol.com.br/biografias/ult1789u287.jhtm"&gt;Freud&lt;/a&gt;: "Dostoiévski e o Parricídio".&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em São Petersburgo, Dostoiévski estudou engenharia numa escola militar e se entregou à leitura dos grandes escritores de sua época. Epilético, teve sua primeira crise depois de saber que seu pai fora assassinado. Sua primeira produção literária, aos 23 anos, foi uma tradução de Balzac ("Eugénie Grandet"). No ano seguinte escreveu seu primeiro romance, "Pobre Gente", que foi bem recebido pelo público e pela crítica.Em 1849 foi preso por participar de reuniões subversivas na casa de um revolucionário, e condenado à morte. No último momento, teve a pena comutada por Nicolau 1o e passou nove anos na Sibéria, quatro no presídio de Omsk e mais cinco como soldado raso. Descreveu a terrível experiência no livro "Recordações da Casa dos Mortos" e em "Memórias do Subsolo".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Suas crises sistemáticas de epilepsia, que ele atribuía a "uma experiência com Deus", tiveram papel importante em suas crenças. Inspirado pelo cristianismo evangélico, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava. Em 1857 casou-se com Maria Dmitrievna Issaiev, uma viúva difícil e caprichosa. Dois anos depois retornou a Petersburgo. Em 1862 conheceu Polina Suslova, que viria a ser o seu romance mais profundo. Em 1864, viúvo de Maria, terminou seu caso com Polina e em 1867 casou-se com Anna Snitkina.Entre suas obras destacam-se: "Crime e Castigo", "O Idiota", "O Jogador", "Os Demônios", "O Eterno Marido" e "Os Irmãos Karamazov".Publicou também contos e novelas. Criou duas revistas literárias e ainda colaborou nos principais órgãos da imprensa russa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seu reconhecimento definitivo como escritor universal surgiu somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: "O Idiota" e "Crime e Castigo". Seu último romance, "Os Irmãos Karamazov", é considerado por Freud como o maior romance já escrito. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-3420607364051965656?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/3420607364051965656/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=3420607364051965656&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3420607364051965656'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3420607364051965656'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/fiodor-dostoievski.html' title='Fiódor Dostoievski'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZag1hsWrI/AAAAAAAAARo/tnfxAlOxbsI/s72-c/Fi%C3%B3dor+Dostoievski.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-3819296988844807727</id><published>2009-04-03T11:13:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T11:43:05.415-07:00</updated><title type='text'>Søren Kierkegaard</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZYaVnGUqI/AAAAAAAAARg/Y_Rku7qk0pc/s1600-h/Soren+Kierkegaard.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320537219285799586" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 135px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZYaVnGUqI/AAAAAAAAARg/Y_Rku7qk0pc/s200/Soren+Kierkegaard.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; "Algun dia até,não somente os meus escritos,mas a minha vida e todo o complicado segredo do seu mecanismo serão minuciosamente estudados."Isso foi o que Kierkegaard disse de si mesmo. E a profecia tornou-se verdadeira com o existencialismo contemporâneo , que se propôs explicitamente como uma Kierkegaard-Renaissance, trazendo novamente ao primeiro plano, no palco da filosofia, o pensamento daquele filósofo solitário que foi Soren Aabye Kiekegaard, nascido e crescido no restrito ambiente cultural da Dinamarca de então. Kierkegaard veio ao mundo em 5 de maio de 1813, em Copenhaga. Seu pai, comerciante, desposara em segunadas núpcias sua própria doméstica. Ao contrário do primeiro casamento, que fora infértil, o segundo foi fecundo de nada menos que sete filhos. Soren foi o último dos sete filhos, tendo nascido quando o pai já tinha ciquenta e seis anos e a mãe quarenta e quatro. Por isso, ele se definiu "filho da velhice". Somente Pedro, que depois tornou-se bispo luterano, lhe sobreviveu.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em sua família, sobretudo no pai, Kierkegaard viu a marca de trágio destino misterioso. Falando de obscura culpa do pai, ele afirma que a revelação dessa culpa constituiu para ele o "grande terremoto"de sua vida. Em 1844, no seu Diário, fala de "relação entre pai e filho, na qual o filho descobre involuntariamente tudo o que está por detrás dos bastidores, mas sem ter a coragem de ir até o fundo. O pai é homem estimado, piedoso e austero. Somente uma vez, em estado de embriaguez, escapam-lhe algumas palav ras que fazem suspeitar de coisa mais horrenda. O filho não consegue sabê-lo por outra via. E não ousa nunca perguntar sobre o assunto ao pai ou a outras pessoas".Talvez a culpa secreta do pai tenha sido a "maldição"que lançara, quando menino, contra Deus na deserta charneca de Jutland e que ainda não esquecera com a idade de oitenta e dois anos. Ou então o "pecado com Betsabéia", cometido com a doméstica poucos meses depois da morte da primeira mulher. Seja como for, a imprevista revelação da culpa do pai representaria para Kiekegaard uma como que lâmpada no escuro, que lhe permitiria a compreensão profunda do mistério de sua vida.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Escreveu ele: "Foi então que tive a suspeita de que a avançada idade do meu pai não fosse uma bênção divina, mas muito mais uma maldição, e que os eminentes dons de inteligência de nossa família nos houvessem sido dados só para que se extirpassem um ao o utro. Então senti o silência da morte crescer em torno de mim: meu pai apareceu-me como condenado a sobrevivier a todos nós, como cruz funérea plantada sobre o túmulo de todas as suas próprias esperanças. Alguma culpa devia pesar sobre a família inteira, pois um castigo de Deus pendia sobre ela: ele devia desaparecer, derrubada ao solo pela divina onipotência, cancelada como tentativa malograda(..)"A relaçao de Kierkegaard com o pai e com a família é uma "cruz", uma dolorosa relação religiosa vivida sob a marca do castigo de Deus. É relação voltada para algo de culpado e pecaminoso, que bloqueou a tentativa de Kierkegaard de se realizar no ideal ético e impediu-o de casar com Regina Olsen ou de tornarse pastor. Regina Olsen, filha de alto funcionário, tinha dezoito anos quando, em 1840, com vinte e sete anos, Kierkegaard pediu-a em casamento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A doze anos de distância do seu primeiro encontro com Regina, eis o que Kierkegaard ainda escreve dela: "Era jovem deliciosa, de natureza amável, como que feita de propósito para que uma melancolia como a minha pudesse encontrar no encantá-la a sua única alegria. Ela estava verdadeiramente graciosa na primeira vez em que a vi: graciosa no seu abandono, era comovente em sentido nobre, não sem certa sublimidade no último momento da separação. Infantil do princípio ao fim, malgrado a sua cabecinha esperta, uma coisa sempre encontrei nela, algo que, para me, vale como elogio quando pedia, que teria podido comover até as pedras. Teria sido uma bem-aventurança poder encantar-lhe a vida e uma bem-aventurança poder ver a sua bem-aventurança indescritível."Essa atormentada recordação que o apaixonado tem de sua jovem amada testemunha o profundo significado da presença de Regina na vida de Kierkegaard. Sua relação com Regina foi a sua "grande relação". E, no entanto, ele não conseguiu concluir o noivado: "Pedi uma conversa com ela, que aconteceu na tarde de 10 de setembro. Não disse uma palavra sequer para iludi-la: consenti(...). Mas, no dia seguinte, no meu íntimo, vi que me tinha enganado. Um penitente como eu, com a minha vida ante acta e a minha melancolia... já devia ser o bastante. Naquele momento, sofri penas indescritíveis(...). O rompimento definitivo ocorreu cerca de dois meses depois. Ela se desesperou(...)"Mais tarde, Regina casou-se com certo Schlegel e teve matrimônio tranquilo. Mas Kierkegaard não a esqueceu: no fundo, continuou esperando que a oposição do mundo de que ele era vítima talvez lhe conferisse "novo valor"aos olhos de Regina. Além disso, os pontos decisivos. Como aquele general que comandou pessoalmente os que o fuzilavam, em também sempre comandei quando devia ser ferido (...) O pensamento (e isso era amor) era: eu serei teu ou ter será permitido ferir-me tão profundamente, no mais íntimo da minha melancolia e na minha relação com Deus que, ainda que de ti separado, continuo sendo teu".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O conteúdo daquel ano de noivado, observa Kierkegaard, "no fundo, nada mais foi para mim do que sequela de penosas reflexões de consciência angustiada. Perguntava-me: ousarias noivar, ousarias te casar? Que estranho! Sócrates fala sempre do que havia apr endido com uma mulher. Também eu posso dizer que devo tudo o que tenho de melhor a uma moça: não o aprendi dela, propriamente, mas por causa dela".Na opinião de Kierkegaard, um penitente, alguém que abraçou o ideal cristão da vida, com toda aquela tremenda seriedade que o cristianismo comporta, não pode viver a tranquila existência de homem casado. Ele não pode aceitar o compromisso mundano e a gra tificante inserção na ordem constituída. Regina não podeia tornar-se sua esposa "porque Deus tinha a precedência". E essa também é a razão por que Kierkegaard a tornar-se pastor.É ainda aía, na fé que relativiza todas as coisas humanas e que não pode ser reduzida à cultura, que Kierkegaard se lança à ruína, em violenta polêmica contra a cristandade de sua própria época. O bispo luterano Mynster - que, à renovação da vida crstã, como Kierkegaard a entendia, opôs a defesa da "ordem constituída"- morreu tranquilamente em fins de janeiro de 1854 e, homenageado por seu povo, foi celebrado por seu sucessor, Martensen, como "um elo da cadeia sagrada que liga entre si as testemunhas da verdade". Mas, em polêmica com Martensen, Kierkegaard se pergunta: "O bispo Mynster era testemunha da verdade, uma daquelas verdadeiras testemunhas: será isso verdade?"A verdade, para Kierkegaard, era que não poderia ser celebrado como "testemunha da verdade quem viveu desfrutando a vida, ao abrigo dos sofrimentos, da luta interior, do medo e do temor, dos escrúpulos, das angústias da alma e das penas do espírito (...) . &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-3819296988844807727?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/3819296988844807727/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=3819296988844807727&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3819296988844807727'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3819296988844807727'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/sren-kierkegaard.html' title='Søren Kierkegaard'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZYaVnGUqI/AAAAAAAAARg/Y_Rku7qk0pc/s72-c/Soren+Kierkegaard.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-110966756364614808</id><published>2009-04-03T11:07:00.000-07:00</published><updated>2009-04-03T11:12:58.873-07:00</updated><title type='text'>Arthur Schopenhauer</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZRfqfXfnI/AAAAAAAAARY/5Z5yKB-nNrM/s1600-h/Arthur+Schopenhauer.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320529614208466546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZRfqfXfnI/AAAAAAAAARY/5Z5yKB-nNrM/s200/Arthur+Schopenhauer.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Filho de Heinrich Floris Schopenhauer, comerciante da cidade de Dantzig, na Prússia, o filósofo Arthur Schopenhauer estava destinado a seguir a profissão de seu pai. Por isso, a família nunca se preocupou muito com sua educação intelectual e, quando contava apenas doze anos de idade, em 1800, induziu-o a empreender uma série de viagens importantes para um futuro comerciante. Schopenhauer percorreu a Alemanha, a França, a Inglaterra, a Holanda, a Suíça, a Silésia e a Áustria. Mas seu interesse não foi despertado por aquilo que seu pai mais desejava: o que fez de mais importante, durante essas viagens, foi redigir ima série de considerações melancólicas e pessimistas sobre a miséria da condição humana. Em 1805, a família fixou-se em Hamburgo e o obrigou a cursar uma escola comercial. A morte do pai (presumivelmente cometeu suicídio) permitiu-lhe, contudo, abandonar para sempre os estudos comerciais e voltar-se para uma carreira universitária, como era seu desejo. Assim, Schopenhauer passou a dedicar-se aos estudos humanísticos, ingressando no Liceu de Weimar em 1807; dois anos depois, encontrava-se na faculdade de medicina de Göttingen, onde adquiriu vastos conhecimentos científicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1811, na Universidade de Berlim, assistiu aos cursos dos filósofos Schleiermacher (1768-1834) e Fichte (1762-1814). Este último seria, mais tarde, acusado por Schopenhauer de ter deliberadamente caricaturado a filosofia de Kant (1724-1804), tentando “envolver o povo alemão com a neblina filosófica”. Em 1813, Schopenhauer doutourou-se pela Universidade de Berlim com a tese Sobre a Quádrupla Raiz do Princípio de Razão Suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nessa época, sua mãe, Johanna Schopenhauer, estabeleceu-se em Weimar, onde começou a obter progressivo sucesso como novelista e passou a freqüentar os círculos mundanos que Schopenhauer detestava e se esforçava por ridicularizar ao máximo. As relações entre os dois deterioraram-se a ponto de Johanna declarar publicamente que a tese de seu filho não passava de um tratado de farmácia; em contrapartida, Schopenhauer afirmava ser incerto o futuro de sua mãe como romancista e que ela somente seria lembrada no futuro pelo fato de ser sua progenitora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar dessas brigas, Schopenhauer freqüentou durante algum tempo o salão de sua mãe. Ali torreou-se amigo de Goethe (1749-1832), que reconhecia seu gênio filosófico e sugeriu-lhe que trabalhasse numa teoria antinewtoniana da visão. A partir dessa sugestão, Schopenhauer escreveu Sobre a Visão e as Cores, publicado em 1816.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um filósofo sem público&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1814, Schopenhauer rompeu definitivamente com a família e quatro anos depois concluiu sua principal obra, O Mundo como Vontade e Representação. Em 1819, o livro foi publicado, mas um ano e meio após haviam sido vendidos apenas cerca de 100 exemplares. A crítica também não foi favorável à obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante os anos de 1818 e 1819, Schopenhauer passou uma temporada na Itália: ao voltar, sua situação econômica não era das melhores. Solicitou então um posto de monitor na Universidade de Berlim, valendo-se de seu título de doutor e passando por uma prova que consistia numa conferência. Admitido em 1820, encarregou-se de um curso intitulado A Filosofia Inteira, ou O Ensino do Mundo e do Espírito Humano. O título do curso devia-se, provavelmente, a Hegel (1770-1831), que na época era um dos mais reputados professores da Universidade de Berlim. Tentando competir com Hegel, Schopenhauer escolheu o mesmo horário utilizado pelo rival, mas a tentativa redundou em fracasso completo: apenas quatro ouvintes assistiam a suas aulas. Ao fim de um semestre, renunciou à universidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1821, envolveu-se em um acidente que teve desagradáveis conseqüências econômicas e, sobretudo, viria causar-lhe periódica crise de depressão psicológica. Nessa época, o filósofo residia numa pensão, cujos principais locatários, em sua grande maioria, eram senhoritas de idade avançada. Essas pensionistas tinham o desagradável hábito de espionar a chegada de supostas amantes, recebidas por Schopenhauer em seus aposentos. Certa noite, quando uma costureira chamada Caroline-Louise Marquet dedicava-se a esse mister, Schopenhauer, perdendo a paciência, atirou-a escada abaixo. Como resultado, foi processado e acabou sendo condenado a pagar trezentos thalers de despesas médicas. Além disso, ficava obrigado a pagar sessenta thalers anuais, até a morte de Caroline, que somente veio a falecer vinte anos depois. Durante todo esse tempo, Schopenhauer entrava em depressão nervosa, uma vez por ano, todas as vezes que era obrigado a pagar a pensão. Sua revolta dizia respeito menos à quantia desembolsada do que àquilo que sentia como injustiça cometida pelas autoridades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre 1826 e 1833, Schopenhauer empreendeu freqüentes viagens, adoeceu por diversas vezes e tentou uma segunda experiência como professor da Universidade de Berlim. Foi mais uma tentativa fracassada, somente contrabalançada pela crítica elogiosa a seu O Mundo como Vontade e Representação, publicada no periódico Kleine Bücherschau.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Solidão e Glória&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1833, depois de muitas hesitações, o filósofo resolveu fixar-se em Frankfurt-sobre-o-Meno, onde permaneceria até sua morte em 1860. Durante os vinte e sete anos que passou em Frankfurt, levou uma vida solitária, acompanhado por seu cão. Sua predileção por animais era filosoficamente justificada; segundo Schopenhauer, entre os cães, contrariamente ao que ocorre entre os homens, a vontade não é dissimulada pela máscara do pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dedicado exclusivamente à reflexão filosófica, Schopenhauer trabalhou intensamente em Frankfurt, redigindo e publicando diversos livros. Em 1836, veio a lume o ensaio Sobre a Vontade na Natureza, que deveria completar o segundo livro de O Mundo como Vontade e Representação. Na mesma época, redigiu também dois ensaios sobre moral. O primeiro, escrito para concorrer a um concurso da Academia de Ciências de Drontheim (Noruega), intitula-se Sobre a Liberdade da Vontade. O segundo, O Fundamento da Moral, concorreu ao concurso da Academia de Copenhague e continha verdadeiros insultos a Hegel e a Fichte, que provocaram escândalo; embora fosse o único concorrente, o livro não foi premiado. Posteriormente, os dois ensaios seriam reunidos sob o título de Os Dois Problemas Fundamentais da Ética e publicados em 1841. Três anos depois, surgiu a segunda edição de O Mundo como Vontade e Representação, enriquecida com alguns suplementos. Apesar disso, não teve sucesso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mesmo não ocorreu com a última obra escrita e publicada por Schopenhauer. Intitulava-se Parerga e Paralipomena e continha pequenos ensaios sobre os mais diversos temas: política, moral, literatura, filosofia, estilo e metafísica, entre outros. A obra alcançou inesperado sucesso, logo depois de ser publicada em 1851. A partir daí, a notoriedade do autor espalhou-se pela Alemanha e depois pela Europa. Um artigo de Oxenford, publicado na Inglaterra, deu início à grande difusão de sua filosofia. Na França, muitos filósofos e escritores viajaram até Frankfurt para visitá-lo. Na Alemanha, a filosofia de Hegel entrou em declínio e Schopenhauer surgiu como ídolo das novas gerações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os últimos anos da vida de Schopenhauer proporcionaram-lhe um reconhecimento que ele sempre buscou. Artigos críticos surgiram em grande quantidade nos principais periódicos da época. A Universidade de Breslau dedicou cursos à análise de sua obra e a Academia Real de Ciências de Berlim propôs-lhe o título de membro, em 1858, que ele recusou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois anos depois, a 21 de setembro de 1860, Arthur Schopenhauer, que Nietzsche (1844 – 1900) chamaria "o cavaleiro solitário", faleceu, vítima de pneumonia. Contava, então, 72 anos de idade. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-110966756364614808?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/110966756364614808/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=110966756364614808&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/110966756364614808'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/110966756364614808'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/arthur-schopenhauer.html' title='Arthur Schopenhauer'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdZRfqfXfnI/AAAAAAAAARY/5Z5yKB-nNrM/s72-c/Arthur+Schopenhauer.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4294056563082219637</id><published>2009-04-02T11:50:00.000-07:00</published><updated>2009-04-16T08:17:19.878-07:00</updated><title type='text'>Aprofundando na Psicanálise</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUPXbQKErI/AAAAAAAAARQ/BPbAkdMlAN0/s1600-h/Freud-olho-710438.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320175429935043250" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 146px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUPXbQKErI/AAAAAAAAARQ/BPbAkdMlAN0/s200/Freud-olho-710438.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;"Os sonhos são uma pintura muda, em que a imaginação a portas fechadas, e às escuras, retrata a vida e a alma de cada um, com as cores das suas ações, dos seus propósitos e dos seus desejos." - Padre Vieira, no Sermão de São Francisco Xavier Dormindo.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cabe um esclarecimento inicial ao leitor: procurei montar esta página com o pensamento original de Freud, apesar de estar consciente de que vários dos postulados originais da psicanálise foram revisados e modificados - vários deles considerados ultrapassados pelo próprio Freud em seus últimos anos. Também não abordarei aqui a doutrina freudiana em toda a sua extensão e implicações. Por isso, aconselho o leitor a procurar um psicanalista licenciado que possa orientá-lo corretamente nessa matéria.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A Psicanálise é ao mesmo tempo um modo particular de tratamento do desequilíbrio mental e uma teoria psicológica que se ocupa dos processos mentais inconscientes; uma teoria da estrutura e funcionamento da mente humana e um método de análise dos motivos do comportamento; uma doutrina filosófica e um método terapêutico de doenças de natureza psicológica supostamente sem motivação orgânica. Originou-se na prática clínica do médico e fisiologista &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ec-breuer.html"&gt;Josef Breuer&lt;/a&gt;, devendo-se a &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-freud.html"&gt;Sigmund Freud&lt;/a&gt; (1856-1939) a valorização e aperfeiçoamento da técnica e os conceitos criados nos desdobramentos posteriores do método e da doutrina, o que ele fez valendo-se do pensamento de alguns filósofos e de sua própria experiência profissional. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A formulação da Psicanálise representou basicamente a consolidação em um corpo doutrinário de conhecimentos existentes, como a estrutura tripartite da mente, suas funções e correspondentes tipos de personalidade, a teoria do inconsciente, o método terapêutico da catarse, e toda a filosofia pessimista da natureza humana difundida na época. Além de alicerçar-se - como método terapêutico -, nas descobertas do médico austríaco &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ec-breuer.html"&gt;Josef Breuer&lt;/a&gt;, como doutrina tem em seus fundamentos muito do pensamento filosófico de Platão e do filósofo alemão &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fcp-schopenhauer.html"&gt;Arthur Schopenhauer&lt;/a&gt;. No entanto, ao serem esses conhecimentos incorporados na Psicanálise, foi aberto o caminho para um número grande de conceitos subordinados que eram novos, como os de atos sintomáticos, sublimação, perversão, tipos de personalidade, recalque, transferência, narcisismo, projeção, introjeção, etc. A psicanálise constituiu-se, por isso, em um modo novo de abordar as condições psíquicas correspondentes a estados de infelicidade e a comportamentos anti-sociais, e deu nascimento ao tratamento clínico psicológico e psiquiátrico moderno.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A extraordinária popularidade da psicanálise poderá, talvez, ser explicada, em parte, pela sua ousada concepção da motivação humana, ao colocar o sexo - objeto natural de interesse das pessoas e também sua principal fonte de felicidade -, como único e poderoso móvel do comportamento humano. O mundo civilizado, pouco antes chocado com a tese evolucionista de que o homem descendia dos chimpanzés, já não se surpreendia com a tese de que o sexo dominava o inconsciente e estava subjacente a todos os interesses humanos. A novidade foi recebida com divertido espanto e prazerosa excitação. Em que pese os detalhes picarescos de muitas narrativas clínicas, a abordagem do sexo sob um aspecto científico, em plena &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ec-epvitoriana.html"&gt;era vitoriana&lt;/a&gt;, representou uma sublimação (para usar um conceito da própria psicanálise) que permitiu que a sexualidade fosse, sem restrições morais, discutida em todos os ambientes, inclusive nos conventos. Essa permeabilidade subjetiva confundiu-se com profundidade científica, e a teoria foi levada a aplicação em todos os campos das relações sociais, nas artes, na educação, na religião, em análises biográficas, etc. Porém, a questão da motivação sexual foi causa de se afastarem do círculo de Freud aqueles que haviam inicialmente se entusiasmado pela psicanálise como método de análise do inconsciente, entre eles Carl Jung, Otto Rank, e &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-adler.html"&gt;Alfred Adler&lt;/a&gt; que decidiram por outras teses, e fundaram suas próprias correntes psicanalíticas. No seu todo, a psicanálise foi fortemente contestada por outras correntes, inclusive a da &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-fenomeno.html"&gt;fenomenologia&lt;/a&gt;, a do &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-existencial.html"&gt;existencialismo&lt;/a&gt;, e a da logoterapia de &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-frankl.html"&gt;Viktor Frankl&lt;/a&gt;. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O pensamento de Freud está principalmente em três obras: "Interpretação dos Sonhos", a mais conhecida, que publicou, em 1900; "Psicopatologia da Vida Cotidiana", publicada em 1901 e na qual apresenta os primeiros postulados da teoria psicanalítica, e "Três Ensaios sobre a Teoria da Sexualidade", de 1905, que contem a exposição básica da sua teoria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em "Mal Estar na Civilização", publicado em 1930, Freud lança os conceitos de culturas neuróticas, mais os conceitos de projeção, sublimação, regressão e Transferência. Em "Totem e Tabu (1913/14) e "O Futuro de uma Ilusão"(1927) expõe sua posição sobre a religião. Os postulados da teoria são numerosos, e seu exame completo demandaria um espaço muito extenso, motivo porque somente os aspectos usualmente mais conhecidos da doutrina e do método serão examinados nesta página. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Importância do instinto sexual&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freud notou que na maioria dos pacientes que teve desde o início de sua prática clínica, os distúrbios e queixas de natureza hipocondríaca ou histérica estavam relacionados a sentimentos reprimidos com origem em experiências sexuais perturbadoras. Assim ele formulou a hipótese de que a ansiedade que se manifestava através dos sintomas (neurose) era conseqüência da energia (libido) ligada à sexualidade; a energia reprimida tinha expressão nos vários sintomas neuróticos que serviam como um mecanismo de defesa psicológica. Essa força, o instinto sexual, não se apresentava consciente devido à "repressão" tornada também inconsciente. A revelação da "repressão" inconsciente era obtida pelo método da livre associação (inspirado nos atos falhados ou sintomáticos, em substituição à hipnose) e pela interpretação dos sonhos (conteúdo manifesto e conteúdo latente). O processo sintomático e terapêutico compreendia: experiência emocional - recalque e esquecimento - neurose - análise pela livre associação - recordação - transferência - descarga emocional - cura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Estrutura tripartite da mente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freud buscou inspiração na cultura Grega, pois a doutrina platônica com certeza o impressionou em seu curso de Filosofia. As partes da alma de Platão correspondem ao Id, ao Superego e ao Ego da sua teoria que atribui funções físicas para as partes ou órgãos da mente (1923 - "O Ego e o Id"). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Id, regido pelo "princípio do prazer", tinha a função de descarregar as tensões biológicas. Corresponde à alma concupiscente, do esquema platônico: é a reserva inconsciente dos desejos e impulsos de origem genética e voltados para a preservação e propagação da vida..&lt;br /&gt;O Superego, que é gradualmente formado no "Ego", e se comporta como um vigilante moral. Contem os valores morais e atua como juiz moral. É a parte irascível da alma, a que correspondem os "vigilantes", na teoria platônica. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Também inconsciente, o Superego faz a censura dos impulsos que a sociedade e a cultura proíbem ao Id, impedindo o indivíduo de satisfazer plenamente seus instintos e desejos. É o órgão da repressão, particularmente a repressão sexual. Manifesta-se á consciência indiretamente, sob a forma da moral, como um conjunto de interdições e de deveres, e por meio da educação, pela produção da imagem do "Eu ideal", isto é, da pessoa moral, boa e virtuosa. O Superego ou censura desenvolve-se em um período que Freud designa como período de latência, situado entre os 6 ou 7 anos e o inicio da puberdade ou adolescência. Nesse período, forma-se nossa personalidade moral e social (1923 "O Ego e o Id").&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ego ou o Eu é a consciência, pequena parte da vida psíquica, subtraída aos desejos do Id e à repressão do Superego. Lida com a estimulação que vem tanto da própria mente como do mundo exterior. Racionaliza em favor do Id, mas é governado pelo "princípio de realidade" ou seja, a necessidade de encontrar objetos que possam satisfazer ao Id sem transgredir as exigências do Superego. É a alma racional, no esquema platônico. É a parte perceptiva e a inteligência que devem, no adulto normal, conduzir todo o comportamento e satisfazer simultaneamente as exigências do Id e do Superego através de compromissos entre essas duas partes, sem que a pessoa se volte excessivamente para os prazeres ou que, ao contrário, imponha limitações exageradas à sua espontaneidade e gozo da vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O Ego é pressionado pelos desejos insaciáveis do Id, a severidade repressiva do Superego e os perigos do mundo exterior. Se submete-se ao Id, torna-se imoral e destrutivo; se submete-se ao Superego, enlouquece de desespero, pois viverá numa insatisfação insuportável; e se não se submeter á realidade do mundo, será destruído por ele. Por esse motivo, a forma fundamental da existência para o Ego é a angústia existencial. Estamos divididos entre o principio do prazer (que não conhece limites) e o principio de realidade (que nos impõe limites externos e internos). Tem a dupla função de, ao mesmo tempo, recalcar o Id, satisfazendo o Superego, e satisfazer o Id, limitando o poder do Superego. No indivíduo normal, essa dupla função é cumprida a contento. Nos neuróticos e psicóticos o Ego sucumbe, seja porque o Id ou o Superego são excessivamente fortes, seja porque o Ego é excessivamente fraco.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;O inconsciente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;, diz Freud, não é o subconsciente. Este é aquele grau da consciência como consciência passiva e consciência vivida não-reflexiva, podendo tomar-se plenamente consciente. O inconsciente, ao contrário, jamais será consciente diretamente, podendo ser captado apenas indiretamente e por meio de técnicas especiais de interpretação desenvolvidas pela psicanálise.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Atos falhos ou sintomáticos.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Os chamados Atos sintomáticos são para Freud evidência da força e individualismo do inconsciente: e sua manifestação é comum nas pessoas sadias. Mostram a luta do consciente com o subconsciente (conteúdo evocável) e o inconsciente (conteúdo não evocável). São os lapsus linguae, popularmente ditos "traição da memória", ou mesmo convicções enganosas e erros que podem ter conseqüências graves.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Motivação.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Para explicar o comportamento Freud desenvolve a teoria da motivação sexual (sobrevivência da espécie) e do instinto de conservação (sobrevivência individual). Mas todas as suas colocações giram em torno do sexo. A força que orienta o comportamento estaria no inconsciente e seria o instinto sexual;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fases do desenvolvimento sexual.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Freud contribuiu com uma teoria das fases do desenvolvimento do indivíduo. Este passa por sucessivos tipos de caráter: oral, anal e genital. Pode sofrer regressão de um dos dois últimos a um ou outro dos dois anteriores, como pode sofrer fixação em qualquer das fases precoces. Essas fases se desenvolverão entre os primeiros meses de vida e os 5 ou 6 anos de idade, e estão ligadas ao desenvolvimento do Id:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(1) Na fase oral, ou fase da libido oral, ou hedonismo bucal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente na boca e na ingestão de alimentos e o seio materno, a mamadeira, a chupeta, os dedos são objetos do prazer; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(2) Na fase anal, ou fase da libido ou hedonismo anal, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nas excreções e fezes. Brincar com massas e com tintas, amassar barro ou argila, comer coisas cremosas, sujar-se são os objetos do prazer; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;(3)Na fase genital ou fase fálica, ou fase da libido ou hedonismo genital, o desejo e o prazer localizam-se primordialmente nos órgãos genitais e nas partes do corpo que excitam tais órgãos. Nessa fase, para os meninos, a mae é o objeto do desejo e do prazer; para as meninas, o pai.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Tipos de personalidade&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Aqueles que se detêm em seu desenvolvimento emocional, e por algum motivo se fixam em qualquer uma das fases transitórias (Freud. 1908), constituem tipos e subtipos de personalidade nomeados segundo a fase correspondente de fixação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O tipo que se detém na fase oral é o &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Oral receptivo&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, pessoa dependente - espera que tudo lhe seja dado sem qualquer reciprocidade; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;ou o &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Oral sadístico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, o que se decide a empregar a força e a astúcia para conseguir o que deseja. Explorador e agressivo, não espera que alguém lhe dê voluntariamente qualquer coisa.&lt;br /&gt;O &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Anal sadístico&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é impulsivamente avaro, e sua segurança reside no isolamento. São pessoas ordenadas e metódicas, parcimoniosas e obstinadas.&lt;br /&gt;O tipo &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;genital&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é a pessoa plenamente desenvolvida e equilibrada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Complexos de Édipo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Depois de ver nos seus clientes o funcionamento perfeito da estrutura tripartite da alma conforme a teoria de Platão, Freud volta à cultura grega em busca de mais elementos fundamentais para a construção de sua própria teoria. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No centro do "Id", determinando toda a vida psíquica, constatou o que chamou Complexo de Édipo, isto é, o desejo incestuoso pela mãe, e uma rivalidade com o pai. Segundo ele, é esse o desejo fundamental que organiza a totalidade da vida psíquica e determina o sentido de nossas vidas. Freud introduziu o conceito no seu Interpretação dos Sonos (1899). O termo deriva do herói grego Édipo que, sem saber, matou seu pai e se casou com sua mãe. Freud atribui o complexo de Édipo às crianças de idade entre 3 e 6 anos. Ele disse que o estágio geralmente terminava quando a criança se identificava com o parente do mesmo sexo e reprimia seus instintos sexuais. Se o relacionamento prévio com os pais fosse relativamente amável e não traumático, e se a atitude parental não fosse excessivamente proibitiva nem excessivamente estimulante, o estagio seria ultrapassado harmoniosamente. Em presença do trauma, no entanto, ocorre uma neurose infantil que é um importante precursor de reações similares na vida adulta. O Superego, o fator moral que domina a mente consciente do adulto, também tem sua parte no processo de gerar o complexo de Édipo. Freud considerou a reação contra o complexo de Édito a mais importante conquista social da mente humana. Psicanalistas posteriores consideram a descrição de Freud imprecisa, apesar de conter algumas verdades parciais. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Complexo de Eletra&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O equivalente feminino do Complexo de Édipo é o Complexo de Eletra, cuja lenda fundamental é a de Electra e seu irmão Orestes, filhos de Agamemnon e Clytemnestra. Eletra ajudou o irmão a matar sua mãe e o amante dela, um tema da tragédia grega abordado, com pequenas variações, por Sófocles, Eurípedes e Esquilo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Narcisismo.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Conta o mito que o jovem Narciso, belíssimo, nunca tinha visto sua própria imagem. Um dia, passeando por um bosque, encontrou um lago. Aproximou-se e viu nas águas um jovem de extraordinária beleza e pelo qual apaixonou-se perdidamente. Desejava que o jovem saísse das águas e viesse ao seu encontro, mas como ele parecia recusar-se a sair do lago, Narciso mergulhou nas águas, foi ás profundezas á procura do outro que fugia, morrendo afogado. Narciso morrera de amor por si mesmo, ou melhor, de amor por sua própria imagem ou pela auto-imagem. O narcisismo é o encantamento e a paixão que sentimos por nossa própria imagem ou por nós mesmos, porque não conseguimos diferenciar um do outro. Como crítica à humanidade em geral - que se pode vislumbrar em Freud - narcisismo é a bela imagem que os homens possuem de si mesmos, como seres ilusoriamente racionais e com a qual estiveram encantados durante séculos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Mecanismos de defesa&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; são processos subconscientes que permitem à mente encontrar uma solução para conflitos não resolvidos ao nível da consciência. A psicanálise supõe a existência de forças mentais que se opõem umas às outras e que batalham entre si. Freud utilizou a expressão pela primeira vez no seu "As neuroses e psicoses de defesa", de 1894. Os mecanismos de defesa mais importante são:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Repressão,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que é afastar ou recalcar da consciência um afeto, uma idéia ou apelo do instinto. Um acontecimento que por algum motivo envergonha uma pessoa pode ser completamente esquecido e se tornar não evocável.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Defesa de reação,&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; que consiste em ostentar um procedimento e externar sentimentos ambos opostos aos impulsos verdadeiros, quando estes são inconfessáveis. Um pai que é pouco amado, recebe do filho uma atenção por vezes exagerada para que este convença a si mesmo de que é um bom filho.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Projeção.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Consiste em atribuir ao outro um desejo próprio, ou atribuir a alguém, algo que justifique a própria ação. O estudante cria o hábito de colar nas provas dizendo, para se justificar, que os outros colam ainda mais que ele.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Regressão&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; é o retorno a atitudes passadas que provaram ser seguras e gratificantes, e às quais a pessoa busca voltar para fugir de um presente angustiante. Devaneios e memórias que se tornam recorrentes, repetitivas. Aplica-se também ao regresso a fases anteriores da sexualidade, como acima..&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Substituição.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; O inconsciente, em suas duas formas, está impedido de manifestar-se diretamente à consciência, mas consegue fazê-lo indiretamente. A maneira mais eficaz para essa manifestação é a substituição, isto é, o inconsciente oferece à consciência um substituto aceitável por ela e por meio do qual ela pode satisfazer o Id ou o Superego. Os substitutos são imagens (representações analógicas dos objetos do desejo) e formam o imaginário psíquico que, ao ocultar e dissimular o verdadeiro desejo, o satisfaz indiretamente por meio de objetos substitutos (a chupeta e o dedo, para o seio materno; tintas e pintura ou argila e escultura para as fezes, uma pessoa amada no lugar do pai ou da mãe, de acordo com as fases da sexualidade, como acima). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Além dos substitutos reais, o imaginário inconsciente também oferece outros substitutos, os mais freqüentes sendo os sonhos, os lapsos e os atos falhos. Neles, realizamos desejos inconscientes, de natureza sexual. São a satisfação imaginária do desejo. Alguém sonha, por exemplo, que sobe uma escada, está num naufrágio ou num incêndio. Na realidade, sonhou com uma relação sexual proibida. Alguém quer dizer uma palavra, esquece-a ou se engana, comete um lapso e diz uma outra que o surpreende, pois nada terá a ver com aquela que queria dizer: realizou um desejo proibido. Alguém vai andando por uma rua e, sem querer, torce o pé e quebra o objeto que estava carregando: realizou um desejo proibido.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;Sublimação.&lt;/em&gt; &lt;/span&gt;A Ética pede a renúncia às gratificações puramente instintuais por outras em conformidade com valores racionais transcendentes. A sublimnação consistitui a adoção de um comportamento ou de um interesse que possa enobrecer comportamentos que são instintivos de raiz Um homem pode encontrar uma válvula para seus impulsos agressivos tornando-se um lutador campeão, um jogador de football ou até mesmo um cirurgião. Para Freud as obras de arte, as ciências, a religião, a Filosofia, as técnicas e as invenções, as instituições sociais e as ações políticas, a literatura e as obras teatrais são sublimações, ou modos de substituição do desejo sexual de seus autores e esta é a razão de existirem os artistas, os místicos, os pensadores, os escritores, cientistas, os líderes políticos, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Transferência.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; Freud afirmou que a ligação emocional que o paciente desenvolvia em relação ao analista representava a transferência do relacionamento que aquele havia tido com seus pais e que inconscientemente projetava no terapeuta. O impasse que existiu nessa relação infantil criava impasses na terapia, de modo que a solução da transferência era o ponto chave para o sucesso do método terapêutico. Embora Freud demorasse a considerar a questão inversa, a da atratividade do paciente sobre o terapeuta, esse problema se manifestou tão cedo quanto ainda ao tempo das experiência de Breuer, que teria se deixado afetar sentimentalmente por sua principal paciente, &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ec-pappenheim.html"&gt;Bertha Pappenheim&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os &lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;mecanismos de defesa&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; são aprendidos na família ou no meio social externo a que a criança e o adolescente estão expostos. Quando esses mecanismos conseguem controlar as tensões, nenhum sintoma se desenvolve, apesar de que o efeito possa ser limitador das potencialidades do Ego, e empobrecedor da vida instintual. Mas se falham em eliminar as tensões e se o material reprimido retorna à consciência, o Ego é forçado a multiplicar e intensificar seu esforço defensivo e exagerar o seu uso. É nestes casos que a loucura, os sintomas neuróticos, são formados. Para a psicanálise, as psicoses significam um severa falência do sistema defensivo, caracterizada também por uma preponderância de mecanismos primitivos. A diferença entre o estado neurótico e o psicótico seria, portanto, quantitativa, e não qualitativa. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Perversão.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; Porém, assim como a loucura é a impossibilidade do Ego para realizar sua dupla função (conciliação entre Id e Superego, e entre estes e a realidade), também a sublimação pode não ser alcançada e, em seu lugar, surgir uma perversão ou loucura social ou coletiva. O nazismo é um exemplo de perversão, em vez de sublimação. A propaganda, que induz no leitor ou espectador desejos sexuais pela multiplicação das imagens de prazer, é outro exemplo de perversão ou de incapacidade para a sublimação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Os sonhos: conteúdo manifesto e conteúdo latente. (Significados conscientes e subconscientes).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt; A vida psíquica dá sentido e coloração afetivo-sexual a todos os objetos e a todas as pessoas que nos rodeiam e entre os quais vivemos. As coisas e os outros são investidos por nosso inconsciente com cargas afetivas de libido. Assim, sem que saibamos por que, desejamos e amamos certas coisas e pessoas e odiamos e tememos outras.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;por esse motivo que certas coisas, certos sons, certas cores, certos animais, certas situações nos enchem de pavor, enquanto outras nos trazem bem-estar, sem que saibamos o motivo. A origem das simpatias e antipatias, amores e ódios, medos e prazeres desde a nossa mais tenra infância, em geral nos primeiros meses e anos de nossa vida, quando se formaram as relações afetivas fundamentais e o complexo de Édipo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;dimensão imaginária de nossa vida psíquica - substituições, sonhos, lapsos, atos falhos, prazer e desprazer, medo ou bem-estar com objetos e pessoas - indica que os recursos inconscientes surgem na consciência em dois níveis: o nível do conteúdo manifesto (escada, mar e incêndio, no sonho; a palavra esquecida e a pronunciada, no lapso; o pé torcido ou objeto partido, no ato falho) e o nível do conteúdo latente, que é o conteúdo inconsciente verdadeiro e oculto (os desejos sexuais). Nossa vida normal se passa no plano de conteúdos manifestos e, portanto, no imaginário. Somente uma análise psíquica e psicológica desses conteúdos, por meio de técnicas especiais (trazidas pela psicanálise), nos permite decifrar o conteúdo latente que se dissimula sob o conteúdo manifesto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A psicanálise e a psicologia de Schopenhauer, Brentano e Hartmann&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os críticos consideram impressionante o quanto possivelmente &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-brentano.html"&gt;Brentano&lt;/a&gt; influenciou a Freud. Este assistiu suas aulas por pelo menos dois anos, e exatamente na época que Brentano publicou seu famoso livro de 1874, Psychologie vom empirischen Standpunkte (Psychology from an Empirical Standpoint. Trad. de A. C. Rancurello, D. B. Terrell, and L. L. McAlister. Ed. Routledge &amp;amp; Kern Paul, Londres, 1973; 448 p. - "A Psicologia de um ponto de vista empírico") em que seu equacionamento entre o físico e o psíquico, o psicossomático, é mais salientado. &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fcp-schopenhauer.html"&gt;Arthur Schopenhauer&lt;/a&gt; é citado inúmeras vezes no referido livro, onde Brentano também discute amplamente &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ec-hartmann.html"&gt;Karl von Hartman&lt;/a&gt;, filósofo alemão chamado "o filósofo do inconsciente", autor de "A filosofia do inconsciente", de 1983, e o faz precisamente na questão dos estados mentais inconscientes. Brentano gozava de grande popularidade em meio aos estudantes, entre os quais estavam, além de &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-freud.html"&gt;Sigmund Freud&lt;/a&gt;, o psicólogo &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-stumpf.html"&gt;Carl Stumpf&lt;/a&gt;, e o filósofo &lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/fcp-husserl.html"&gt;Edmund Husserl&lt;/a&gt;.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O quanto Freud retirou de Schopenhauer foi provavelmente através de Brentano. Alguns críticos de Freud dizem que ele não fez muito mais que desenvolver na Psicanálise as idéias que o filósofo apresentou em seu livro "O mundo como vontade e representação". E o mais importante, Schopenhauer articula a maior parte da teoria freudiana da sexualidade. A começar pela sua teoria dos instintos, o poder dos complexos com origem na inibição sexual, incesto, fixação materna e complexo de Édipo, correspondem perfeitamente à Vontade opressora que, na psicologia de Schopenhauer, dirige as ações do homem, e o faz de modo total, não apenas no instinto sexual (Eros) como também no instinto de morte (Tanatus) uma manifestação da mesma Vontade condutora da natureza. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O conceito de "Vontade" de Schopenhauer contem também os fundamentos do que viriam a ser os conceitos de "inconsciente" e "Id" da doutrina freudiana. A Vontade como coisa absoluta e auto-suficiente, tem ela própria "desejos". Quando se manifesta na forma de uma criatura ela busca se perpetuar por via dos meios de reprodução dessa criatura. Por isso o sexo é básico para a Vontade perpetuar a si própria. Resulta que o impulso sexual é o mais veemente de todos os apetites, o desejo dos desejos, a concentração de toda nossa vontade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;que Schopenhauer escreveu sobre a loucura antecipou a teoria da repressão e a concepção da etiologia das neuroses na teoria da Psicanálise e inclusive o que veio a ser a teoria fundamental do método da livre associação de idéias utilizado por Freud.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Rubem Queiroz Cobra - Doutor em Geologia e bacharel em Filosofia&lt;br /&gt;Cobra, Rubem Q. - A Psicanálise. COBRA PAGES: www.cobra.pages. nom.br, Internet, Brasília, 2003. ("Geocities.com/cobra_pages" é "Mirror Site" de COBRA.PAGES)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4294056563082219637?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4294056563082219637/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4294056563082219637&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4294056563082219637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4294056563082219637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/aprofundando-na-psicanalise.html' title='Aprofundando na Psicanálise'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUPXbQKErI/AAAAAAAAARQ/BPbAkdMlAN0/s72-c/Freud-olho-710438.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1683327017058104042</id><published>2009-04-02T11:23:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T11:31:44.670-07:00</updated><title type='text'>Introdução à Teoria de Winnicott</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUECahyVQI/AAAAAAAAARI/6Ngm4jE-iSM/s1600-h/quadro-mae-e-filho5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320162974335390978" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 160px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUECahyVQI/AAAAAAAAARI/6Ngm4jE-iSM/s200/quadro-mae-e-filho5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Winnicott foi um dos primeiros autores a hierarquizar o papel da mãe no funcionamento mental da criança. Ele considerou que a mãe intervém como ativa construtora do espaço mental da criança. Santos (2008) diz que na teoria psicanalítica de Winnicott o ser humano não é apresentado como um objeto da natureza, mas sim como uma pessoa que para existir precisa do cuidado e atenção de um outro ser humano. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para Winnicott &lt;strong&gt;o objeto externo é muito mais do que um modulador das projeções da criança&lt;/strong&gt;. A mãe participa de uma verdadeira unidade com o seu filho, ajuda a formar sua mente, fazendo com que este processo seja bem feito. “Ao lhe dar amor, fornece-lhe uma espécie de “energia vital”, que o faz progredir e amadurecer.” (Bleichmar e Bleichmar, 1992, pág. 246). Winnicott acreditava que a mãe suficientemente boa é aquela que possibilita ao bebê a ilusão de que o mundo é criado por ele, concedendo-lhe, assim, a experiência da onipotência primária, base do fazer-criativo. E a percepção criativa da realidade é uma experiência do self, núcleo singular de cada indivíduo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Gurfinkel (1999) destaca que para a teoria psicanalítica de Winnicott o que está em questão não é a vida erótica do sujeito, mas a conquista de um lugar para viver, ou a base do self no corpo. A localização do self no corpo não é uma experiência dada desde sempre, mas sim o fruto de um desenvolvimento sadio. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ao se estudar o primeiro vínculo emocional com a mãe, em termos de experiência sensoriais, afetivas e de constituição do psiquismo, passa-se de uma postura edípica a uma bipessoal, do falo ao seio, do triangulo à relação com a mãe.” (Bleichmar e Bleichmar, 1992, pág. 243) &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Winnicott acreditava no potencial criativo humano&lt;/strong&gt;, a noção de um ser humano que já traz em si as potencialidades do viver. Santos (2008) diz que o que está em jogo na natureza humana e o que a constitui é o seu acontecimento como ser humano, isto é, a sua continuidade de ser como pessoa. Winnicott recusa decididamente o naturalismo e o determinismo, isto é, recusa a objetificação do ser humano. Ele não concebe o ser humano como um mero fato, um efeito de causas, uma coisa em conexão causal com outras coisas da natureza.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele &lt;strong&gt;localiza o início dos problemas psicológicos no vínculo entre recém-nascido e mãe.&lt;/strong&gt; A base da estabilidade mental depende das experiências iniciais com a mãe e, principalmente, de seu estado emocional. Na abordagem winnicottiana o analista deve oferecer ao paciente o que não teve, criando processos que nunca existiram, capacidades e funções psicológicas, dotando seu paciente de estruturas ausentes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Winnicott acredita que há três espaços psíquicos. O interno, o externo e o transicional&lt;/strong&gt;. O espaço transicional é uma zona intermediária, que vai do narcisismo primário ao julgamento de realidade. No início há objetos que não são internos nem externos, só depois virá a delimitação entre ambos. A mãe deve juntar os pedacinhos, permitindo que a criança se sinta dentro dela. A mãe, ao nomear o filho unifica-o. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;O ambiente deve se adaptar adequadamente à criança, para formar seu verdadeiro self&lt;/strong&gt;. Se a mãe se adequa de uma forma suficientemente boa, não interfere no desenvolvimento da criança. Não é a mãe que molda completamente a criança – esta tem sua autonomia, com sua capacidades inatas de desenvolvimento – a mãe assegura o ponto de referência para que o processo continue. Winnicott crê que ao sair do narcisismo primário, o destino do sujeito depende do fracasso ou do êxito do ambiente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Não considera os fatores internos tão determinantes quanto os externos&lt;/strong&gt;. Enquanto para Melanie Klein o ambiente era um fator importante, mas não concentrava nele sua atenção, para Winnicott o ambiente era um elemento fundamental, a ponto de considerar as falhas ambientais como a etiologia principal dos quadros psicopatológicos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;A mãe deve funcionar como “ego-auxiliar” da criança&lt;/strong&gt;. Quando a sustentação exercida pela mãe for bem sucedida, a criança a vive como uma “continuidade existencial”; no entanto, quando falha, o bebê terá uma experiência subjetiva de ameaça, que obstaculiza o desenvolvimento normal. A falta de holding adequado provoca uma alteração no desenvolvimento, cria-se uma “casca” (o falso self) em extensão da qual o individuo cresce, enquanto o “núcleo” (o verdadeiro self) permanece oculto e sem poder se desenvolver. O falso self surge pela incapacidade materna de interpretar as necessidades da criança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O desenvolvimento do falso self às custas do verdadeiro self, se relaciona a uma amplitude na escala de psicopatologia que irá desde sensações subjetivas de vazio, futilidade e irrealidade até tendências anti-sociais, psicopatia, caracteropatias e psicoses.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Algumas de suas contribuições mais importantes de Winnicott são suas idéias sobre o objeto transicional, a diferença entre self verdadeiro e falso, a noção de sustentação ou holding e as muitas aberrações entre o desenvolvimento emocional infantil.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Psicologado.com&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1683327017058104042?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1683327017058104042/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1683327017058104042&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1683327017058104042'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1683327017058104042'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/winnicott-foi-um-dos-primeiros-autores.html' title='Introdução à Teoria de Winnicott'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUECahyVQI/AAAAAAAAARI/6Ngm4jE-iSM/s72-c/quadro-mae-e-filho5.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1885560099494812946</id><published>2009-04-02T11:00:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T11:35:35.689-07:00</updated><title type='text'>Winnicott - Principais Conceitos</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUBaNXEM2I/AAAAAAAAARA/-eshZygeOsw/s1600-h/Winnicott+Conceitos.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320160084582740834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 142px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUBaNXEM2I/AAAAAAAAARA/-eshZygeOsw/s200/Winnicott+Conceitos.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para Winnicott a criança nasce indefesa. É um ser desintegrado, que percebe de maneira desorganizada os diferentes estímulos provenientes do exterior. O bebê nasce também com uma tendência para o desenvolvimento. A tarefa da mãe é oferecer um suporte adequado para que as condições inatas alcancem um desenvolvimento ótimo. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;Holding&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para Winnicott a sustentação ou holding protege contra a afronta fisiológica. O holding deve levar em consideração a sensibilidade epidérmica da criança – tato, temperatura, sensibilidade auditiva, sensibilidade visual, sensibilidade às quedas – assim como o fato de que a criança desconhece a existência de tudo o que não seja ela própria. Inclui toda a rotina de cuidados ao longo do dia e da noite. A sustentação compreende, em especial, o fato físico de sustentar a criança nos braços, e que constitui uma forma de amar. A mãe funciona como um ego auxiliar.&lt;br /&gt;Winnicott propõe que, durante os últimos meses de gestação e primeiras semanas posteriores ao parto, produz-se na mãe um estado psicológico especial, ao qual chamou de “preocupação materna primaria”. A mãe adquire graças a esta sensibilização, uma capacidade particular para se identificar com as necessidades do bebê.&lt;br /&gt;O holding feito pela mãe é o fator que decide a passagem do estado de não-integração, que caracteriza o recém-nascido, para a integração posterior. O vínculo entre a mãe e o bebê assentará as bases para o desenvolvimento saudável das capacidades inatas do indivíduo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Self Verdadeiro e Falso Self&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O ser humano, para Winnicott, nasce como um conjunto desorganizado de pulsões, instintos, capacidades perceptivas e motoras que conforme progride o desenvolvimento vão se integrando, até alcançar uma imagem unificada de si e do mundo externo. (Bleicmar e Bleicmar, 1992).&lt;br /&gt;O papel da mãe é prover o bebê de um ego auxiliar que lhe permita integrar suas sensações corporais, os estímulos ambientais e suas capacidades motoras nascentes.&lt;br /&gt;Quando a mãe não fornece a proteção necessária ao frágil ego do recém-nascido; a criança perceberá esta falha ambiental como uma ameaça à sua continuidade existencial, a qual, por sua vez, provocará nela a vivência subjetiva de que todas as suas percepções e atividades motoras são apenas uma resposta diante do perigo a que se vê exposta. Pouco a pouco, procura substituir a proteção que lhe falta por um “fabricada” por ela. O sujeito vai se envolvendo em uma casca, às custas da qual cresce e se desenvolve o self. O individuo vai se desenvolvendo como uma extensão da casca, como uma extensão do meio atacante.&lt;br /&gt;Winnicott diz que a “mãe boa” é a que responde a onipotência do lactante e, de certo modo, dá-lhe sentido. O self verdadeiro começa a adquirir vida, através da força que a mãe, ao cumprir as expressões da onipotência infantil, dá ao ego débil da criança. A mãe que “não é boa” é incapaz de cumprir a onipotência da criança, pelo que repentinamente deixa de responder ao gesto da mesma, em seu lugar coloca o seu próprio gesto, cujo sentido depende da submissão ou acatamento do mesmo por parte da criança. Esta submissão constitui a primeira fase do self falso e é própria da incapacidade materna para interpretar as necessidades da criança.&lt;br /&gt;Nos casos mais próximos da saúde, o self falso age como uma defesa do verdadeiro, a quem protege sem substituir. Nos casos mais graves, o self falso substitui o real e o indivíduo. Winnicott diz que na saúde o self falso se encontra representado por toda a organização da atitude social cortês e bem educada. Produziu-se um aumento da capacidade do individuo para renunciar a onipotência e ao processo primário, em geral, ganhando assim um lugar na sociedade que jamais se pode conseguir manter mediante unicamente o self verdadeiro. O falso self, especialmente quando se encontra no extremo mais patológico da escala, é acompanhado geralmente por uma sensação subjetiva de vazio, futilidade e irrealidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;Objeto transicional&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O objeto transicional representa a primeira posse “não-ego” da criança, têm um caráter de intermediação entre o seu mundo interno e externo.&lt;br /&gt;Em Winnicott o conceito de objeto ou fenômeno transicional recebe três usos diferentes: um processo evolutivo, como etapa do desenvolvimento; vinculada às angústias de separação e às defesas contra elas; representando um espaço dentro da mente do indivíduo. Ele propõe ainda que em determinadas condições, o fenômeno ou objeto transicional pode ter uma evolução patológica, ou mesmo se associar a certas condições anormais.&lt;br /&gt;O objeto transicional é algo que não está definitivamente nem dentro nem fora da criança; servirá para que o sujeito possa experimentar com essas situações, e para ir demarcando seus próprios limites mentais em relação ao externo e ao interno. Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que o objeto transicional está situado em uma zona intermediária, na qual a criança se exercita na experimentação com objetos, mesmo que estejam fora, sente como parte de si mesma.&lt;br /&gt;Para explicar a constituição do objeto transicional, Winnicott remonta ao primeiro vínculo da criança com o mundo externo, a relação com o seio materno. No princípio, a criança tem uma ilusão de onipotência, vivenciando o seio como sendo parte do seu próprio corpo. Mas, uma vez alcançada esta onipotência ilusória, a mãe deve idealmente, ir desiludindo a criança, pouco a pouco, fazendo com que o bebê adquira a noção de que o seio é uma “possessão”, no sentido de um objeto, mas que não é ele (“pertence-me, mas não sou eu”).&lt;br /&gt;O objeto transicional ocupa para um lugar que Winnicott chama de ilusão. Ao contrario do seio, que não está disponível constantemente, o objeto transicional é conservado pela criança. Ela é quem decide a distância entre ela e tal objeto. Como os fenômenos transacionais “representam” a mãe é essencial que ela seja vivenciado como um objeto bom. Bleichmar e Bleichamar (1992) relatam que, quando dentro da criança, o objeto materno está danificado, é pouco provável que ela recorra, de maneira constante, a um fenômeno transicional.&lt;br /&gt;Winnicott aponta algumas características que são comuns aos objetos transicionais: a criança afirma uma série de direitos sobre o objeto; o objeto é afetuosamente ninado e excitadamente amado e mutilado; deve sobreviver ao ódio, ao amor, e à agressão. É muito importante que o objeto sobreviva à agressão, possibilitando a criança neutraliza-la, dando-lhe, posteriormente, um fim construtivo, ao notar que esta não destrói os objetos.&lt;br /&gt;A ligação e o afastamento do objeto transicional deixa em cada sujeito uma marca: fica na mente do indivíduo um espaço que, assim como o objeto transicional, é intermediário entre o interno e o externo. É nesse espaço que se produz muitas das atividades criativas do homem, como as artes, a musica, etc. que “representam” o mundo interno para o exterior e, em certo sentido, “representa” a realidade para si mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Desenvolvimento psíquico&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Winnicott propõe que a maturação emocional se dê em três etapas sucessivas: a da integração e personalização, a da adaptação à realidade e a de pré-inquietude ou crueldade primitiva. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Integração e personalização&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Para Winnicott as experiências iniciais ou diádicas são estruturantes do psiquismo, participam da organização da personalidade e dos sintomas. O bebê nasce em um estado de não integração. Onde os núcleos do ego estão dispersos e, para o bebê, estes núcleos estão incluídos em uma unidade que ele forma com o meio ambiente. A meta desta etapa é a integração dos núcleos do ego e a personalização – adquirir a sensação de que o corpo aloja o verdadeiro self. O objeto unificador do ego inicial não integrado da criança é a mãe e sua atenção (holding).&lt;br /&gt;Na etapa inicial de desenvolvimento a questão primordial é a presença de uma mãe-ambiente confiável que se adapte às suas necessidades de maneira virtualmente perfeita. Gurfinkel (1999) lembra que Winnicott inclui entre as “necessidades do ego” tanto os cuidados físicos quanto os psíquicos. Nem a realização mecânica das tarefas físicas ligadas ao lidar com o bebê, e nem a resposta imediata às suas demandas pulsionais implicam a satisfação das necessidades do ego&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A integração&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; é obtida a partir de duas séries de experiências: por um lado tem especial importância a sustentação exercida pela mãe, que “recolhe os pedacinhos do ego”, permitindo a criança que se sinta integrada dentro dela; por outro lado há um tipo de experiência que tende a reunir a personalidade em um todo, a partir de dentro (a atividade mental do bebê). Chega um período em que a criança, graças às experiências citadas, consegue reunir os núcleos do seu ego, adquirindo a noção de que ela é diferente do mundo que a rodeia. Esse momento de diferenciação entre “eu” e “não-eu” pode ser perigoso para o bebê, pois o exterior pode ser sentido como perseguidor e ameaçador. Essas ameaças são neutralizadas, dentro do desenvolvimento sadio, pela existência do cuidado amoroso por parte da mãe.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A personalização&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; – definida por Winnicott como “o sentimento de que a de que a pessoa de alguém encontra-se no próprio corpo”. O autor propõe que o desenvolvimento normal levaria a alcançar um esquema corporal, chamando-o de unidade psique-soma. Gurfinkel (1999) diz que a psique e o soma – que formam o esquema corporal de todo indivíduo – interpenetram-se e desenvolvem-se em uma relação dialética, e apresentam o paradoxo da diversidade na unidade.&lt;br /&gt;Para Winnicott mente e psique são conceitos diferentes; trata-se de registros relacionados, mas heterogêneos. A psique é a elaboração imaginativa das partes, sentimentos e funções somáticas e não se separa, nem se divide do soma. A mente, no desenvolvimento saudável, não é nada mais do que um caso particular do funcionamento do psicossoma, surgindo como uma especialidade a partir da parte psíquica do psicossoma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;Adaptação à realidade &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A medida que o desenvolvimento progride, a criança tem um ego relativamente integrado, e com a sensação de que o núcleo do si-próprio habita o seu corpo. Ela e o mundo são duas coisas separadas. A etapa seguinte é conseguir alcançar uma adaptação à realidade.&lt;br /&gt;Nessa etapa a mãe tem o papel de prover a criança com os elementos da realidade com que irá construir a imagem psíquica do mundo externo. A adaptação absoluta do meio ao bebê se torna adaptação relativa, através de um delicado processo gradual de falhas em pequenas doses.&lt;br /&gt;Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que para Winnicott a fantasia precede a objetividade, e o seu enriquecimento com aspectos da realidade depende da ilusão criada pela mãe; tudo repousa no vínculo precoce da criança com sua mãe. Mas o acoplamento entre alucinação infantil e os elementos da realidade fornecidos pela mãe nunca poderá ser perfeito. No entanto, o lactante pode vivê-lo como quase ótimo, graças a uma parte de sua personalidade, que procura preencher o vazio entre alucinação e realidade – a mente.&lt;br /&gt;Winnicott considera que a atividade mental da criança faz com que um meio ambiente suficiente se transforme em um perfeito, converte o relativo fracasso da adaptação em um sucesso adaptativo. O autor fala que o que libera a mãe de ser quase perfeita é a compreensão da criança.&lt;br /&gt;A mente se desenvolve através da capacidade de compreender e compensar as falhas; é uma função do ambiente à medida que ele começa a falhar, Gurfinkel (1999) diz que é apenas à medida que o ambiente falha que ele começa a existir para o bebê enquanto realidade. Portanto, se no início, a tarefa da mãe é adaptar-se de maneira absoluta às necessidades do bebê, em seguida, será de fundamental importância que ela possa fornecer um fracasso gradual da adaptação para que a função mental do bebê se desenvolva satisfatoriamente. O resultado disto será a emergência da capacidade do próprio sujeito de cuidar de seu self, atingindo um estágio de dependência madura.&lt;br /&gt;Quando p ambiente não proporciona os cuidados que o psicossoma considera como elementares, a mente se vê obrigada a uma hiperatividade, o pensamento do indivíduo começa a assumir o controle e a organizar o cuidado ao psique-soma, podendo ocasionar uma oposição entre mente e psicossoma, ocasionado um distanciamento do verdadeiro self. Em estado de saúde, a mente não usurpa as funções do meio, mas possibilita uma compreensão e eventual aproveitamento de sua falha relativa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;Crueldade primitiva (fase de pré-inquietude)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Depois de a criança ter alcançado a diferenciação entre ela e o meio circundante e se adaptar em certa medida à realidade, pela absorção de pautas objetivas dela, que modificam suas fantasia, o último passo que deve dar é integrar em um todo as diferentes imagens que tem de sua mãe e do mundo.&lt;br /&gt;Winnicott pensa que a criança pequena tem uma cota inata de agressividade, que se exprime em determinadas condutas auto-destrutivas. O bebê volta seu ódio sobre si mesmo para proteger o objeto externo; mas esta manobra não é suficiente e em sua fantasia a mãe pode ficar intensamente danificada. (Bleichmar e Bleichmar, 1992).&lt;br /&gt;A mãe é, além do objeto que recebe, em certos momentos, a agressão da criança, é também aquela que cuida dela e a protege. Quando a criança exprime raiva e recebe amor, a criança confirma que a mãe sobreviveu e é um ser separado dela. O bebê adquire a noção de que suas próprias pulsões não são tão danosas e pode, pouco a pouco, aceitar a responsabilidade que possui sobre elas.&lt;br /&gt;Bleichmar e Bleichmar (1992) dizem que simultaneamente a mãe que é agredida e a mãe que cuida vão se aproximando na mente do indivíduo, que assim adquire a capacidade de se preocupar com seu bem-estar, como objeto total. Isto constitui o grande sucesso que, que Winnicott identifica como a última das etapas do desenvolvimento emocional primitivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Psicologado.com&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1885560099494812946?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1885560099494812946/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1885560099494812946&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1885560099494812946'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1885560099494812946'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/winnicott-principais-conceitos.html' title='Winnicott - Principais Conceitos'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdUBaNXEM2I/AAAAAAAAARA/-eshZygeOsw/s72-c/Winnicott+Conceitos.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-6846318762730265499</id><published>2009-04-02T10:49:00.000-07:00</published><updated>2009-04-02T11:32:48.944-07:00</updated><title type='text'>Donald Woods Winnicott</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdT80Os78iI/AAAAAAAAAQ4/MYrsSu7bfQs/s1600-h/donald.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5320155034061369890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 141px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdT80Os78iI/AAAAAAAAAQ4/MYrsSu7bfQs/s200/donald.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Donald Woods Winnicott nasceu em sete de abril de 1896, em Plymouth na Inglaterra. Filho de John Frederick Winnicott e Elizabeth Martha Woods Winnicott. "Donald" é derivado da antiga palavra celta que significa "poderoso, vigoroso"; "Winn", palavra saxônica que possivelmente signifique "amigo"; e de "Cott", "casa" que sugere "estabilidade de vida".&lt;br /&gt;Em 1923, obtém o cargo de médico no hospital Paddington Green Children, em Londres. Neste mesmo ano, começou sua análise pessoal com o Dr. James Strachey, tradutor oficial de inglês, das obras completas de Sigmund Freud. Essas duas experiências, o exercício da pediatria e sua análise pessoal, marcaram de maneira fundamental seu trabalho posterior.&lt;br /&gt;Em 1927, Winnicott foi aceito para começar sua formação analítica na Sociedad Psicoanalítica Británica. Em 1934, concluía sua formação como analista de adultos e em 1935, como analista de crianças, sendo considerado, por três décadas, um fenômeno isolado, pois nenhum outro analista era pediatra. Quando terminou a Segunda Guerra, Winnicott foi nomeado Diretor do Departamento Infantil do Instituto Psicanalítico da Sociedade Britânica, cargo no qual se manteve por 25 anos. Foi ainda, por dois mandatos consecutivos, Presidente da Sociedade Britânica de Psicanálise. Continuou trabalhando no hospital Paddington Green Children's até os anos 60.&lt;br /&gt;A partir de 1936, Winnicott começou a ministrar um curso regular sobre crescimento e desenvolvimento humano para professores do Instituto de Educação de Londres, a convite de uma amiga pessoal e colega, a Dra. Susan Isaacs. A partir de 1947, ministrou palestras para estudantes de assistência social na Escola Londrina de Economia e Ciências Políticas. Entre 1940 e 1944 fez supervisão com Melanie Klein.&lt;br /&gt;Winnicott tinha uma boa reputação como conferencista interessante e espontâneo, e a British Broadcasting Corporation (BBC) convidou-o a falar para pais e mães pelo rádio. Entre 1939 e 1962, ele participou de cerca de cinqüenta programas sobre uma enorme gama de assuntos, que variaram desde “a contribuição do pai”, “o filho único”, “a importância de visitar as crianças no hospital”, e “a dinâmica da adoção”, até “a psicologia dos pais adotivos”, “o significado do ciúme” e “as vicissitudes da culpa”.&lt;br /&gt;Oliveira (2008) destaca que além dessas conversas individuais pelo rádio, Winnicott preparou ainda dois conjuntos completos de palestras. Janet Quigley produziu a primeira série em 1945, no fim da Segunda Guerra Mundial, e essas palestras apareceram posteriormente sob a forma de um panfleto, sob o título de Getting to Know Your Baby, que continha as transcrições de seis programas radiofônicos e era vendido por um shilling. A capa do pequeno folheto mostrava a reprodução de um entalhe em madeira de uma mãe com seu bebê feito por Alice Winnicott.&lt;br /&gt;Entre 1949 e 1950 foram ao ar pela BBC, várias outras palestras sobre o tema "The Ordinary Devoted Mother". Nove transmissões dessa série foram lançadas no panfleto "The Ordinary Devoted Mother and Her Baby: nine broadcast talks". Essas transmissões atingiram milhões de pessoas.&lt;br /&gt;Winnicott foi presidente do comitê de investigações da Associação Psicanalítica Internacional, que investigou a prática clínica de Jacques Lacan. Em 1953, Winnicott e vários colegas (Phyllis Greenacre, Hedwig Hoffer e Jeanne Lampl-de Groot) entrevistaram diversos membros da instituição de Lacan, a Société Française de Psychanalyse, assim como membros da clássica Société Psychanalytique de Paris, que alegavam que Lacan conduzia sessões de psicanálise mais curtas.&lt;br /&gt;Durante sua vida, Winnicott ocupou vários cargos importantes e recebeu diversas homenagens. Foi presidente da Seção Médica da British Psychological Society, presidente da Seção de Pediatria da Royal Society of Medicine e presidente da Associação para Psicologia e Psiquiatria Infantil. Em 1955, tornou-se também conferencista do Departamento de Desenvolvimento Infantil do Instituto de Educação da Universidade de Londres. Finalmente, em 1968, foi eleito membro honorário da Royal Medico-Psychological Association, e recebeu a cobiçada Medalha James Spence de Pediatria, prêmio que leva o nome de um dos heróis pessoais de Winnicott, o Professor Sir James Spence, ilustre médico de crianças nascido em Newcastle-upon-Tyne, o qual insistia em que as mães e os bebês recém-nascidos não deviam ser separados no momento do nascimento. A Sociedade Psicanalítica Finlandesa também homenageou Winnicott, convidando-o a tornar-se membro honorário. Recebeu, ainda, o título de Cavaleiro das mãos da rainha Elizabeth II.&lt;br /&gt;Winnicott conduziu palestras na Escócia, em Paris, Roma, Genebra, Copenhagen, Lisboa, Helsinque e Amsterdã. Além disso, fez pelo menos uma conferência no Canadá e um grande número de palestras pelo interior da Inglaterra, para uma grande variedade de organizações. Fez varias viagens aos Estados Unidos da América realizando palestras (em 1962, 1963, 1967 e em novembro de 1968, para falar na Sociedade Psicanalítica de Nova York e em outras instituições).&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Psicologado.com&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-6846318762730265499?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/6846318762730265499/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=6846318762730265499&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6846318762730265499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6846318762730265499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/donald-woods-winnicott-nasceu-em-sete.html' title='Donald Woods Winnicott'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdT80Os78iI/AAAAAAAAAQ4/MYrsSu7bfQs/s72-c/donald.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-867605472042372851</id><published>2009-04-01T20:25:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T20:38:30.116-07:00</updated><title type='text'>De que modo esteriótipos, preconceitos e a discriminação condicionam nossas relações com os outros?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdQzICmjL7I/AAAAAAAAAQw/M_YalLiGkRw/s1600-h/37.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319933273061928882" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 127px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdQzICmjL7I/AAAAAAAAAQw/M_YalLiGkRw/s200/37.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os estereótipos são um conjunto de crenças que dão uma imagem simplificada das características dos grupos, que se generalizam a todos membros. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Alguns exemplos: “os velhos são conservadores”, “os homens são uns machões”. São determinadas características que generalizamos. Na sua base está o processo de categorização, isto é, colocamos os indivíduos numa “gaveta” e permite-nos de uma forma mais rápida, orientarmo-nos na vida social. O que por um lado é bom, visto que, assim sabemos o que poderemos esperar dos outros, definir o correto do errado, o justo do injusto, o bonito do feio (função sociocognitiva). Contudo, se generalizarmos poderá estar errado, porque, por exemplo, nem todos os homens são machões, apenas pegamos as características que lhes são comuns e generalizamos (categorização estereotipada). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma vez interiorizada, o estereótipo é aplicado de forma automática, é uma construção social. Ao pertencermos a um grupo, leva-nos a distinguir os outros, permitindo definir positiva ou negativamente, por relação ao outro grupo. Por exemplo, se soubermos que um grupo tem uma imagem negativa de outro, os estereótipos contribuem para reforçar a identidade do grupo a que pertencemos (socioafetivo). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aqui encontra-se o preconceito, que tem também como base o processo de categorização e a base está na informação veiculada pelo estereótipo, isto é, o estereótipo fornece a informação cognitiva e o preconceito acrescenta-lhes a componente afetiva. Por exemplo, numa sociedade uma senhora sabe que na zona onde vive, os negros roubam, logo ela vai generalizar “todos os negros” e vai guardar com receio a sua carteira. Estamos perante um ato de discriminação (é um comportamento dirigido ao individuo visado de preconceito) como é o caso de um grupo de portugueses que afirma que os ucranianos deveriam ser expulsos do país, visto que tiram postos de trabalho aos residentes. Por exemplo, o preconceito racial, conduz à discriminação de pessoas de outras raças, já o preconceito sexista, conduz à discriminação de mulheres e o próprio preconceito religioso, conduz à discriminação das pessoas que professam outras religiões. Assim, no meio onde me insiro, as pessoas obtêm a aceitação social quando se comportam de acordo com os estereótipos. O preconceito e a discriminação pelas pessoas leva a que muitas das suas atitudes, sejam difíceis de mudar. Os estereótipos assumem posições radicais contra outros grupos, manifestando proteção do seu e o desejo de coesão. Muitos negros sentem-se inferiorizados, desvalorizados, porque muitas das sociedades não os aceitam como realmente gostariam que os vissem… &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: Olhar da Psicologia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Autora: &lt;/span&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Ana Tolda Pinto&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-867605472042372851?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/867605472042372851/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=867605472042372851&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/867605472042372851'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/867605472042372851'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/de-que-modo-esteriotipos-preconceitos-e.html' title='De que modo esteriótipos, preconceitos e a discriminação condicionam nossas relações com os outros?'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdQzICmjL7I/AAAAAAAAAQw/M_YalLiGkRw/s72-c/37.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1631773220910062005</id><published>2009-04-01T19:52:00.000-07:00</published><updated>2009-04-01T20:21:33.799-07:00</updated><title type='text'>Espeficidade Humana - Quem Sou Eu?</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdQucC_H4DI/AAAAAAAAAQo/vsjf7q861fo/s1600-h/Quem+Sou+eu.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5319928119204241458" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 175px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdQucC_H4DI/AAAAAAAAAQo/vsjf7q861fo/s200/Quem+Sou+eu.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quem sou eu? Eu, quem? Tão estranha é a nossa existência. Poderei dizer que sou um ser humano. Mas o que é um ser humano?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Deixando-nos de filosofias e começando sim a estudar integralmente o ser humano, sabemos que a sua especificidade se encontra relacionada com a genética, com o cérebro, com a cultura e sobretudo com a história pessoal. O Eu é determinado primeiramente biologicamente através dos genes (que contêm informações genéticas relativas a uma determinada característica), cromossomas (estruturas existentes no núcleo das células que contêm o DNA e proteínas) e DNA (onde estão registadas todas as informações sobre o funcionamento a célula) fornecido pelos nossos progenitores ao sermos gerados. Assim, começamos por ter um genótipo que posteriormente determina o nosso fenótipo. Que depois nos fornece a nossa ontogénese (desenvolvimento individual) que mais tarde determina a filogénese (desenvolvimento da espécie). É importante referir que temos um programa genético aberto, o que faz com que não apresentemos as nossas capacidades e competência desenvolvidas (prematuridade) e tenhamos um longo período de infância e aprendizagem (neotenia), para podermos desta forma adquirir inúmeras vantagens adaptativas (adaptamo-nos às alterações, somos únicos e irrepetíveis).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Quanto ao cérebro, este órgão enigmático, que detém os maiores mistérios alguma vez desvendados, também faz parte deste puzzle que é o eu. Este, é constituído pela Espinal Medula e pelo encéfalo mais os neuronios que comunicam entre si através de uma ligação funcional - sinapse. É devido à sua especialização funcional (lateralização hemisférica, em que o hemisfério direito apesar de ter as suas funções comunica com o esquerdo, complementando deste modo o seu funcionamento) à integração sistémica, que faz com que o cérebro funcione como um todo, às áreas diversificadas (pré-frontais responsáveis pela nossa memória, personalidade, reflexão, consciência, decisão; as áreas temporais, responsáveis pela nossa audição; as áreas occipitais, responsáveis pela visão e as áreas parietais, responsáveis pelas nossas sensações, à capacidade de plasticidade (o cérebro modela-se em função das experiências vividas ao longo da vida), à aprendizagem, à lentificação (pois somos os indivíduos que estamos mais dependentes dos nossos pais, sendo lentos na aprendizagem) e à individuação ( que torna cada pessoa naquilo que é, um ser único e irrepetível). Tudo isto acaba por nos transformar naquilo que somos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Outro aspecto muito importante é a relação que estabelecemos com os outros. Esta é crucial na nossa identificação, pois é nas nossas ligações que conseguimos delinear mais facilmente quem somos. Um exemplo que dos dá identidade é a nossa cultura que sendo o conjunto de crenças, valores, leis e tradições acaba por indiretamente nos conduzir a um padrão cultural que dificilmente deixará de ser o nosso, a não ser que haja aculturação e a nossa cultura se integre com outra, fazendo um “mix” de valores conjuntos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por fim, todas as nossas vivências, experiências de vida e lembranças acabam por nos fazer aquilo que somos, pois só elas são diferentes de pessoa para pessoa, de indivíduo para indivíduo e só elas distinguem o eu do tu. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Concluindo, afinal quem sou eu? Eu sou um conjunto de cromossomas que refletem uma imagem. Que formam um cérebro capaz de aprender e viver as suas experiências num local onde a cultura nos influencia e nos faz viver as nossas histórias pessoais, que um dia mais tarde recordaremos com nostalgia e tristeza, por uma existência tão efêmera. É verdade, é com muita pena minha que acabamos este texto da mesma forma que o começamos. A única certeza que temos, neste mar de incertezas é que não nos conseguimos definir. Esta questão faz-me lembrar o célebre poema de António Gedeão: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;"Homem &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Inútil definir este animal aflito.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nem palavras, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;nem cinzéis, nem acordes, &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;nem pincéis são gargantas deste grito. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Universo em expansão. &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Pincelada de zarcão desde mais infinito a menos infinito."&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nesta realidade, o Homem, não se consegue definir, aliás é até inútil fazê-lo, pois como o próprio autor nos mostra, nem com palavras, nem com cinzéis, nem com acordes ou pincéis o conseguiríamos fazer. Podemos apenas dizer que é algo de profundo e que se encontra em expansão, que se sabe que existe e que para além de todas as coisas busca uma explicação para tudo o que vê e/ou sente. É determinado e em caso algum desiste de encontrar uma definição para si mesmo. É imenso e não termina, ou seja, é infinito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O Homem é Tudo e Nada. É Tudo devido à sua grandiosidade e é simplesmente Nada, quando se tenta definir, pois não consegue. E agora eu pergunto: Quem é afinal este ser que se julga tão grandioso e que ao mesmo tempo não consegue dizer quem é? Quem é ele todos queremos saber.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;E eu que posso dizer? Que a resposta é muito simples de se obter. O Homem é um enigma. Um arcano interessante que por mais que dêmos voltas à cabeça, e por mais que pensemos e por mais que estudemos, acabamos sempre por concluir a mesma conclusão: que este grande enigma só tem uma solução, que é não ter explicação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte: O Olhar da Psicologia&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1631773220910062005?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1631773220910062005/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1631773220910062005&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1631773220910062005'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1631773220910062005'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/04/espeficidade-humana-quem-sou-eu.html' title='Espeficidade Humana - Quem Sou Eu?'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SdQucC_H4DI/AAAAAAAAAQo/vsjf7q861fo/s72-c/Quem+Sou+eu.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-8716673145988751743</id><published>2009-03-24T21:21:00.000-07:00</published><updated>2009-03-24T21:38:18.704-07:00</updated><title type='text'>A Sensação e A Percepção</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Scm1IgI_O2I/AAAAAAAAAQg/2YWfr9r_xVk/s1600-h/Ballet_by_miserable_beauty.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5316979992758795106" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Scm1IgI_O2I/AAAAAAAAAQg/2YWfr9r_xVk/s200/Ballet_by_miserable_beauty.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;I. NOÇÃO DE SENSAÇÃO.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1. Definição de sensação. — A sensação pode ser definida como um fenômeno psicológico produzido pela ação de um objeto sobre um órgão sensorial. A sensação é o resultado da transformação no cérebro de uma impressão originada de uma excitação provocada pelos objetos do mundo exterior. A sensação, no estado puro, nos permite apreender qualidades, sensíveis e não coisas propriamente dita. E, como raramente se encontra isolada, a sensação, quase sempre, representa antes o “resultado de uma abstração mental do que o fruto espontâneo de uma experiência psíquica". Deve, por isso, ser considerada como elemento da percepção e como manifestação intuitiva mais simples da consciência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2. Condições orgânicas e psíquicas. — Para que se realize o fenômeno da sensação são necessárias três condições fundamentais:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Excitação — ação de um excitante ou agente provocador sobre o órgão sensorial. Os excitantes podem ser: mecânicos (choques, picadas, etc.), físicos (luz, som, calor, eletricidade) ou químicos (substâncias cáusticas, irritantes, etc).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) Impressão — modificações orgânicas que se processam nos órgãos sensoriais e que se transmitem por fibras nervosas aos centros cerebrais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;c) Sensação — estado de consciência resultante dos processos anteriores.A primeira condição é de natureza físico-química. Só podemos explicá-la pela física e pela química. A segunda é de natureza fisiológica. Sua explicação é privativa da biologia. Somente a terceira condição é de natureza psicológica.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3. Elementos da sensação. — Toda sensação é integrada pelos seguintes elementos:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Um conhecimento — apreensão de uma qualidade sensível (som agudo, cor azul, sabor ácido, etc.);&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) Um estado afetivo — tonalidade agradável ou desagradável ligada a essa apreensão;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;c) Uma atividade — movimentos realizados pelos órgãos sensoriais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;4. Classificação das sensações. — A divisão clássica em cinco sentidos corresponde a noções incompletas sobre a natureza e a função dos órgãos sensoriais. Segundo Cuvillier, essa divisão é insuficiente, não só do ponto de vista anatômico como do ponto de vista psicológico. Do ponto de vista anatômico, está estabelecido que o tato pode ser decomposto em 4 ou 5 sentidos elementares, tendo, cada um, seus órgãos receptores distintos. Do mesmo modo, o ouvido compreende dois órgãos sensoriais: o da audição e o do equilíbrio. Do ponto de vista psicológico, para a consciência, uma sensação de frio difere tanto de uma sensação de contato, quanto uma sensação visual difere de uma sensação auditiva. Na realidade, podemos distinguir dez espécies de sentidos que deverão ser classificados da seguinte maneira: Sensações internas, correspondendo às impressões provenientes do interior do organismo; são as sensações sinestésicas;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Sensações motoras, correspondendo às impressões provenientes da atividade do próprio organismo; são as sensações: 1) estáticas ou de equilíbrio; 2) quinésicas ou de movimento;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) Sensações externas, correspondendo aos receptores que captam as excitações vindas do exterior e dos quais, uns, são impressionáveis por excitantes agindo por contato ou proximidade imediata: 1) sensações táteis; 2) sensações térmicas ou de calor e de frio; 3) sensações álgicas ou de dor; 1) sensações gustativas ou de paladar; e, outros, são impressionáveis por excitantes agindo à distância: 1) sensações olfativas; 2) sensações auditivas; 3) sensações visuais ou óticas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cada um desses sentidos corresponde um órgão especial: para as sensações visuais, os olhos; para as sensações auditivas, os ouvidos; para as sensações olfativas, a mucosa nasal; para as sensações gustativas, a língua; para as sensações táteis, térmicas e álgicas, terminações nervosas especiais; para as sensações estáticas ou de equilíbrio, os canais semi-circulares do ouvido interno; para as sensações sinestésicas ou de movimento,os nervos sensitivos dos músculos, das articulações dos membros e das cápsulas membranosas que os revestem. As sensações quinésicas ou de movimento nos informam sobre a posição dos membros e os movimentos que com eles executamos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;5. Caracteres da sensação. — &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Toda sensação transmite um ensinamento do mundo exterior. Estes ensinamentos constituem um fundo original, donde resultam, após uma elaboração todos os nossos conhecimentos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) A sensação é distinta da propriedade do objeto que a provoca. Segundo Taine, esta distinção "se faz comodamente, pois a propriedade pertence ao objeto e não a nós, ao passo que a sensação pertence a nós e não ao objeto".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;c) A sensação é distinta do processo fisiológico que a condiciona. Todo fenômeno fisiológico se reduz, em última análise, a uma modificação física ou química, enquanto que a sensação, como fato da consciência, é um processo puramente psicológico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;d) A sensação é essencialmente qualitativa. A sensação,sendo um fato da consciência, é um fenômeno qualitativo, susceptível de maior ou menor intensidade, mas que só pode ser observado, diretamente, por aquele no qual se realiza, não podendo, portanto, ser objeto de mensurações quantitativas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e) Para que haja sensação é necessário que a excitaçãopossua uma intensidade mínima. A esta intensidade mínimada excitação capaz de produzir a sensação dá-se o nome de "limiar da intensidade da sensação".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;f) A sensação, uma vez produzida, não desaparece logo, persistindo ainda durante algum tempo. Por essa razão, excitações seguidas, sucedendo-se com pequenos intervalos, são sentidas ou percebidas como uma única excitação. É o que acontece com as imagens cinematográficas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;6. Sensação e percepção. — As excitações que impressionam os nossos sentidos podem provocar em nós fenômenos diversos: ou são vagamente sentidas como impressões mais ou menos intensas e mais ou menos agradáveis; ou são, ao mesmo tempo, reconhecidas e interpretadas como sinais de objetos exteriores. À sensação interpretada, desta maneira, chamamos de percepção. A sensação, no primeiro caso, nos dá apenas a noção de uma qualidade ou de um estado (cor verde ou amarela, perfume suave ou intenso, som fraco ou forte), ao passo que, no segundo caso, como percepção, sugere a noção de um objeto determinado (cor de uma laranja, perfume de uma rosa, som de um violino).A percepção implica a "crença" na realidade exterior e um sentimento de "objetividade". Acompanha-se ainda de um verdadeiro "juízo de exterioridade". Essas reações mentais não resultam, somente, da visão do objeto. Nelas toma parte o cabedal de nossas experiências passadas. A percepção é um fenômeno complexo em que se reúnem, numa síntese, várias operações psicológicas: sensações, memória, associação, comparação, juízo, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;II. NATUREZA DA PERCEPÇÃO&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;7. Estrutura da percepção. — O mecanismo da percepção é objeto de divergência entre os psicólogos. Segundo a psicologia associacionista, a percepção é um conjunto de sensações que a associação une num todo homogêneo e ao qual a atenção confere clareza e nitidez. A sensação, a associação e a atenção representam, de acordo com esse ponto de vista, os elementos fundamentais do processo perceptivo. A Psicologia da Forma ("Gestalt-Psychologie") defende uma concepção diversa. Enquanto a psicologia associacionista considera a percepção como uma simples combinação de sensações elementares, a Psicologia da Forma concebe a percepção como uma síntese, como uma estrutura, como uma forma ("Gestalt"), constituída de elementos sem significação isolada, cujo valor não depende de atributos próprios, mas tão somente de sua posição no conjunto.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;8. Caracteres da percepção. — Segundo a Psicologia da Forma, a percepção possui os seguintes caracteres fundamentais:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) A estrutura da percepção possui uma organização própria. Ela unifica as partes e lhes dá uma significação. Há, assim, uma solidariedade íntima entre as funções exercidas por es elementos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) A estrutura da percepção possui um relevo próprio. Nela se revela um fundo sobre o qual se destaca uma figura. A qualquer instante, o fundo pode converter-se em figura.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;c) A estrutura da percepção possui uma tendência a encerrar-se em si mesma. Manifesta-se como tendência a absorver os elementos novos que sejam assimiláveis e a repelir os que se mostrem demasiadamente estranhos. Por isso, a parte incorporada a um conjunto perde, quase sempre, a sua individualidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;9. Erros da percepção. — &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Ilusões — o hábito de perceber as sensações sempre sob certas condições faz com que, todas as vezes que uma delas aparece fora de suas relações normais, a interpretemos erroneamente. Estes erros de percepção constituem as ilusões. As ilusões podem se originar de todos os sentidos, mas não provêm de sensações falsas ou erradas, mas sim de juízos falsos, de interpretações errôneas de sensações. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As causas das ilusões são diversas:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;1) Certas circunstâncias físicas — o meio que se interpõe, o movimento, a distância (uma bengala mergulhada n’água parece quebrada, uma torre vista ao longe parece quadrada, etc.).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;2) Certos estados fisiológicos — o daltonismo impede a visão do vermelho, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;3) Certos estados psicológicos — a desatenção, a prevenção, o medo, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;4) Certos, estados patológicos — a febre torna os alimentos sem sabor.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) Sonhos — resultam da atividade do espírito durante o sono. Antes, porém, do adormecer, na fase intermediária entre a vigília e o sono, surge, freqüentemente, em nosso espírito, uma floração contínua de imagens simples, rápidas, despidas de intelectualidade e revestidas de um colorido afetivo, às vezes, muito intenso. Essas imagens são chamadas "hipnagógicas". Quando imersos nesse estado, temos o sentimento confuso do caráter alucinatório dessas imagens, sabemos que sonhamos e que bastaria abrir os olhos para interromper essa seqüência de imagens múltiplas e fugazes.Se adormecermos completamente, essas imagens dominam e anulam as percepções e caímos, então, em pleno sonho. As imagens assumem, daí por diante, um aspecto francamente alucinatório e tendem a se dramatizar, isto é, a se ordenar sob a forma de um "assunto", muitas vezes, absurdo, estranho, bizarro. Essa dramatização das imagens é o resultado dessa tendência espontânea que possui o espírito para as construções lógicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;As representações do sonho têm sempre uma relação, direta ou indireta, consciente ou inconsciente, com as experiências passada e, sobretudo, com os fatos ou pensamentos do dia imediatamente anterior. A memória e a imaginação são os fatores dominantes na gênese das representações do sonho, às quais se associam as imagens suscitadas pelas impressões sensoriais que ocorrem durante o sono. As sensações internas ou viscerais têm uma influência manifesta sobre a gênese das emoções oníricas. Daí os pesadelos, sempre de origem sinestésica. A consciência no sonho é a vida psíquica espontânea, elementar. A consciência na vigília é a vida psíquica organizada. Donde a semelhança da consciência onírica com a consciência Infantil.Se o sonho influi sobre os centros motores do indivíduo, irmos o sonambulismo, em que o sonho se transforma em ação. O caráter alucinatório das imagens é de tal modo imperioso que domina a motricidade, enquanto que as sensações normais se tornam subconscientes. Estas não ficam, entretanto, abolidas: o sonâmbulo é capaz de uma certa adaptação ao meio exterior e pode obedecer a certas sugestões orais. (Piffault)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;10. Patologia da percepção. — As alterações patológicas da percepção podem ser de caráter qualitativo ou quantitativo. Vejamos as principais:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;a) Hiperpercepção — Aumento de intensidade das percepções, acompanhado, geralmente, de exaltação da atividade psíquica. Em certas neuroses, caracteriza-se por uma capacidade exagerada de ver, ouvir e sentir, provocando, por isso, um estado angustioso no doente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;b) Hipopercepção — Diminuição de intensidade das percepções, acompanhada de enfraquecimento da atividade psíquica. Observa-se nos estados psicastênicos, nas síndromes depressivas, nas esquizofrenias, etc.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;c) Micropsia — Os objetos são percebidos com dimensões reduzidas. d)Macropsia — Os objetos são percebidos com dimensões aumentadas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;d) Multipsia — Os objetos são percebidos multiplicados várias vezes.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;e) Discromopsia — os objetos são percebidos com cores diferentes das que possuem normalmente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;f) Alucinação — É a percepção sem objeto. O alucinado acredita perceber o que realmente não existe. As alucinações podem se originar de alterações dos órgãos dos sentidos e do sistema nervoso ou de perturbações mentais.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;11. Funções da percepção. — A percepção constitui o principal instrumento de aquisição da experiência humana. Por meio das sensações, recolhe do mundo exterior os elementos, que, trabalhados pela inteligência, vão constituir o vasto cabedal dos nossos conhecimentos, a nossa "fortuna psicológica". Daí o velho aforismo: "Nihil est in intellectu quod non antea in sensu fuerit", nada existe na inteligência que antes não haja passado pelos sentidos.Além de fatores da gênese e enriquecimento da nossa experiência, as percepções, por intermédio das sensações, desempenham ainda o papel de instrumentos de adaptação do nosso psiquismo ao universo e à vida. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;É assim que as sensações orgânicas mantêm o equilíbrio vital necessário ao funcionamento normal dos nossos órgãos. Do mesmo modo, as sensações visuais, auditivas, tácteis, olfativas, térmicas etc. realizam o ajustamento harmonioso do ser humano ao meio ambiente. Enfim, é através da percepção que se processa a "função do real", considerada por Pierre Janet como o fenômeno psíquico mais alto, mais delicado e mais complexo, graças ao qual o espírito do homem consegue ajustar-se, com precisão, às situações e aspectos cambiantes da realidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Fonte:&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; Prof. Cláudio Antônio Arantes Pompeu&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Bacharel em Filosofia pela Universidade de São Paulo. Licenciado em Filosofia pela Universidade de São Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-8716673145988751743?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/8716673145988751743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=8716673145988751743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/8716673145988751743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/8716673145988751743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/sensacao-e-percepcao.html' title='A Sensação e A Percepção'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Scm1IgI_O2I/AAAAAAAAAQg/2YWfr9r_xVk/s72-c/Ballet_by_miserable_beauty.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5539375139656484516</id><published>2009-03-20T20:23:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T20:56:52.182-07:00</updated><title type='text'>A Teoria da Gestalt</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScRlO_Pz80I/AAAAAAAAAQY/pji8Xzq4gC4/s1600-h/logo_gestalt600.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315484768374354754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScRlO_Pz80I/AAAAAAAAAQY/pji8Xzq4gC4/s200/logo_gestalt600.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A Psicologia da Forma -&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A Psicologia da Gestalt é uma das tendências teóricas mais coerentes e coesas da história da Psicologia. Seus articuladores se preocuparam em construir não só uma teoria consistente, mas também uma base metodológica forte, que garantisse a consistência teórica.&lt;br /&gt;Gestalt é um termo alemão de difícil tradução. O termo mais próximo em português seria forma ou configuração, que não é muito utilizado por não corresponder exatamente ao seu real significado em Psicologia.&lt;br /&gt;No final do século passado muitos estudiosos procuravam compreender o fenômeno psicológico em seus aspectos naturais (principalmente no sentido da mensurabilidade). A Psicofísica estava em voga.&lt;br /&gt;Ernst Mach (1838-1916), físico, e Chrinstiam von Ehrenfels (1859-1932), filósofo e psicólogo, desenvolviam uma psicofísica com estudos sobre as sensações (o dado psicológico) de espaço-forma e tempo-forma (o dado físico) e podem ser considerados como os mais diretos antecessores da Psicologia da Gestalt.&lt;br /&gt;Max Wertheimer, Wolfgang Köhler e Kurt Koffka, baseados nos estudos psicofísicos que relacionaram a forma e sua percepção, construíram as bases de uma teoria eminentemente psicológica.&lt;br /&gt;Eles iniciaram seus estudos pela percepção e sensação do movimento. Os Gestaltistas estavam preocupados em compreender quais os processos psicológicos envolvidos na ilusão de ótica, quando o estímulo físico é percebido pelo sujeito com uma forma diferente do que ele é na realidade.&lt;br /&gt;É o caso do cinema. Uma fita cinematográfica é composta de fotogramas com imagens estáticas. O movimento que vemos na tela é uma ilusão de ótica causada pelo fenômeno da pós-imagem retiniana (qualquer imagem que vemos demora um pouco para se ‘apagar’ em nossa retina). As imagens vão se sobrepondo em nossa retina e o que percebemos é um movimento. Mas o que de fato é projetado na tela é uma fotografia estática, tal como uma seqüência de slides.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Texto adaptado de:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; BOCK, Ana Maria. Psicologias. Uma introdução ao estudo de psicologia. São Paulo: Saraiva, 1989. pág. 50-57.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5539375139656484516?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5539375139656484516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5539375139656484516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5539375139656484516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5539375139656484516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/teoria-da-gestalt.html' title='A Teoria da Gestalt'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScRlO_Pz80I/AAAAAAAAAQY/pji8Xzq4gC4/s72-c/logo_gestalt600.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-1742868045667018109</id><published>2009-03-20T12:31:00.000-07:00</published><updated>2009-03-21T11:12:06.564-07:00</updated><title type='text'>“A inteligência dos Antropóides” de Wofgang Köhler</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScP3NFZmjBI/AAAAAAAAAQQ/ShJUtwHHfQc/s1600-h/ChimpazÃ©+2.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315363789387238418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 114px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScP3NFZmjBI/AAAAAAAAAQQ/ShJUtwHHfQc/s200/Chimpaz%C3%A9+2.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315363601355565890" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScP3CI7W60I/AAAAAAAAAQI/vWahpulevk8/s200/Chimpaz%C3%A9+1.bmp" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315363336978677362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 65px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScP2ywC_vnI/AAAAAAAAAQA/qibsmZHe_SM/s200/Chimpaz%C3%A9+4.bmp" border="0" /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315363217608375202" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 168px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScP2rzW5e6I/AAAAAAAAAP4/ZW6NRu79s48/s200/Chimpaz%C3%A9+3.bmp" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Trabalhando com chimpanzés, usei método um pouco diferente. O antropóide estava preso em uma jaula gradeada, observando-me. Fora do alcance dos seus braços, cavei um buraco, coloquei algumas frutas e cobri tudo — buraco e arredores — com areia. O chimpanzé não conseguia alcançar o alimento desejado, porque o buraco havia sido cavado bem longe de sua jaula. Assim que me aproximei das grades, ele me agarrou o braço e tentou empurrá-lo em direção ao alimento escondido, reação que adotava sempre que não conseguia alcançar, por seus próprios meios, o objetivo &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;desejado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;É claro que esse comportamento já era uma reação retardada. Todavia, como eu desejava um retardamento ainda maior, não lhe fiz o favor pedido. Vendo que suas súplicas não eram atendidas, o chimpanzé largou o meu braço e começou a brincar em sua jaula, aparentemente desatento com o lugar onde a comida fora enterrada. Quarenta e cinco minutos depois, joguei uma vara dentro da jaula, no lado oposto ao do buraco que continha as desejadas frutas. Acostumado que estava a usar varas como instrumentos, o antropóide imediatamente se apossou dela, dirigiu-se para as barras próximas do buraco, e começou a escavar a areia no ponto exato onde estavam enterradas as frutas. Conseguiu desenterrá-la e puxá-las para si. Esse experimento foi repetido muitas vezes — com as frutas enterradas em diferentes lugares — sempre com os mesmo resultados positivos.&lt;br /&gt;Como os comportamentos obtidos eram sempre admiravelmente corretos, resolvi aumentar o tempo entre a percepção do alimento e a oportunidade de obtê-lo. Assim, um dia, enterrei alimento num lugar qualquer do grande terreno que os antropóides usavam para recreação. Os animais assistiram a operação, mas não tiveram oportunidade de obter a comida desejada, porque eu os levei imediatamente para o dormitório. Só os trouxe de volta no dia seguinte, cerca de dezessete horas depois, mais de metade das quais eles passaram dormindo. Pois bem. Assim mesmo, um dos chimpanzés não hesitou um momento: assim que voltou ao pátio de recreio, encaminhou-se diretamente para o local em que as frutas foram enterradas, e descobriu-as após algumas tentativas.&lt;br /&gt;Poder-se-ia dizer que o local onde estava enterrado o alimento não atraiu o antropóide pelo fato de este saber que havia comida ali, mas por causa do aspecto incomum que o terreno apresentava, dada as escavações feitas por mim. Aos meus olhos nada havia de incomum ali, porque tomei a precaução de cobrir toda a área com areia seca. Todavia, para rebater melhor essa crítica, devo acrescentar que, depois de os animais terem sido recolhidos, cavei vários buracos e enchi todos da mesma forma. No entanto, como disse, o animal dirigiu-se ao local certo.&lt;br /&gt;Em outro experimento escondemos uma vara no madeirame do teto, de tal forma que os animais não a podiam ver do chão. Mais uma vez eles observaram com grande interesse o nosso incomum procedimento. Logo a seguir foram levados para o dormitório. Na manhã seguinte, quando um deles foi trazido para a sala em questão, viu algumas bananas do outro lado das grades, fora do alcance dos eus braços. Como fazem os antropóides acostumados a usar bastões, ele olhou em volta — da mesma forma que o faria alguém que estivesse procurando algo –, mas não encontrou nenhum instrumento capaz de o auxiliar. Depois de alguns segundos, olhou para o lugar onde a vara tinha sido escondida na noite anterior. Ele não podia ver a vara, mas, mesmo assim, subiu naquela parte do teto onde ela tinha sido posta. Logo desceu com ela nas mãos, dirigiu-se às bananas e puxou-as para si. Repeti esse experimento com todos os chimpanzés que haviam visto o bastão ser escondido no teto e, todos eles, independentemente uns dos outros, resolveram o problema do mesmo modo.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Se essa observações tiverem algum fundamento, seremos compelidos a rever nossas teorias a respeito da aprendizagem. Mas isso exigirá, fatalmente, novos experimentos, porque, apesar de já conhecermos algumas coisa a respeito da organização e reorganização de campos perceptivos no homem, quase nada sabemos disso quando se trata de animais. Assim sendo, proponho que realizemos experimentos nesse sentido. Temos métodos para isso. Enquanto esses experimentos não são realizados, podemos adiantar como simples hipótese que, tanto nos animais como nos seres humanos, a forma de apresentação dos estímulos num campo tem grande influência na organização resultante. Uma conseqüência prática dessa hipótese é a seguinte: podemos auxiliar melhor os animais a prenderem, se apresentarmos os estímulos de tal modo e em tais condições gerais de ambientação que esses estímulos tendam espontaneamente a se tornar os fatores dominantes da situação. Todavia, este não é o local apropriado para explicar de que modo isso poderá ser feito.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Um dia um chimpanzé não foi alimentado pela manhã, mas o seu alimento foi pendurado no teto de seu viveiro. Pusemos uma caixa no chão, a alguns metro do local adequado, mas o animal não a utilizou. Na verdade, ele nunca havia utilizado anteriormente uma caixa como instrumento auxiliar. Tentou, em vão, alcançar o alimento dependurado no teto, pulando para alcançá-lo, subindo pelas paredes externas e se deslocando ao longo do telhado. Em dado momento, ficou tão fatigado que foi várias vezes até a caixa para sentar-se e descansar um pouco, enquanto olhava tristemente para a comida dependurada no teto. Passaram-se muitas horas sem que o chimpanzé mostrasse qualquer indício de ter atinado com a solução do problema. Peguei, então, a caixa, coloquei-a debaixo do alimento, subi nela, e toquei o alimento com as mãos. Em seguida desci e novamente empurrei a caixa para longe. Em menos de um minuto, o chimpanzé, que havia observado os meu procedimentos, pegou a caixa, arrastou-a para baixo do alimento, subiu nela, e conseguiu a fruta desejada.&lt;br /&gt;(…)&lt;br /&gt;Observando o comportamento de um companheiro que sabe resolver o problema, um chimpanzé inteligente percebe logo que, por exemplo, mover a caixa significa deslocá-la para debaixo da comida. O movimento é percebido como um deslocamento com essa orientação fundamental. Por outro lado, um animal estúpido vê o movimento da caixa como algo isolado, isto é, não o relaciona com o local do alimento. Ele verá fases isoladas do desempenho todo, não as percebendo como partes relacionadas com a estrutura essencial da situação, como partes da solução. É claro que essa organização correta não é simplesmente simplesmente transmitida na seqüência de imagens retinianas que a ação do animal modelo produz. Com o imitar acontece o mesmo que com o ensinar. Ao ensinarmos crianças, apenas podemos propiciar a elas condições ou “sinais” favoráveis para as novas coisas que a criança tem de “aprender”; é sempre necessário que a criança também contribua com algo, algo esse que poderíamos chamar de “entendimento”, e que, às vezes, surge de repente. Não podemos simplesmente despejá-lo dentro da criança. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Se, em alguns casos, os antropóides são capazes de “ver” a conexão necessária que existe entre as partes do desempenho que observam e os fundamento de uma situação, surge naturalmente a pergunta. Será que, às vezes, esse animais seriam capazes de inventar desempenhos desempenhos semelhantes, como soluções para novas situações? Um antropóide que vê uma caixa colocada sob algumas frutas dependuradas do teto, mas não diretamente, tentará alcançá-las subindo nela. Como a caixa não está corretamente colocada, talvez o antropóide não consiga alcançar imediatamente o alimento desejado. Seria ele capaz de “entender a situação” e mover um pouco a caixa para que ela fique sob o alimento? Já descrevi, em outra ocasião, o modo pelo qual alguns chimpanzés resolvem esse tipo simples de problema, sem a ajuda de treinos ou da imitação do comportamento de companheiros. Essa descrição já foi uma vez traduzida para o inglês; não há necessidade de repeti-la aqui.&lt;br /&gt;Seja-me, porém, permitido mencionar um aspecto do comportamento dos antropóides, que pode ser observado em muito experimentos. Um antropóide vê seu alimento no chão, fora de sua gaiola e longe do alcance de suas mãos. Ele já usara diversas vezes um bastão como instrumento auxiliar nessa situação, mas, agora, não há nenhum em sua gaiola, mas apenas uma pequena árvore, um tronco com dois ou três galhos. Durante muito tempo o animal não encontra solução para o seu problema. Ele conhece bastões e sabe usá-los mas, agora, não os têm a sua disposição e sim uma árvore. Ele não vê as partes da árvore como bastões em potencial. Mas, de repente, ele descobre a solução do problema: quebra um dos galhos da árvore e o utiliza como um bastão.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;(…)&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fragmento de:&lt;/span&gt; “A inteligência dos Antropóides” de Wofgang Köhler&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fonte:&lt;/span&gt; KOHLER, Wolfgang. Wolfgang Köhler: Psicologia. São Paulo: Ática, 1978. p. 39-56.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Publicação original:&lt;/span&gt; Köhler, Wofgang. Intelligence in apes. In MURCHINSON, C. (org.). Psychologies of 1925. Worcester: Clark University Press, 1926. pág. 145-161. (Conferência pronunciada na Clark University em 30 de abril de 1925.) A seguir, fragmentos do texto integral.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-1742868045667018109?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/1742868045667018109/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=1742868045667018109&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1742868045667018109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/1742868045667018109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/inteligencia-dos-antropoides-de-wofgang.html' title='“A inteligência dos Antropóides” de Wofgang Köhler'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScP3NFZmjBI/AAAAAAAAAQQ/ShJUtwHHfQc/s72-c/Chimpaz%C3%A9+2.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5909453023541100114</id><published>2009-03-20T12:28:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T20:17:13.328-07:00</updated><title type='text'>Kurt Lewin</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPuqZSgg4I/AAAAAAAAAOI/4nhE8fDMCIs/s1600-h/Kurt+Lewin"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315354397337748354" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 149px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPuqZSgg4I/AAAAAAAAAOI/4nhE8fDMCIs/s200/Kurt+Lewin" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Kurt Lewin nasceu em 9 de setembro de 1890 em Mogilno, na Prússia. De sua infância e de sua adolescência ,de seus pais e de sua constituição familiar não sabemos quase nada que possa nos ajudar a decifrar ou pelo menos a perceber seu mistério psicológico. A primeira e única informação que possuímos de sua juventude é que fez seus estudos universitários sucessivamente nas Universidades de Friburgo (Alemanha), Munique e Berlim.&lt;br /&gt;Seus interesses pela Psicologia aparecem gradualmente. Ele se consagra inicialmente à Química e à Física, depois à Filosofia para finalmente dedicar-se à preparação de uma tese de psicologia. Doutora-se em Filosofia pela Universidade de Berlim em 1914, apresentando e defendendo com sucesso uma tese sobre`` A psicologia do comportamento e das emoções``. Sua tese será retomada e completado pôr trabalhos posteriores sendo publicada simultaneamente em Londres e Berlim em 1926. O titulo inglês de sua primeira obra é: ``Investigation into the psychology of behavior and emotion.'' Kurt Lewin começaria sua carreira na Universidade de Berlim em 1914. Mas a guerra tem inicio no verão de 1914. E convocado e servira durante toda a guerra, dela saindo ileso. No outono de 1921 torna-se professor assistente do Instituto de Psicologia da Universidade de Berlim. Do outono de 1918 ao de 1921 não sabemos praticamente nada de Lewin salvo que durante esse período de pós-guerra, publica três artigos sobre a medida dos fenômenos psíquicos. Em 1926 torna-se professor titular de psicologia na Universidade de Berlim. Conservará suas funções e este estatuto acadêmico até a tomada do poder pelos nazistas em 1933.&lt;br /&gt;Em 1933, Lewin, por ser judeu, é obrigado pelos nazistas a deixar a Alemanha com sua família em 24 horas, pagando um resgate para não ser encarcerado em um campo de concentração. Passa pela Inglaterra onde permanece alguns meses, emigrando depois para os EUA, onde é convidado a ensinar na Universidade de Stanford ( California ). Ai permanecera um ano, tornando-se depois professor de Psicologia da Universidade de Cornell, Nova York. A seguir é convidado a ocupar a cátedra de psicologia da criança na Universidade de Iowa e assumir a direção de um centro de Pesquisas ligado a um departamento de psicologia da mesma Universidade, permanecendo ai até 1939. Durante este período, Lewin publica dois trabalhos teóricos, que logo o tornarão celebre: `` A dynamic theory of personality``(56) e ``Principles of topological psychology''(59) .Nesta época, seu interesse principal, e formular uma teoria do conjunto do comportamento individual e, paralelamente, elaborar modelos teóricos que lhe permitam renovar a experimentação e a exploração dos fatos psíquicos. Em 1939, ele volta a Universidade de Stanford e em 1940 torna-se professor na Universidade de Harvard. Em 1945 continuando seu magistério funda, a pedido do M.I.T. (Massachussets Institute of Technology), um centro de pesquisas em dinâmica de grupos. Para Lewin é a ocasião de criar e introduzir no vocabulário dos psicólogos o termo `` Dinâmica dos Grupos ``. No inicio tentara defini-lo por referencia ao contexto acadêmico no qual empreende seus novos projetos de pesquisas. No momento em que Lewin funda Dinâmica dos Grupos, o M.I.T. é o centro mais celebre dos EUA que se consagra em pesquisas em ciências nucleares. Kurt Lewin morreu súbita e prematuramente a 12 de fevereiro de 1947, com 56 anos, em sua residência de Newtonville, situada próxima aos dois centros que trabalhava: Harvard e o M.I.T.. Após sua morte, os professores Alport, de Harvard, e Cautwright, da Universidade de Michigan, em colaboração com sua filha, Gertrud, editam e publicam vários artigos de Lewin sobre dois temas complementares tratando de psicologia social e de dinâmicas de grupos. O primeiro destes volumes intitulado "Resolving social conflicts" e o segundo como "Field theory in social science".&lt;br /&gt;Kurt Lewin era, ao primeiro contato, um homem tímido e por isso mesmo sem flexibilidade e mostrava uma certa dificuldade em abordar as pessoas. Mas para aqueles que trabalhavam diretamente nas pesquisas tornava-se extremamente atraente por sua probidade intelectual, sua ausência de pretensões e sobretudo pelas possibilidades inventivas que mostrava sempre no trabalho. Neste sentido tornava-se uma inspiração para seu colaboradores de pesquisa. Outro traço da personalidade de Lewin era o fato de exigir que tudo fosse discutido explorado e decidido em grupo: hipóteses, objetivos, metodologia e etc. Sempre atento às opiniões e sugestões de onde quer que viessem, respeitoso e disponível, sempre pronto a ajudar seus alunos nos primeiros passos da preparação de suas pesquisas. As descobertas de Kurt Lewin sobre a comunicação humana só constituíram para ele uma ciência depois de serem submetidas a experimentações sistemáticas e a verificações múltiplas na vida concreta dos grupos humanos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5909453023541100114?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5909453023541100114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5909453023541100114&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5909453023541100114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5909453023541100114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/kurt-lewin.html' title='Kurt Lewin'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPuqZSgg4I/AAAAAAAAAOI/4nhE8fDMCIs/s72-c/Kurt+Lewin' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-8698895927366021950</id><published>2009-03-20T12:22:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T12:30:34.056-07:00</updated><title type='text'>Um Detalhe sobre Kurt Lewin</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPuR8KPoQI/AAAAAAAAAOA/SPs12akSqYI/s1600-h/modelo+de+Kurt+Lewin.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315353977201598722" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 122px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPuR8KPoQI/AAAAAAAAAOA/SPs12akSqYI/s200/modelo+de+Kurt+Lewin.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Kurt Lewin trabalhou durante dez anos com Wertheimer, Koffka e Kohler na universidade de Berlim, dessa colaboração com os pioneiros da Gestalt nasceu sua Teoria de campo. Entretanto não podemos considerar Lewin como um gestaltista, já que ele acaba seguindo um outro rumo. Lewin parte da teoria da gestalt para construir um conhecimento novo e genuíno. Ele abandona a preocupação psicofisiológica da gestalt, para buscar na física as bases metodológicas de sua psicologia. O principal conceito de Lewin é o do espaço vital, que ele define como sendo a totalidade dos fatos que determina o comportamento do indivíduo num certo momento. Kurt Lewin modificou profundamente o curso da Psicologia e pode ser apontado como um dos maiores psicologos contemporâneos. Sua importância não é contudo meramente histórica. O estudo de sua obra nos oferece um excelente meio de romper com a resistência oferecida pela psicologia em aceitar uma abordagem estruturalista de seus problemas, abordagem esta que já demonstrou seu valor em outras ciências humanas, particularmente na Antropologia&lt;br /&gt;Sobre Kurt Lewin, por ocasião de sua morte, escreveu Tolman o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"Na futura historia da psicologia do nosso tempo dois nomes destacar-se-ão dentre todos os outros os de Freud e de Lewin. Freud será reverenciado como o primeiro a desvendar as complexidade da historia dos indivíduos e Lewin como aquele que apreendeu as leis dinâmicas segundo as quais os individuos se comportam em relação ao meio. Freud, o clinico e Lewin o experimentalista, dois homens dos quais nos lembraremos sempre, por que suas explorações divergentes mas complementares fizeram da Psicologia uma ciência aplicável tanto aos indivíduos como à sociedade real" (The Psychological Review, 55,1-4).&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-8698895927366021950?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/8698895927366021950/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=8698895927366021950&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/8698895927366021950'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/8698895927366021950'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/um-detalhe-sobre-kurt-lewin.html' title='Um Detalhe sobre Kurt Lewin'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPuR8KPoQI/AAAAAAAAAOA/SPs12akSqYI/s72-c/modelo+de+Kurt+Lewin.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5616211362583267142</id><published>2009-03-20T12:09:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T20:17:38.615-07:00</updated><title type='text'>Wolfgang Köhler</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPqxXx6psI/AAAAAAAAAN4/8XI95hDDuqE/s1600-h/oKoehler.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315350119145187010" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 134px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPqxXx6psI/AAAAAAAAAN4/8XI95hDDuqE/s200/oKoehler.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Köhler foi o porta-voz do movimento da Gestalt. Seus livros eram escritos com cuidado e precisão que acabaram se tornando os trabalhos-padrão da psicologia da Gestalt.&lt;br /&gt;Nasceu na Estônia em 1887 e com cinco anos se mudou para o norte da Alemanha. Estudou em universidade em Tübinger, Bonn e Berlim, e doutorou-se orientado por Stumpf, na Universidade de Berlin, em 1909.&lt;br /&gt;Köhler passou sete anos estudando o comportamento dos chimpanzés. Registrou o trabalho no clássico volume The mentality of the apes (1917), lançado na segunda edição em 1924. Por mais que achasse interessante trabalhar com os animais no início, em dois anos ele já havia se cansado de trabalhar com eles.&lt;br /&gt;Em 1922 Köhler substitui Stumpf como professor de psicologia da Universidade de Berlim A provável razão para isso seria o livro Static and stacionary physycak gestalts (1920). Nele, Köhler sugere que a teoria da Gestalt consistia em uma lei geral da naturza que pode ser amplamente aplicada em todas as ciências.&lt;br /&gt;Em 1929, publicou Gestalt psychology, uma descrição completa do movimento da Gestalt.&lt;br /&gt;Deixou a Alemanha nazista em 1935 por causa de divergências com o goversno.&lt;br /&gt;Depois de emigrar para os Estados Unidos Köhler lecionou na Swarthmore College, publicou diversos livros e editou a revista gestáltica Psychological Research. Em 1956, recebeu o Prêmio de Destaque pela Contribuição Científica da APA, órgão que, em 1959, elegeu-o seu presidente. Wolfgang Kholer morreu em Enfield a 11 de Junho de 1967.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;Obras importantes de Kohler:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1929, The Place of Value in the World of Facts&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1929, Psicologia da Forma&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1940, Dynamics in Psychology&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-5616211362583267142?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/5616211362583267142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=5616211362583267142&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5616211362583267142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/5616211362583267142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/wolfgang-kohler.html' title='Wolfgang Köhler'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPqxXx6psI/AAAAAAAAAN4/8XI95hDDuqE/s72-c/oKoehler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4695243400805212819</id><published>2009-03-20T12:04:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T12:06:37.834-07:00</updated><title type='text'>Kurt Koffka</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPpNwfSCiI/AAAAAAAAANw/S2xIdvpHZ9Q/s1600-h/Kurt+Koffka.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5315348407790996002" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 159px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPpNwfSCiI/AAAAAAAAANw/S2xIdvpHZ9Q/s200/Kurt+Koffka.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Kurt Koffka nasceu em Berlim em 1886. Foi um dos mais criativos fundadores da psicologia da Gestalt. Se interessou por ciência em filosofia freqüentando a University Of Berlin. Estudou psicologia do Carl Stumpf, obtendo Ph.D. em 1909. No ano seguinte começa a se unir a Wertheimer e Köhler, na University of Frankfurt.&lt;br /&gt;Em 1911, Koffka aceitou uma posição na University of Giessen, onde permaneceu até 1924.&lt;br /&gt;Após a primeira guerra mundial e percebendo que os psicólogos americanos estavam começando a tomar conhecimento da psicologia da Gestalt, escreveu um artigo para a revista americana Psychological Bulletin intitulado “Perception an introduction to the Gestalt-Theorie”, onde explicava os conceitos básicos e mostrava algumas pesquisas.&lt;br /&gt;Este artigo teve sua importância, pois explicou aos psicólogos americanos seus conceitos básicos, porém os mesmos acreditaram que a psicologia da Gestalt trabalhava apenas com percepção e que não serviria para nenhuma outra área da psicologia. Tudo isso por causa da palavra “Perception” (percepção), que devido a uma interpretação um pouco deturpada, acabou gerando um enorme equivoco.&lt;br /&gt;Em 1921, Koffka publicou The growth of the mind, um livro que falava a respeito do desenvolvimento infantil. Ele lecionou como professor visitante na Cornell University e na University of Wisconsin e, em 1927, foi indicado para lecionar na Smith College onde permaneceu até a morte, em 1941.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4695243400805212819?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4695243400805212819/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4695243400805212819&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4695243400805212819'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4695243400805212819'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/kurt-koffka.html' title='Kurt Koffka'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/ScPpNwfSCiI/AAAAAAAAANw/S2xIdvpHZ9Q/s72-c/Kurt+Koffka.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-2318147038542606108</id><published>2009-03-12T12:54:00.000-07:00</published><updated>2009-03-20T20:18:07.744-07:00</updated><title type='text'>O Estroboscópio</title><content type='html'>&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SbltpCgzpYI/AAAAAAAAANg/cIfuOCVoS1Q/s1600-h/estroboscopio.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312397787276748162" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 199px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SbltpCgzpYI/AAAAAAAAANg/cIfuOCVoS1Q/s200/estroboscopio.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;1828 - 1832, os cientistas Joseph Plateau e Simon von Stampfer criaram respectivamente o Fenaquistoscópio e o Estroboscópio, ambos partiam do mesmo princípio.O Fenaquistoscópio era composto por dois discos que giravam paralelamente, presos no centro pela mesma haste. O disco de trás possuía uma seqüência de desenhos pintados em torno do eixo, o outro, cortes radiais. O disco da frente possibilitava a interrupção necessária à visão para que as imagens fossem corretamente combinadas. Quando observados através das frestas, os desenhos pareciam estar em movimento contínuo.O Estroboscópio consistia em um único disco com os desenhos em seqüência e cortes radiais. O uso era semelhante, porém deveria ser colocado em frente ao espelho e visualizado por trás. O sucesso dos dispositivos se perpetuou durante o século.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5312398058186361682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 236px; CURSOR: hand; HEIGHT: 153px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sblt4zusS1I/AAAAAAAAANo/ldwk9z2TSHQ/s200/fenaquitisc%25C3%25B3pio.JPG" border="0" /&gt; &lt;p align="center"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Fenaquistoscópio&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-2318147038542606108?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/2318147038542606108/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=2318147038542606108&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/2318147038542606108'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/2318147038542606108'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/o-estroboscopio.html' title='O Estroboscópio'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SbltpCgzpYI/AAAAAAAAANg/cIfuOCVoS1Q/s72-c/estroboscopio.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-520056071050170061</id><published>2009-03-08T11:15:00.000-07:00</published><updated>2009-03-08T11:24:15.816-07:00</updated><title type='text'>Max Wertheimer</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SbQNPF98icI/AAAAAAAAANY/zWS-jM8a6eE/s1600-h/Max+Wertheimer.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5310884413527853506" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 143px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SbQNPF98icI/AAAAAAAAANY/zWS-jM8a6eE/s200/Max+Wertheimer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Max Wertheimer (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Praga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;15 de abril&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1880&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; — &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;New Rochelle&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;12 de outubro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1943&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;) foi um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;psicólogo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;checo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, um dos fundadores da Teoria da Gestalt juntamente com &lt;/span&gt;&lt;a title="Kurt Koffka" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Kurt_Koffka"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Kurt Koffka&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e &lt;/span&gt;&lt;a title="Wolfgang Köhler" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Wolfgang_KÃ¶hler"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Wolfgang Köhler&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;Nascido numa família &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;judaica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;germanófona&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, durante sua juventude pensava em seguir carreira como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;músico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;; estudou &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;violino&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, composição de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;música de câmara&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; e sinfônica.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1900&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;começa estudar na Universidade de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Praga&lt;/span&gt;. &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Um ano após muda de curso, passa a estudar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;psicologia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Universidade de Berlin&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, sob a tutela de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Carl Stumpf&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1904&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, recebe seu &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;doutorado&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Universidade de Würzburg&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Esta tese trata de um detector de mentiras empregando o método de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;associação de palavras&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1910&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; interessa-se pela &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;percepção&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; do movimento. Com a ajuda de um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;estroboscopio&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; descobre que, iluminando duas linhas por um breve período de tempo, se têm a sensação de se ver só uma. A este fenômeno chamou de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;fenômeno phi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;Em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1933&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; imigra para os &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Estados Unidos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; para fugir da perseguição &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nazi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;sta. Trabalha como professor em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nova York&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-family:georgia;"&gt;onde passa os últimos anos de vida. Sua obra só é descoberta postumamente em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;1945&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;Wertheimer foi um &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;critico&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; do sistema educacional de sua época, baseado na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;lógica&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; tradicional e na &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;associação de ideias&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;.&lt;br /&gt;Para ele a &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;verdade&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; consiste em determinar a estrutura total de experiência e não em captá-la por sensações e percepções singulares associadas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-520056071050170061?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/520056071050170061/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=520056071050170061&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/520056071050170061'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/520056071050170061'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/max-wertheimer.html' title='Max Wertheimer'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SbQNPF98icI/AAAAAAAAANY/zWS-jM8a6eE/s72-c/Max+Wertheimer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-3142342046558353805</id><published>2009-03-02T08:44:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T08:48:01.190-08:00</updated><title type='text'>Psicologia Humanista</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawNt6ELmFI/AAAAAAAAANQ/2anJVaVYkYo/s1600-h/psicologia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308633143095040082" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 156px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawNt6ELmFI/AAAAAAAAANQ/2anJVaVYkYo/s200/psicologia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O enfoque da psicanálise no inconsciente, e seu determinismo, e o enfoque na observação apenas do comportamento, pelo behaviorismo, foram as críticas mais fortes dos novos movimentos de Psicologia surgidos no meio do século XX. Na verdade o humanismo não é uma escola de pensamento, mas sim um aglomerado de diversas correntes teoricas. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em comum elas têm o enfoque humanizador do aparelho psiquico, em outras palavras elas focalizam no homem como detentor de liberdade, escolha, sempre no presente. Traz da filosofia fenomenológico existencial um extenso gabarito de idéias. Foi fundada por Abraham Maslow, porém a sua história começa muito tempo antes. A Gestalt foi agregada ao humanismo pela sua visão holística do homem, sendo importante campo da Psicologia, na forma de Gestalt-terapia.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas foi Carl Rogers, um psicanalista americano, um dos maiores exponenciais da obra humanista. Ele, depois de anos a finco praticando psicanálise, notou que seu estilo de terapia se diferenciara muito da terapia psicanálitica. Ele utilizava outros métodos, como a fala livre, com poucas intervenções, e o aspecto do sentimento, tanto do paciente, como do terapeuta. Deu-se conta de que o paciente era detentor de seu tratamento, portanto não era passivo, como passa a idéia de paciente, denominando então este como cliente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Era a terapia centrada no cliente ( ou na pessoa) Seus métodos foram usados nos mais vastos campos do conhecimento humano, como nas aulas centradas nos alunos, etc. Apresentou três conceitos, que seriam agregados posteriormente para toda a Psicologia. Estes eram a congruência (ser o que se sente, sem mentir para si e para os outros), a empatia (capacidade de sentir o que o outro quer dizer, e de entender seu sentimento), e a aceitação incondicional (aceitar o outro como este é, em seus defeitos, angústias, etc.). &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Erik Erikson, também psicanalista, trouxe seu estudo sobre as oito fases psicossociais, em detrimento às quatro fases psicossexuais de Freud, onde todas as fases eram interdependentes, e não necessariamente determinam as fases posteriores; para ele o homem sempre irá se desenvolver, não parando na primeira infância. Viktor Frankl, com sua logoterapia, veio a acrescentar os aspectos da existência humana, e do sentido da vida, onde um homem, quando sente um este vazio de sentido na vida, busca auxílio pois não se sente confortável em viver sem sentido ou ideais. Diz também que eventos muito fortes podem adiantar a busca pelo sentido da vida. Tais eventos podem criar desconforto, trauma intenso, mas podem criar um aspecto de fortaleza no indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos_Psicologia/Psicologia_humanista.htm"&gt;http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos_Psicologia/Psicologia_humanista.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-3142342046558353805?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/3142342046558353805/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=3142342046558353805&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3142342046558353805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/3142342046558353805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/psicologia-humanista.html' title='Psicologia Humanista'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawNt6ELmFI/AAAAAAAAANQ/2anJVaVYkYo/s72-c/psicologia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-851514860282329837</id><published>2009-03-02T08:32:00.000-08:00</published><updated>2009-03-20T20:19:06.706-07:00</updated><title type='text'>Carl Rogers</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawMjXvhbPI/AAAAAAAAANI/XIZ2Ny7rnkU/s1600-h/Carl+Rogers.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308631862571265266" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 153px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawMjXvhbPI/AAAAAAAAANI/XIZ2Ny7rnkU/s200/Carl+Rogers.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Carl Ransom Rogers nasceu a 8 de Janeiro de 1902 em Oak Park nos arredores de Chicago. Tinha quatro irmãos e uma irmã, sendo o antepenúltimo. Faleceu em La Jolla, na Califórnia, a 4 de Fevereiro de 1987 na sequência de uma fractura do colo do fémur. De acordo com as instruções que deixara, as máquinas que mantinham "artificialmente" a sua vida foram desligadas após três dias de coma.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os pais, de educação universitária, faziam parte de uma comunidade protestante de forte pendor fundamentalista. A família valorizava uma educação moral, religiosa, sendo muito conservadora, isto é, muito enraizada nos valores tradicionais e fechada sobre ela mesma; contudo, intelectualmente era muito estimulante. Desde muito novo Carl Rogers mostrou-se interessado pela leitura e pelo "saber". Foi sempre um aluno excepcionalmente brilhante, mantendo, no entanto, uma colaboração constante nos trabalhos do quotidiano familiar, reduzindo ao mínimo a sua rede relacional fora da família. A hipervalorização do trabalho físico ou intelectual, não dava azo a outras actividades de lazer, que não fosse a leitura dos clássicos, de preferência de carácter religioso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quando Rogers tem 12 anos o pai compra uma grande quinta nos arredores de Chicago para onde a família vai morar, com a intenção oficial de fazer uma agricultura "científica". Segundo Carl Rogers, o objectivo real era afastar os filhos dos "perigos da vida da cidade".&lt;br /&gt;A vida na quinta e o trabalho na agricultura levam-no naturalmente a matricular-se em 1919 em Agronomia na Universidade de Wisconsin. Envolve-se em várias actividades comunitárias desenvolvendo as suas capacidades de "facilitador" e organizador. Entra em contacto com meios evangélicos militantes e decide mudar para o curso de História com a intenção de se dedicar posteriormente à carreira eclesiástica. No terceiro ano da faculdade faz uma viagem à China integrado numa delegação americana com o objectivo de participar no Congresso da Federação Mundial dos Estudantes Cristãos. A viagem dura seis meses e, no decorrer da mesma, abandona parte das suas convicções religiosas, abrindo-se à diversificação das ideias e opiniões. Ao chegar de novo aos Estados Unidos ganha uma nova independência e autonomia face às opiniões e posições da família, tendo começado a sofrer de uma úlcera gastroduodenal, provavelmente como resultado deste processo de afirmação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Guarda, contudo, a sua motivação para uma carreira pastoral e empenha-se social e politicamente, tentando demonstrar a incompatibilidade do cristianismo e da guerra através de escritos sobre o pacifismo do reformador Wyclif ou sobre a posição de Lutero face à autoridade.&lt;br /&gt;Em 1924, Carl Rogers termina a sua licenciatura em História e casa-se com Hellen Elliot, sua amiga de infância, de quem virá a ter dois filhos: David e Natalie.&lt;br /&gt;Após ter obtido a sua licenciatura em História, Carl Rogers matricula-se no Seminário da União Teológica em Nova Iorque, seminário conhecido pelas suas posições "liberais" e, ao mesmo tempo, academicamente bem cotado, recusando a ajuda financeira que o pai, Walter Rogers, lhe oferecia se aceitasse matricular-se no Seminário de Princeton conhecido, então, como muito mais conservador. Durante o primeiro ano nesta instituição, Rogers tem a oportunidade de frequentar alguns cursos na faculdade de psicologia, contactando assim com os psicólogos Goodwin Watson e William Kilpatrick que muito o impressionam. Com outros colegas organiza um seminário de reflexão auto-facilitado e acaba por tomar consciência da sua "não vocação" para o ministério pastoral, apesar do estágio realizado nesse mesmo Verão, como pastor substituto na paróquia de Dorset em Vermont. Assim, no segundo ano do curso transfere-se para o Teachers’ College da Universidade de Columbia com o objectivo de frequentar o curso de psicologia clínica e psicopedagogia. Nessa instituição é marcado pela filosofia de John Dewey que terá um grande impacto na evolução das suas ideias. Entretanto, para sustentar economicamente a família continua a colaborar com instituições eclesiásticas no ensino religioso.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1926, Carl Rogers postula e obtém um lugar de interno no Instituto de Aconselhamento ("guidance") Infantil recém criado pelo Fundo Comunitário de Nova Iorque. Após ter recebido um contrato de 2.500 dólares anuais, querem reduzir-lhe o salário para metade, visto não ser psiquiatra mas psicólogo. Começa a sua primeira "guerra" com a psiquiatria, mas consegue ser pago em igualdade com os psiquiatras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1928, Carl Rogers doutora-se no Teachers’ College. Na sua tese desenvolvia um teste de personalidade para crianças ainda hoje utilizado. Nessa altura trabalhava como psicólogo no Centro de Observação e Orientação Infantil da Sociedade para a Prevenção da Crueldade sobre as Crianças, em Rochester. A partir de 1929, dirige este Centro e, durante 12 anos, interessa-se pelo trabalho com crianças delinquentes e marginais. Na instituição entra em contacto com Otto Rank que o marca mais pela sua prática terapêutica do que pelas suas teorias. Maior impacto terá, sem dúvida, Jessie Taft que publica em 1933 o livro "The Dynamics of Therapy in a Controlled Relationship" que Carl Rogers considerará como uma obra prima, quer ao nível da forma quer do conteúdo literário. Progressivamente, Rogers abandona uma orientação directiva ou interpretativa, optando por uma perspectiva mais pragmática de escuta dos clientes, numa posição precursora do que mais tarde estruturará como Orientação Não Directiva em terapia.&lt;br /&gt;A partir de 1935 começa a leccionar no Teachers’ College, mas não vê nem o seu ensino nem o seu estatuto de psicólogo reconhecido pelo departamento de psicologia da faculdade e só muito mais tarde, após vários anos de ensino nos departamentos de sociologia e psicopedagogia, e quando já está para abandonar Rochester, o departamento de psicologia o reconhecerá como psicólogo e como docente.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1938, Carl Rogers entra de novo em "guerra" com os psiquiatras. O Centro, em que trabalha e que dirige, transforma-se e amplifica-se e o conselho de administração sob a pressão dos médicos psiquiatras, decide, como então era tradição, contratar para director um psiquiatra, apesar de estarem satisfeitos com o trabalho que Rogers até então realizara. Carl Rogers luta vivamente e consegue ser reconhecido como primeiro director do novo Centro de Aconselhamento de Rochester.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1939, publica o seu primeiro livro: "O tratamento clínico da criança-problema (3) no qual expõe o essencial das suas reflexões e pesquisas realizadas até esse momento.&lt;br /&gt;Com a publicação desse livro começa a ser conhecido na qualidade de psicólogo clínico e é convidado para professor catedrático da Universidade de Estado do Ohio, sendo da sua responsabilidade a cadeira de "Técnicas de Psicoterapia". Não deixando de referir os modelos mais importantes em psicoterapia e aconselhamento, tem a possibilidade de explicitar a sua abordagem terapêutica numa perspectiva que ele considera mais genericamente como "as novas" ou "mais recentes terapias" e que define, por oposição às "antigas", como sendo centrada sobre a expressão, a auto-aceitação, a tomada de consciência e a relação terapêutica, e não sobre a análise do passado, a sugestão ou a interpretação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, durante a sua passagem pela Universidade de Ohio introduz na faculdade o ensino e a prática da psicoterapia assim como a supervisão e, ainda, surge com a inovação de, pela primeira vez, utilizar a gravação integral das entrevistas e de tratamentos completos, como metodologia de investigação sobre os processos terapêuticos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Desenvolve progressivamente e de uma forma pragmática, uma intervenção cada vez mais "não directiva", utilizando técnicas de reformulação e clarificação dos sentimentos, assentes numa atitude de maior aceitação dos sentimentos do cliente por parte do terapeuta.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carl Rogers só tem consciência da originalidade do seu pensamento quando é confrontado com as reacções provocadas pela conferência que faz na Universidade de Minnesota a 11 de Dezembro de 1940. Ele intitula-a: "Novos conceitos em psicoterapia" e nela afirma que "o alvo da nova terapia não é resolver um problema particular, mas ajudar o indivíduo a crescer, de maneira que ele possa fazer face ao problema actual e aos problemas que mais tarde apareçam de uma maneira mais bem integrada... ela baseia-se muito mais na tendência individual para o crescimento, saúde e adaptação...", perspectiva bem percursora da corrente actual da Psicologia da Saúde. Em segundo lugar, diz ainda Rogers, "esta nova terapia põe mais ênfase nos elementos emocionais, nos aspectos emocionais da situação, do que nos aspectos intelectuais..." Em terceiro lugar, "esta nova terapia dá maior ênfase à situação imediata do que ao passado do indivíduo..." Finalmente, diz Rogers, "esta abordagem considera a relação terapêutica em si mesmo como uma experiência de crescimento.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Criticado ou apreciado, ele não deixa os auditores indiferentes e toma consciência de que a sua posição relativamente à terapia é singular. Rogers diz: "Pode parecer absurdo alguém poder nomear o dia em que a Terapia Centrada no Cliente nasceu. Contudo, eu sinto que é possível nomeá-lo como sendo o dia 11 de Dezembro de 1940". Essa data passou, assim, a ser considerada no movimento rogeriano como sendo a fundadora do movimento, ou, talvez fosse mais justo dizer, o mito-fundador da comunidade rogeriana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carl Rogers prepara então uma exposição mais detalhada e sistemática da sua abordagem da terapia, que publicará em 1942 no livro Aconselhamento e Psicoterapia (5). Os conceitos de "aconselhamento" e "psicoterapia" parecem cada vez mais equivalentes assim como os de "Orientação Não Directiva em Terapia" e "Terapia Centrada no Cliente". O livro aparece como uma inovação, publicando-se pela primeira vez, e na íntegra, um tratamento a partir da transcrição da sua gravação. Esta obra foi um sucesso e best-seller profissional, se bem que tenha passado despercebido aos jornais e revistas da especialidade quer psiquiátricas, quer psicológicas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Se por um lado o reconhecimento oficial de Carl Rogers se exprime em honras profissionais — é eleito vice presidente da Associação Americana de Ortopsiquiatria e presidente da Associação Americana de Psicologia Aplicada — , por outro existe uma ambivalência das instituições manifestada pela falta de apoio e por uma certa marginalização na sua Universidade.&lt;br /&gt;Assim, quando no Verão de 1944 é convidado por Ralph Tyler para professor de psicologia na Universidade de Chicago e lhe propõe criar um novo Centro de Aconselhamento, Carl Rogers aceita, deixando atrás de si um grupo de discípulos, alguns dos quais se tornaram em figuras de proa da abordagem centrada na pessoa, tais como, Virgínia Axline, Arthur Combs, Nat Raskins e John Shlien, ou mesmo traçando caminhos novos como Thomas Gordon e Eugene Gendlin.&lt;br /&gt;A criação deste Centro de Aconselhamento Psicológico, leva-o mais uma vez a ter que vivenciar situações de tensão com os psiquiatras e neste caso mais especificamente, com o departamento de psiquiatria da mesma Universidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O período de 1945 a 1957 é para Carl Rogers muito rico quer do ponto de vista humano quer do ponto de vista científico, publicando extensa bibliografia e, mais particularmente, o livro "Terapia Centrada no Cliente (6) onde, com a colaboração da sua equipa, faz o ponto das suas pesquisas e reflexões.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, entre 1949 e 1951, Carl Rogers atravessa um período de profundo sofrimento, pois, após ter vivido momentos de extrema dificuldade no processo psicoterapêutico de uma paciente esquizofrénica, passa por um período de depressão afectando a sua capacidade de trabalho e de funcionamento. Finalmente, aceita a ajuda de um dos seus discípulos, Ollie Bown, com quem faz uma psicoterapia pessoal, experimentando nele mesmo a eficácia do seu modelo, o que lhe proporcionou um longo percurso de "crescimento" pessoal que nunca mais o abandonou.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que o seu reconhecimento profissional, foi, finalmente, expresso pela sua eleição como presidente da Associação Americana de Psicologia (1946), pela sua eleição como presidente da recém criada Academia Americana de Psicoterapêutas (1956) e pela atribuição em 1956 do Prémio pelo Eminente Contributo Científico (Distinguished Scientific Contribution Award), pela Associação Americana de Psicologia, que sublinhava: "por ter desenvolvido um método original para descrever e analisar o processo terapêutico, por ter formulado uma teoria da psicoterapia e dos seus efeitos na personalidade e no comportamento, susceptível de ser testada, pela extensa e sistemática pesquisa para explicitar o valor do método e explorar e testar as implicações da teoria. A sua imaginação, persistência e adaptação flexível do método científico no ataque dos grandes problemas envolvidos na compreensão e modificação da pessoa moveram esta área de interesse psicológico para dentro das fronteiras da psicologia científica".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fulcro da sua abordagem passa da importância dada às técnicas para, progressivamente, acentuar as atitudes, isto é, da técnica da reformulação para as atitudes de compreensão empática, de aceitação do cliente, de congruência do terapeuta, de confiança nas capacidades do cliente para a auto-actualização das suas potencialidades e para a auto-organização e, finalmente, para uma valorização das potencialidades terapêuticas da relação.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;É também um período de intensa actividade de investigação durante o qual mais de duzentas pesquisas são realizadas assim como milhares de sessões de terapia são gravadas e analisadas. Publica em 1957 um dos seus mais importantes artigos, no qual procura de maneira rigorosa definir "as condições necessárias e suficientes para mudança terapêutica da personalidade", condições essas que seriam comuns a todas as relações terapêuticas quaisquer que fossem os modelos teóricos que as inspirassem e susceptíveis de serem testada experimentalmente. Este artigo continua a ser hoje um dos pilares do modelo da Terapia Centrada no Cliente e tem sido objecto de um corpo numeroso de pesquisa.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O seu nome começa a ser bem conhecido e é convidado por várias Universidades para ensinar como professor convidado (UCLA, Harvard, Berkley, Brandeis, etc.) e, mais particularmente, em 1957 pelo Departamento das Ciências da Educação da Universidade de Wisconsin onde, após uma experiência de alguns meses, acaba por se instalar.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Durante os sete anos que vai durar a sua permanência nessa Universidade, Carl Rogers e a sua equipa fazem um esforço colossal de pesquisa na área da psicoterapia dos doentes esquizofrénicos, publicada, no essencial, em 1967, no livro "A relação terapêutica e o seu impacto".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Verão de 1961, Carl Rogers faz uma longa viagem ao Japão onde é recebido calorosamente e onde estabelece laços de amizade e de partilha profissional que considera como muito enriquecedores. Nesse mesmo ano publica o livro "Tornar-se pessoa (7) que rapidamente se torna um best-seller mundial.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nesse livro Carl Rogers explora a aplicação dos princípios da terapia centrada no cliente a outros domínios do humano - educação, relações inter-pessoais, relações familiares, comunicação intergrupal, criatividade — e apresenta a sua abordagem como uma filosofia de vida, uma "maneira de ser" ("a way of being"), com profundas implicações e aplicações em todos os domínios do humano. Foram vendidos quase um milhão de exemplares desta obra.&lt;br /&gt;Rogers investe cada vez mais no trabalho com os grupos de encontro. O interesse pelos grupos já tinha começado em 1946-47, sensivelmente ao mesmo tempo que Kurt Lewin o havia feito no National Training Laboratories em Bethel.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Kurt Lewin e a sua equipa pareciam mais interessados na formação de quadros profissionais, considerando como acessório o aspecto de progresso pessoal dos participantes. Rogers, pelo contrário, considerava este último aspecto como prioritário e fundamental e, sobretudo desde 1960, após a criação do Centro para o Estudo da Pessoa, em La Jolla (1968), considera o trabalho dos grupos de encontro como o instrumento privilegiado não só para o desenvolvimento pessoal mas também para a educação, para a gestão e administração e para a resolução de conflitos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O livro "Grupos de encontro", publicado em 1970, aparece como um instrumento de trabalho apreciado tanto pelos profissionais como pelos leigos e impõe-se rapidamente como um livro de consulta obrigatória na área. Ele segue uma linha de divulgação e análise da sua pesquisa, que vê premiada, em 1966, através da atribuição do Óscar do melhor documentário de longa duração do ano, ao filme produzido por Bill McGaw "Journey into Self". Este filme apresenta na íntegra uma sessão de grupo de encontro facilitada por Carl Rogers.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Em 1971, em colaboração com o filho David e Orienne Strode, Rogers desenvolve o "Human Dimension Project" para utilização dos grupos de encontro na educação médica e na formação à relação médico-doente. A sua atenção dirige-se também de maneira prioritária, nesta época, para o campo da educação, propondo uma pedagogia centrada no aluno, experiencial. Esta pedagogia aparece como tendo muitos pontos comuns com a que Paulo Freire proporá como "educação não bancária", apesar de Carl Rogers ainda não ter, nesse momento, conhecimento do trabalho de Paulo Freire. A Pedagogia Experiencial é objecto de um grande número de trabalhos de pesquisa que se encontram parcialmente descritos nos dois grandes livros: "Liberdade para Aprender", publicado em 1969, e "Liberdade para Aprender nos Anos 80", publicado em 1983. O essencial da sua mensagem consiste no facto de que os alunos aprendem melhor, são mais assíduos, mais criativos e mais capazes de solucionar problemas quando os professores proporcionam o clima humano e de facilitação que Carl Rogers propõe.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Com 70 anos, Carl Rogers é o primeiro psicólogo americano a receber os dois maiores galardões da Associação Americana de Psicologia, tanto pelo seu contributo científico como pelo seu contributo profissional.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A partir de 1972, dedica-se preferencialmente à intervenção e reflexão sobre os aspectos referentes às áreas do social e do político, explorando as possibilidades maturativas e criativas que os grupos de encontro oferecem. Expõe o essencial destas reflexões no livro publicado em 1977 "Poder Pessoal" (8) e em 1967 apresenta o seu modelo de abordagem centrada na pessoa e a sua filosofia de intervenção não só como um modelo de psicoterapia mas também como uma abordagem eficaz em todas as relações humanas, quer elas sejam relações de ajuda, relações pessoais ou políticas. Richard Farson dirá que Carl Rogers é "o homem cujo efeito cumulativo na sociedade o tornou num dos revolucionários sociais mais importantes do nosso tempo".&lt;br /&gt;Carl Rogers faz uma análise do sucesso das negociações de Camp David, em 1978, entre Israelitas e Egípcios em termos de dinâmica de grupo de encontro e propõe essa formula para a resolução dos conflito sociais e políticos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Recordemos que o "modelo de Campo David" é aplicado de novo em 1995, com relativo sucesso, para pôr fim, esperemos que definitivamente, ao conflito armado da Bósnia e de novo em 1998 para dar um novo impulso aos acordos de paz no médio oriente. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Rogers facilita, em 1985, em Rast, na Áustria, um workshop com 50 líderes internacionais, incluindo o ex-presidente da Costa Rica, embaixadores e pessoas de grande influência política e diplomática, tendo como objectivo trabalhar, segundo o modelo dos grupos de encontro, na problemática das tensões, então muito fortes na América Central. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Carl Rogers investe cada vez mais nos últimos anos da sua vida na investigação, empenhando-se em grandes workshops transculturais, ou de esforço pela paz e, finalmente em 1987, o seu nome faz parte do grupo das personalidades indicadas para a atribuição do prémio Nobel da Paz. Infelizmente a morte colheu-o antes, num momento em que, apesar da sua idade avançada, continuava perfeitamente lúcido, extremamente activo, e gozando plenamente da vida em todos os domínios desta e, como ele dizia aos seus amigos mais próximos, como nunca o fizera antes. Estes últimos anos foram também marcados, sobretudo após a morte de sua esposa Helen, em Março de 1979, por um maior interesse pela dimensão espiritual do homem, pela sua integração numa globalidade que o transcende e que se insere numa harmonia global do universo. Toma consciência da importância da dimensão da "presença" na terapia, que ele associa a uma forma de comunicação transpessoal e na qual a intuição tem um papel importante. Apresenta-a como um novo campo a explorar no âmbito da sua abordagem e no domínio daquilo que se poderia chamar, talvez, os estados alterados de consciência. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assim, de uma certa maneira, o circulo se fechara. Dos primeiros interesses e empenhos numa teologia e numa carreira pastoral, Carl Rogers chega ao fim da sua vida a um interesse renovado pelo campo do espiritual no homem, mas num espírito de liberdade e de tolerância, muito longe da visão fundamentalista e estreita da sua juventude. Guardara talvez o aspecto proselitista, a confiança indestrutível num futuro melhor, não ignorando, como ele fez questão de sublinhar em numerosas ocasiões, toda a miséria, dor, sofrimento e mal que nos acompanham na nossa peregrinação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A difusão do pensamento de Carl Rogers nas ciências humanas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Quando Rogers começa o seu trabalho de terapeuta, a psicoterapia era considerada nos Estados Unidos como uma actividade médica e só reservada aos médicos. Rogers não só se opõe a este monopólio como até pretende, num primeiro tempo, defender que os médicos, cuja formação privilegia o diagnóstico e a propensão para dirigir os outros, não apresentam a formação de base ideal para a prática desta nova profissão, a qual ele considera naturalmente mais indicada para as pessoas com uma formação de base em psicologia.&lt;br /&gt;Grande parte de seus conceitos foram integrados pelas múltiplas correntes terapêuticas, quando não mesmo pela linguagem comum. A noção de empatia foi retomada por todas as escolas e ninguém desconhece a importância deste conceito desde a psicanálise, sobretudo com Kohut, até às teorias cognitivo-comportamentalistas. Do mesmo modo, quer a congruência, quer a aceitação, foram conceitos que se difundiram de forma tal que a abordagem terapêutica de Carl Rogers parecia condenada a desaparecer diluída e integrada pela multiplicidade das escolas. Talvez o conceito que maior dificuldade teve em ser adequadamente compreendido e integrado tenha sido o de não-directividade, apesar de muitas escolas considerarem a sua intervenção terapêutica como não-directiva.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Poder-se-ia pensar que o ciclo estava concluído e que o pensamento de Carl Rogers, por se ter integrado plenamente na cultura, deixara de ter pertinência e singularidade para se esbater naquela herança cultural que todos partilham sem reivindicar especificidades.&lt;br /&gt;Carl Rogers, referindo-se a estes princípios, escreve que eles "se infiltraram na educação, onde as suas implicações revolucionárias provocam controvérsias. Influenciaram casamentos e parcerias. Afectaram as relações com os pais. Alcançaram indústrias e escolas de gestão... A educação e práticas médicas também sentiram a mudança. Nem mesmo a profissão jurídica ficou isenta. O aconselhamento pastoral foi profundamente mudado. Trabalhadores no desenvolvimento de comunidades actuam de modo diferente. Pessoas de várias ocupações e em todos os caminhos de vida se sentiram com mais poder, descobriram uma compreensão mais profunda do self, aprenderam intimidade".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos dizer que as ideias de Carl Rogers tiveram uma imensa difusão quer no campo da psicologia quer no da psicoterapia e a sua influência estendeu-se a todas as ciências humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;A posição de Carl Rogers na Psicologia atual&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Durante a maior parte da sua vida Carl Rogers opôs-se à institucionalização do seu pensamento ou das suas ideais e a sua saída do meio universitário, ao trocar a Universidade de Wisconsin pelo Western Behavioral Sciences Institut na Califórnia, provocou indubitavelmente um certo declínio da influencia directa das suas ideias no campo da psicologia em geral e da formação em psicoterapia em particular.&lt;br /&gt;De alguns anos a esta parte, o movimento rogeriano tomou consciência contudo da riqueza da herança recebida e do facto de que a Terapia Centrada no Cliente tinha ainda hoje pleno lugar no panorama das psicoterapias como uma das mais firmemente esteadas na pesquisa e com mais sólidas raízes filosóficas.&lt;br /&gt;Apareceu, assim, uma segunda vaga de terapeutas que no "universo" rogeriano são por vezes considerados como puristas ou ortodoxos e que, sem pôr em causa a filosofia da Abordagem Centrada na Pessoa ou a sua aplicação aos múltiplos campos do humano, propõe o retorno, no campo da psicoterapia, ao modelo dito da Terapia Centrada no Cliente, o qual assenta nos três pilares que acima referimos.&lt;br /&gt;Do mesmo modo, na última década, assistiu-se a um retorno da Abordagem Rogeriana aos meios universitários e a um retomar das actividades de pesquisa, que durante alguns anos tinham passado, de certa maneira, a segundo plano, enquanto que as actividades de exploração dos limites de aplicação e aplicabilidade do modelo filosófico, tinham sido mais privilegiadas.&lt;br /&gt;Nestes últimos dois anos (97 para André de Peretti9 e 98 para Jerold Bozarth (10) e Godfrey Barrett-Lennard (11) ) foram publicadas três obras importantes sobre Carl Rogers e o seu modelo. Em cada uma delas, existe uma parte significativa dedicada à revisão crítica da investigação feita ao longo de mais de 50 anos de existência deste modelo, desde o âmbito da Terapia Centrada no Cliente até ao da Abordagem Centrada na Pessoa, desde os tempos remotos dos anos quarenta e da construção do modelo até aos projectos de investigação recentes e contemporâneos, e desde a especificidade da terapia e do counselling até à pedagogia e à mediação da paz. Nomeadamente, Barrett-Lennard faz uma extensa e cuidada crítica a mais de duzentos projectos de investigação.&lt;br /&gt;Um dos aspectos que me parece particularmente interessante é o empenho posto ao longo de mais de 40 anos, na investigação sobre os efeitos específicos dos modelos terapêuticos.&lt;br /&gt;Já em 1957, Ends e Page (12) comparavam os resultados de três modelos terapêuticos, o psicodinâmico, o rogeriano e o comportamentalista no tratamento de grupo de pacientes hospitalizados com o diagnóstico de "alcoólicos", concluindo que "a abordagem rogeriana centrada no grupo tem a mais larga aplicação e a maior eficácia".&lt;br /&gt;John Shlien, Masak e Dreikers (13) comparavam em 1962 os resultados obtidos, no quadro do Centro de Aconselhamento da Universidade de Chicago, em dois grupos de clientes beneficiando de terapias de tempo limitado (20 sessões); um de inspiração adleriana e o outro segundo o modelo de terapia centrada no cliente, com dois outros grupos de clientes beneficiando dos mesmos modelos de terapia, mas em tratamento sem tempo limitado (em média 37 sessões). Concluíram que os resultados entre os dois modelos não eram do ponto de vista estatístico significativamente diferentes, mas que os clientes pareciam ficar mais rapidamente satisfeitos, em contrapartida, com os resultados obtidos nas terapias de tempo limitado.&lt;br /&gt;As terapias de tempo limitado são um excelente campo de investigação, pela possibilidade de enquadramento num projecto mais controlável e também pela sua brevidade. Um outro estudo que ficou célebre foi o Projecto de Hamburgo (14) em 1981 que consistiu em comparar a psicoterapia de tempo limitado de inspiração psicanalítica com a psicoterapia de tempo limitado centrada no cliente e com um grupo de controle sem terapia, utilizando para tal uma impressionante bateria de testes psicológicos.&lt;br /&gt;Os resultados mostraram uma significativa vantagem no grupo sujeito a terapias em comparação com o grupo que não fez terapia, e uma diferença não significativa entre as duas perspectivas terapêuticas. Contudo, poder-se-ia inferir que os clientes que tinham beneficiado de uma psicoterapia de inspiração psicanalítica tinham no fim do tratamento um maior insight em relação aos que tinham beneficiado de uma psicoterapia centrada no cliente, expressando estes últimos, no entanto, um maior sentimento de "bem estar no seu corpo".&lt;br /&gt;Mais perto de nós e ainda no campo da psicoterapia de tempo limitado centrada no cliente, Odete Nunes (15) fez em 1998 um interessante trabalho de análise com o objectivo de verificar a pertinência de algumas hipóteses teóricas ligadas com a limitação do tempo vivenciada pela díade cliente-terapeuta, e ainda da justeza do enquadramento deste contexto terapêutico no âmbito dos pressupostos de base da psicoterapia centrada no cliente.&lt;br /&gt;Em 1990 Eckert e Biermann-Ratjen (16) comparam os resultados de grupos terapêuticos inspirados nos modelos rogeriano e freudiano e concluem que ambos apresentam iguais resultados na diminuição da depressão, da introversão e do desconforto na adaptação à vida. Mostram também que os que beneficiaram duma abordagem psicanalítica apresentam um maior sentimento de autonomia interna e externa e os que beneficiaram do tratamento inspirado no modelo rogeriano, uma maior capacidade em relacionar-se e contactar com os outros.&lt;br /&gt;De maneira geral verifica-se que a escolha do modelo rogeriano relativamente a outros modelos não assenta numa questão de eficácia, pois é comprovadamente semelhante com a dos principais modelos acreditados no mundo científico, não assenta tão pouco numa especificidade diagnóstica, que aliás o modelo rogeriano sempre rejeitou, mas na opção filosófica quer do cliente, quando esclarecido, quer do terapeuta, no seu posicionamento em relação às questões fundamentais do valor e do respeito do humano e do seu posicionamento na abordagem da pessoa relativamente a uma perspectiva essencialista ou existencialista.&lt;br /&gt;A abordagem rogeriana regressou ao mundo universitário, que alias nunca deixara totalmente, mantendo o rigor da investigação, e na continuidade do trilho de Rogers que dizia que os factos são sempre amigos, consciente do importante contributo que deu e tem para dar no campo do humano.&lt;br /&gt;Qual é o impacto de Carl Rogers ainda hoje? Neste momento de crise economica, social e humana em que os valores do individual tendem a desaparecer, não em proveito de uma percepção adequada do social, mas do macroeconómico em que o indivíduo só é valorizado em termos económicos e que a vida deixou de ter um valor único (vejam-se os corte nas despesas sociais e de saúde actualmente em todos os países desenvolvidos), a mensagem de Rogers parece-nos de novo indispensável para o retorno ao individual, ao pessoal, mas não num pessoal ou individual que se opõe e é incompatível com o social, mas num individual que dá sentido ao social, num conceito isomórfico de organismo, a todos os níveis de organização, numa posição profundamente ecológica, holística ... e humanista.&lt;br /&gt;Foi bem Carl Rogers uma das figuras de proa da chamada terceira força da psicologia, a psicologia humanista, alternativa humanista às posições essencialistas e deterministas das psicanálises e dos comportamentalismos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.rogeriana.com/biografia.htm"&gt;http://www.rogeriana.com/biografia.htm&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-851514860282329837?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/851514860282329837/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=851514860282329837&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/851514860282329837'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/851514860282329837'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/carl-rogers.html' title='Carl Rogers'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawMjXvhbPI/AAAAAAAAANI/XIZ2Ny7rnkU/s72-c/Carl+Rogers.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4411419512916675831</id><published>2009-03-02T08:26:00.000-08:00</published><updated>2009-03-02T08:31:21.956-08:00</updated><title type='text'>Abraham Maslow</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawJsWYx1rI/AAAAAAAAANA/QuXS1ik8TSU/s1600-h/maslow.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5308628718291375794" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 157px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawJsWYx1rI/AAAAAAAAANA/QuXS1ik8TSU/s200/maslow.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Maslow foi um pensador supreendentemente original, pois a maioria dos psicólogos antes dele estavam mais preocupados com a doença e com a anormalidade. Maslow queria saber o que constituía a saúde mental positiva. A &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pedrassoli.psc.br/psicologia/oqueepsico1.aspx#humanista"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;psicologia humanista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, corrente impulsionada por ele, deu origem a diversas diferentes formas de psicoterapia, todas guiadas pela idéia de que as pessoas possuem todos os recursos internos necessários ao crescimento e à cura e o objetivo da terapia é remover os obstáculos para que o indivíduo consiga isso. A mais famosa dessas técnicas foi a terapia centrada na pessoa, desenvolvida por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pedrassoli.psc.br/psicologia/rogers.aspx"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Carl Rogers&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Maslow foi também um dos grandes impulsionadores do &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.pedrassoli.psc.br/psicologia/psitrans.aspx"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;movimento transpessoal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; em psicologia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Abraham Maslow nasceu no dia 1 de abril de 1908, no Brooklyn, NY. Foi o primeiro dos 7 filhos de seus pais, que eram judeus com pouca educação, imigrantes da Rússia. Seus pais, querendo o melhor para seus filhos, foram extremamente exigentes com Maslow em relação ao sucesso acadêmico. Sua infância parece ter sido muito infeliz, de acordo com seus próprios relatos:&lt;br /&gt;Fui um garoto tremendamente infeliz... Minha família era miserável e minha mãe era uma criatura horrível... Cresci dentro de bibliotecas e sem amigos... Com a infância que tive, é de se surpreender que eu não tenha me tornado um psicótico. (Maslow apud Hoffman, 1999, p. 1)&lt;br /&gt;Para satisfazer seus pais, ele primeiro estudou Direito no &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www1.ccny.cuny.edu/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;City College of New York (CCNY)&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Após 3 semestres, ele se transferiu para o &lt;/span&gt;&lt;a href="http://cornellcollege.edu/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Cornell&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, e depois retornou ao CCNY. Casou-se com Bertha Goodman em 1928, sua prima em primeiro grau, contra a vontade de seus pais. Abraham e Bertha tiveram duas filhas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O casal mudou-se para Wisconsin para que ele pudesse cursar a Universidade de Wisconsin. Lá, ele se interessou pela psicologia, e seu desempenho escolar melhorou dramaticamente. Passava o tempo lá trabalhando com Harry Harlow, famoso por seus experimentos com bebês-macacos e comportamento de apego.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maslow terminou sua graduação em 1930, seu mestrado em 1931 e seu doutorado em 1934, todos em psicologia, todos na Universidade de Wisconsin. Um ano após a graduação, ele retornou a NY para trabalhar com E. L. Thorndike na Universidade de Columbia, onde Maslow passou a interessar-se pelo estudo da sexualidade humana.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Começou a lecionar em tempo integral no &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.brooklyn.cuny.edu/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Brooklyn College&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Durante esse período de sua vida, entrou em contato com muitos intelectuais europeus que estavam migrando para os Estados Unidos, e para o Brooklyn em particular – pessoas como Adler, Fromm, Horney, bem como vários psicólogos freudianos e da Gestalt.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Maslow coordenou o curso de psicologia em &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.brandeis.edu/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Brandeis&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; de 1951 a 1969. Lá conheceu Kurt Goldstein, que concebeu originalmente a idéia de auto-realização em seu famoso livro "O Organismo" (1934). Foi lá também que Maslow iniciou sua cruzada pela psicologia humanista – algo que se tornou muito mais importante para ele do que suas próprias teorias.&lt;br /&gt;Maslow, junto com Anthony Sutich, foram os principais responsáveis pelo lançamento, nos Estados Unidos, da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahpweb.org/pub/journal/menu.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Revista de Psicologia Humanista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; em 1961, e pela fundação da &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.ahpweb.org/" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Association for Humanistic Psychology&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, em 1962.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Já no fim de sua vida, Maslow incentiva Anthony Sutich a criar a &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.atpweb.org/journal.html" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Revista de Psicologia Transpessoal&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, em 1969. Maslow também incentivou, mas não chegou a ver a fundação da Associação de Psicologia Transpessoal (Association for Transpersonal Psychology), que só ocorreria em 1972. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;Ele passou os anos finais de sua vida em semi-reclusão na Califórnia até 8 de junho de 1970, quando morreu de ataque cardíaco após anos de problemas de saúde.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4411419512916675831?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4411419512916675831/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4411419512916675831&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4411419512916675831'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4411419512916675831'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/03/abraham-maslow.html' title='Abraham Maslow'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SawJsWYx1rI/AAAAAAAAANA/QuXS1ik8TSU/s72-c/maslow.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4583324880477222447</id><published>2009-02-28T09:00:00.000-08:00</published><updated>2009-02-28T09:15:25.438-08:00</updated><title type='text'>Behaviorismo</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SalwynYlP5I/AAAAAAAAAMY/Cw-_Sh8OevI/s1600-h/Caixa+de+Skkiner.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307897650700697490" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 186px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SalwynYlP5I/AAAAAAAAAMY/Cw-_Sh8OevI/s200/Caixa+de+Skkiner.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Pela estética e ordem, eu deveria ter comentado sobre Behaviorismo logo após as biografias de Watson, Skinner e Pavlov. Mas como me passei, estou postando agora a respeito...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O termo Behaviorismo foi utilizado inicialmente em 1913 em um artigo denominado “Psicologia: como os behavioristas a vêem” por John B. Watson. "Behavior" significa "comportamento" e ele definiu como: "Um ramo experimental e puramente objetivo da ciência natural. A sua meta é a previsão e controle do comportamento...". Watson postulava o comportamento como objeto da Psicologia.&lt;br /&gt;O Behaviorismo nasceu como uma reação à introspecção e à Psicanálise que tentavam lidar com o funcionamento interior e não observável da mente.&lt;br /&gt;Esta teoria psicológica também é chamada de comportamentalismo ou condutismo. A postulação de Watson decorreu em função dos estudos experimentais sobre o comportamento reflexo efetuados por I. Pavlov e dava à psicologia a consistência que os psicólogos da época vinham buscando, ou seja, a Psicologia tinha um objeto mensurável e observável para estudar e os experimentos poderiam ser reproduzidos em diferentes sujeitos e condições. Tais possibilidades foram importantes para que a Psicologia alcançasse o status de ciência. Watson defendia uma perspectiva funcionalista para a Psicologia onde o comportamento é estudado em função de varáveis do meio e os estímulos levando o organismo a darem determinadas respostas e isso em razão do ajuste do organismo ao seu meio por meio de equipamentos hereditários e formação de hábitos.&lt;br /&gt;J. B. Watson (1878-1958) é considerado o autor do behaviorismo, mas é necessário que se diga que Watson foi, na verdade, o porta-voz dessa abordagem, devendo ser lembrado que antes de Watson, dois pesquisadores deram os primeiros passos dessa abordagem: o americano E. L. Thorndike (1874-1949) e o russo Ivan Pavlov (1849-1936).&lt;br /&gt;O sentido de "Behaviorismo" foi sendo modificado com o correr do tempo e hoje já não se entende o comportamento como uma ação isolada do sujeito, mas uma interação entre o ambiente (onde o "fazer" acontece) e o sujeito (aquele que "faz"), passando o "Behaviorismo" a se dedicar ao estudo das interações entre o sujeito e o ambiente, e as ações desse sujeito (suas respostas) e o ambiente (os estímulos).&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo em que os psicólogos tentavam fazer da psicologia uma ciência objetiva, a teoria da evolução estava tendo um efeito profundo sobre a psicologia ao definir os seres humanos não mais como entes separados das outras coisas vivas, dando a todas as espécies a mesma história evolutiva e presumia-se assim que poderia também se ver a origem de nossos traços mentais em outras espécies, mesmo que de forma mais simples e rudimentar e assim, no final do século XIX e início do século XX, alguns psicólogos passaram a conduzir experimentos com animais.&lt;br /&gt;Após Watson, o mais importante behaviorista foi B. F. Skinner&lt;br /&gt;A linha de estudo de Skinner ficou conhecida como Behaviorismo radical e, a oposta à sua, de “behaviorismo metodológico”, e, enquanto a principal preocupação dos outros eram os métodos das ciências naturais, a de Skinner era a explicação científica definindo como prioridade para a ciência do comportamento o desenvolvimento de termos e conceitos que permitissem explicações verdadeiramente científicas.A expressão utilizada pelo próprio Skinner em 1945 tem como linha de estudo a formulação do "comportamento operante".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS&lt;br /&gt;BAUM, William M. (1999) Compreender o Behaviorismo Ciência, Comportamento e Cultura (M.T.A. Silva, M.A. Matos, G.Y. Tomanari, E.Z. Tourinho) Porto Alegre: Artmed. 290 p.&lt;br /&gt;BOCK, A.M.B.; FURTADO, O.; TRASSI TEIXEIRA M.L. (2002) Psicologias Uma introdução ao estudo da psicologia 13.ed. São Paulo: Saraiva. p. 45-55&lt;br /&gt;BOLTON, Lesley e WARWICK, Lynda L. (2005) O livro completo da Psicologia Explore a psique humana e entenda por que fazemos as coisas que fazemos. (M.M. Leal). São Paulo: Madras. 284 p.&lt;br /&gt;CABRAL, Álvaro e NICK, Eva (2003) Dicionário Técnico de Psicologia. 13.ed. São Paulo: Cultrix. p. 40&lt;br /&gt;CHAVES, Evenice Santos; GALVÃO, Olavo de Faria (2005) O behaviorismo radical e a interdisciplinaridade: possibilidade de uma nova síntese? Psic. Reflex. Crit., Porto Alegre, v.18. n. 3, 2005. Disponível em: &lt;http: script="sci_arttext&amp;amp;pid=S0102-79722005000300003eIng=pt&amp;amp;nrm=iso"&gt;. Acesso em 24 Set 2006. doi:10.1590/S0102-79722005000300003.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: www.euniverso.com.br&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4583324880477222447?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4583324880477222447/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4583324880477222447&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4583324880477222447'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4583324880477222447'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/behaviorismo.html' title='Behaviorismo'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SalwynYlP5I/AAAAAAAAAMY/Cw-_Sh8OevI/s72-c/Caixa+de+Skkiner.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-382093132377640473</id><published>2009-02-27T10:58:00.000-08:00</published><updated>2009-03-20T20:20:07.592-07:00</updated><title type='text'>Psicanálise</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sag6B47oO6I/AAAAAAAAAMQ/bE8mdinnn5o/s1600-h/DivÃ£.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307555964992895906" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sag6B47oO6I/AAAAAAAAAMQ/bE8mdinnn5o/s200/Div%C3%A3.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;O que é?&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A Psicanálise é um método de tratamento psíquico e de investigação do inconsciente desenvolvido por Sigmund Freud (1856-1939). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Como é o método da psicanálise? &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Freud iniciou seu trabalho usando o hipnotismo com o objetivo de fazer com que as pacientes reproduzissem as situações traumáticas que estavam na origem de seus sintomas.Posteriormente, descobriu que os pacientes não precisavam ser hipnotizados e que a recordação por meio da sugestão, era um método mais eficaz para eliminar, alterar ou diminuir os sintomas.Mais tarde, Freud chegou ao método psicanalítico propriamente dito, e passou a orientar a seus pacientes que falassem sobre qualquer coisa que lhes viessem à mente, mesmo que pudesse parecer sem importância, sem relação com seus problemas, ou que fossem reprováveis. Esta é a "regra fundamental" da psicanálise, que é apresentada a cada paciente e com a qual todo paciente deve colaborar. Freud descobriu que todos esses pensamentos, lembranças, fantasias, tinham relação com os sintomas. Freud acreditou no valor das palavras e propôs aos pacientes a recordação e até mesmo a "construção" como método de tratamento psíquico. Descobriu que o sintoma tem um sentido, ou múltiplos sentidos que foram esquecidos pelo sujeito ou que nunca lhe foram conscientes. Para a psicanálise, os sintomas psíquicos são formas substitutivas de satisfação e estão relacionados à sexualidade infantil reprimida.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;color:#ff0000;"&gt;&lt;strong&gt;Como é o trabalho?&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Freud desenvolveu a técnica de trabalho do analista com o divã (o paciente deita-se no divã para que possa se sentir mais à vontade para falar livremente e ficar distante dos estímulos, por exemplo, o olhar do analista ou suas expressões faciais eventuais que ocorrem durante a sessão).A sessão de análise dura 50 minutos, sendo que certas escolas de psicanálise criadas depois de Freud usam outros parâmetros para o tempo de duração da sessão. São aconselháveis algumas sessões por semana para facilitar o trabalho. Um tratamento psicanalítico não possui uma duração prevista e, geralmente, avança por alguns anos.O analista deve ouvir o paciente e manter a "atenção flutuante", interpretar a fala do paciente, suas atitudes na sessão, seus sonhos, quando necessário. O paciente realiza um trabalho de recordação, não só da origem dos sintomas, mas da sua própria história particular; e para isso ele deve falar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Como é a formação do psicanalista?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;O psicanalista passa por um processo de formação básico bastante específico, que dura vários anos e que, na verdade, continua ao longo do seu trabalho.Para isso ele participou de um grupo ou sociedade de psicanálise com o objetivo de formação através do estudo sistemático da obra de Freud e de outros autores; do atendimento de pacientes sob a supervisão de outro psicanalista; e teve que submeter-se, ele mesmo, a pelo menos uma análise pessoal. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Por que fazer uma análise?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#33ff33;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;Cada qual pode encontrar diversos motivos pra explicar porque procurou fazer uma análise mas, de modo geral, quem procura um analista, possui por algum sofrimento do qual não consegue se livrar.Desde o início a psicanálise foi um processo terapêutico e nunca deixou de sê-lo. Freud em 1932 nas 'Novas Conferências Introdutórias sobre Psicanálise' defendeu a psicanálise como a mais poderosa de todas as terapias.É inegável que a psicanálise produz efeitos curativos, e a diminuição ou desaparecimento do sofrimento do paciente ligado aos sintomas pode ocorrer depressa demais (logo no início da análise) ou mais tardiamente.Todo analista espera melhoras no estado de seu analisando, mas não é a cura um critério psicanalítico para avaliar os progressos do paciente, como é o caso da medicina.Entretanto, a idéia de cura, está no centro da decisão de um paciente de consultar um psicanalista e o desejo de curar-se é um fator indispensável ao início do processo analítico. Para começar a análise e manter o esforço que o empreendimento analítico exige, é preciso que o paciente se queixe de sintomas e aspire à cura.Ocorre que essa demanda é substituída lenta e progressivamente por manifestações transferenciais que logo tomam seu lugar. O paciente passa a transferir para a pessoa do analista sentimentos oriundos de suas primeiras relações [familiares], que vão do amor à sentimentos dolorosos.A demanda de cura se transforma numa neurose de transferência. Isso acontece porque o mesmo paciente que quer curar-se, procura também manter sua doença, seus sintomas.Freud escreveu que os sintomas são atividades eróticas dos neuróticos e o desejo de não curar-se é um obstáculo muito grande para o tratamento.Contudo, a criação de uma nova neurose de transferência na relação com o analista, ao mesmo tempo, que obedece ao desejo de doença do analisando é também a possibilidade que o analista tem, através do manejo e análise dessa transferência, de auxiliá-lo a libertar-se desse desejo e do sofrimento que o acompanha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fonte: &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://br.geocities.com/jcdaraujo/"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;http://br.geocities.com/jcdaraujo/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-382093132377640473?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/382093132377640473/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=382093132377640473&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/382093132377640473'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/382093132377640473'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/o-que-e-psicanalise-e-um-metodo-de.html' title='Psicanálise'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sag6B47oO6I/AAAAAAAAAMQ/bE8mdinnn5o/s72-c/Div%C3%A3.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-6847075829652809935</id><published>2009-02-27T10:35:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T10:57:20.925-08:00</updated><title type='text'>Karen Horney</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sag3OUtYqDI/AAAAAAAAAMI/eMImDu8mQss/s1600-h/horney.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307552880072894514" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 146px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sag3OUtYqDI/AAAAAAAAAMI/eMImDu8mQss/s200/horney.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Karen Horney nasceu em Setembro de 1885. O pai, Berndt Wackels Danielson, era o capitão de um navio, e as suas crianças chamavam-lhe “o atirador de Biblias”, porque… era verdade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A infância de Karen parece ter sido uma cheia de más interpretações, uma vez que ela aclamava o pai como sendo uma figura rude e autoritária, que preferia o irmão a ela, quando o pai trazia-lhe presentes das suas viagens, e levava-a em viagens, um ato raro por parte de um capitão. Mesmo assim, ele não conseguia cativá-la.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Aos nove anos, tornou-se mais rebelde e ambiciosa, dizendo que “se não podia ser bonita, podia ser esperta”. Mas segundo os críticos, ela era de fato, bastante bonita, e chegou a apaixonar-se pelo próprio irmão, Berndt, resultando num afastamento entre irmãos, e na sua primeira depressão, um problema que a iria perseguir para o resto da vida. Durante os seus primeiros anos como adulta, teve que lidar com o divórcio dos seus pais, e entrou numa escola de medicina, contra a opinião dos pais e da sociedade da altura. Casou-se em 1909 com Óscar Horney, em 1910 teve uma filha, e em 1911 perdeu a mãe, Clotilde “Sonni” Danielson. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Anos de stress fizeram com que Karen entrasse no campo da psicanálise. Admite-se que o marido de Karen não era muito diferente do seu pai, um autoritário rude com as suas crianças. Ela não interferia, e chegava a considerar a atmosfera como a ideal para encorajar a independência das suas crianças, mas anos mais tarde, ela mudou a sua perspectiva. No mesmo ano, 1932, o negócio de Oskar faliu, e o mesmo contraiu meningitis, e o irmão de Karen faleceu com uma infecção pulmonaria. Todos estes eventos afetaram Karen de tal modo que ela chegou a considerar o suicídio. Em 1926, ela migrou para os USA com as filhas, estabelecendo-se em Brooklyn, que se estava a tornar numa capital intelectual a nível mundial, com a onde de refugiados judeus vinda da Alemanha. Para além de conhecer intelectuais como Erich Fromm e Harry Stack Sullivan, ela desenvolveu as suas teorias sobre a neurose, com base nas suas próprias experiencias como psicoterapeuta. Manteve-se activa, tanto nas teorias como no ensino e na escrita, até à altura da sua morte, em 1952. (Boeree, Homey; 1997)Sobre a obra de referência:“The neurotic personality of our time” é considerado como uma obra de leitura fácil, comparado com os demais livros do mesmo tema, e possui críticas positivas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Neste livro, Karen Horney explora a estrutura básica das neuroses no seu contexto cultural. Ou seja, como os conflitos encontrados numa pessoa de determinada cultura correspondem aos estilos de vida característicos dessa mesma cultura. Fala do mesmo modo sobre a necessidade de afecção por parte destas pessoas, até aos sentimentos de culpa, e desejo de poder, prestigio e possessão. Descreve a necessidade de um neurótico ter um “parceiro” que lhe controle a vida e lhe resolva os problemas, a necessidade de restringir, a necessidade de controlar os outros, medo do falhanço ou mesmo os maus julgamentos, e a luta por reconhecimento social ou prestigio. (Horney; 1937) &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Karen praticou, ensinou e escreveu até à sua morte em 1952.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-6847075829652809935?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/6847075829652809935/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=6847075829652809935&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6847075829652809935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6847075829652809935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/karen-horney.html' title='Karen Horney'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sag3OUtYqDI/AAAAAAAAAMI/eMImDu8mQss/s72-c/horney.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4333087417430471036</id><published>2009-02-27T08:59:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T09:02:04.364-08:00</updated><title type='text'>Alfred Adler</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagceQd0bUI/AAAAAAAAAMA/WK8-9C_HR50/s1600-h/adler.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307523466997820738" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 154px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagceQd0bUI/AAAAAAAAAMA/WK8-9C_HR50/s200/adler.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Nascido em 7 de fevereiro de 1870, em Penzing, na Áustria, falecido em 28 de maio de 1937, em Aberdeen, na Escócia, Alfred Adler foi um proeminente psiquiatra, criador da corrente psicológica conhecida como "Psicologia Individual". Introduziu conceitos como "sentimento de inferioridade" ou, mais popularmente, "complexo de inferioridade". Desenvolveu uma psicoterapia flexível, de apoio no sentido de conduzir à maturidade emocional, bom senso e integração social aqueles emocionalmente deficientes em razão de sentimentos de inferioridade&lt;br /&gt;Em toda sua vida sua clara consciência dos problemas sociais foi sua principal motivação para o trabalho. Formou em medicina na Escola de Medicina da Universidade de Viena em 1895. Desde seus primeiros anos como médico deu ênfase à consideração do paciente em relação à totalidade do meio, através de uma abordagem humanista, holística, orgânica dos problemas humanos.&lt;br /&gt;Por volta de 1900 Adler começou a investigar a psicopatologia no campo da medicina e em 1902 tornou-se um associado muito próximo a seu colega vienense &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ecp-freud.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sigmund Freud&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Conhecendo a reação favorável de Adler às suas idéias expostas em seu livro sobre a interpretação dos sonhos, Freud convidou-o a juntar-se ao grupo que se reunia semanalmente em sua casa para discutir psicopatologia. Porém, gradualmente, as diferenças entre os dois tornaram-se irreconciliáveis, principalmente depois que Adler publicou o seu Studie uber Minderwertigkeit von Organen (Estudo sobre a inferioridade orgânica"), em 1907, no qual sustenta que as pessoas tentam compensar psicologicamente seus sentimentos de inferioridade devidos a suas deficiências físicas Um dos principais postulados de sua doutrina era a necessidade de ver o homem como um todo, uma unidade funcional, reagindo ao seu meio tanto quanto aos seus próprios dotes físicos, em lugar de vê-lo como um somatório de instintos, desejos e outras manifestações psicológicas.&lt;br /&gt;A compensação insuficiente dá como resultado a neurose, assim designada qualquer manifestação de desordem funcional da mente ou das emoções. Em 1908 ele argumentava que o instinto de agressão é primário e que os demais instintos estava subordinados a ele. Adler nunca aceitou a teoria original de Freud do trauma sexual, segundo a qual os conflitos sexuais da infância seriam a causa das doenças mentais, e chegou mais tarde a reconhecer na sexualidade apenas um papel simbólico na busca do homem em superar sentimentos de inadequação. Ele se opôs à generalização na interpretação dos sonhos como expressão unicamente de satisfação sexual.&lt;br /&gt;Adler abandonou o círculo de Freud em 1911, com um grupo de oito colegas, para formar seu próprio círculo de debates e desenvolver suas idéias, delineadas no que chamou "Psicologia individual", primeiro no Uber den nervösen Charakter (1912 - "Sobre o carater neurótico"). O sistema foi aperfeiçoado nas edições posteriores desse trabalho e em outras obras, como Understanding Human Nature, de 1918, publicado depois em alemão Menschenkenntnis, em 1927, com suas conferências feitas no Instituto Vienense para Educação de Adultos. Após esse rompimento Freud e Adler nunca mais se encontraram.&lt;br /&gt;A psicologia individual de Adler mantém que o principal motivo para o comportamento humano é uma busca pela perfeição, mas que pode tornar-se uma busca por superioridade como compensação para sentimentos de inferioridade. A opinião do indivíduo sobre si próprio e sobre o mundo influencia todo o seu processo psicológico. Porque todos os problemas importantes da sua vida são problemas de natureza social, ele precisa ser visto em seu contexto social. Sua socialização pode ser obtida através do desenvolvimento da sua inclinação social instintiva.&lt;br /&gt;A estrutura da personalidade de cada indivíduo, incluindo seus ideais e os meios que divisa para alcançá-los, constituem seu "papel de vida" (o que também é chamado "script"), o qual jaz, em parte, no seu subconsciente. Coerentemente, a este papel o indivíduo subordina suas emoções e desejos específicos. O papel de vida forma-se na primeira infância, sob influência de fatores como ordem de nascimento, inferioridade ou superioridade física, e descaso ou superproteção dos pais.&lt;br /&gt;A saúde mental é caracterizada pela razão, interesse social, e auto-transcendência, e as desordens mentais por sentimentos de inferioridade e preocupação egocêntrica com segurança e superioridade ou poder sobre os outros. A psicoterapia, na qual o médico e o paciente discutem os problemas como iguais haverá de encorajar o relacionamento humano consistente e interesse social reforçado. A função do psicanalista, em conseqüência, seria descobrir e racionalizar esses sentimentos, para terminar com o desejo de poder compensatório e neurótico.&lt;br /&gt;Em 1921 Adler estabeleceu a primeira clínica para orientação educacional em Viena, e logo abrindo e mantendo mais outras 30, sob sua direção. Estas eram visitadas por profissionais estrangeiros, o que estimulou a abertura de clínicas similares em outros países&lt;br /&gt;Considerando a educação das crianças coimo essencial para perpetuar os valores sociais, ele recomendava sem descanso a orientação educacional, e em suas clinicas as crianças, os pais e os professores eram aconselhados à vista de observadores interessados em seus procedimentos.&lt;br /&gt;Adler viajou aos Estados Unidos pela primeira vez em 1926 e tornou-se professor visitante na Universidade de Columbia em 1927. Foi nomeado professor visitante na Escola de medicina de Long Island, em Nova York, em 1932. Em 1934 suas várias clínicas em Viena foram fechadas pelos &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ftm-nazismo.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;nazistas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;. Muitos de seus escritos posteriores, como What Life Should Mean to You, ("O sentido de viver") de 1931, foram de divulgação popular de sua teoria. Assim também The Individual Psychology of Alfred Adler, publicado em 1956 e Superiority and Social Interest, de 1964.&lt;br /&gt;Durante este e os anos seguintes ele permanecia em Viena apenas nas férias de verão, entre maio e setembro, retornando aos Estados Unidos para o período letivo. Em 1935 trouxe sua família para a América.&lt;br /&gt;Ele estava na Escócia, para uma série de conferências na Universidade de Aberdeen, quando sofreu um infarto do coração na rua, vindo a falecer em poucos minutos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4333087417430471036?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4333087417430471036/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4333087417430471036&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4333087417430471036'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4333087417430471036'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/alfred-adler.html' title='Alfred Adler'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagceQd0bUI/AAAAAAAAAMA/WK8-9C_HR50/s72-c/adler.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-6941813706528984521</id><published>2009-02-27T08:57:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T08:58:56.982-08:00</updated><title type='text'>Sigmund Freud</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagbqeB6TWI/AAAAAAAAAL4/PvWVwu1XtOw/s1600-h/el-profesor-freud.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307522577285664098" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 152px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagbqeB6TWI/AAAAAAAAAL4/PvWVwu1XtOw/s200/el-profesor-freud.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nascido no ano de 1856 em Freiberg, na Morávia, Sigmund Freud é considerado o pai da psicanálise. Estudou medicina na Universidade de Viena e desde cedo se especializou em neurologia. Seus estudos foram os pioneiros acerca do inconsciente humano e suas motivações. Ele, durante muito tempo (de fins do século passado até início do nosso século), trabalhou na elaboração da psicanálise.A Metodologia FreudianaA psicanálise é um método de tratamento para perturbações ou distúrbios nervosos ou psíquicos, ou seja, provenientes da psique; bastante diferente da hipnose ou do método catártico. A terapêutica pela catarse hipnótica deu excelentes resultados, não obstante as inevitáveis relações que se estabeleciam entre médico e paciente. Posteriores investigações levaram Freud a modificar essa técnica, substituindo a hipnose por um método de livre associação de idéias (psicanálise).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O método psicanalítico de Sigmund Freud, consistia em estabelecer relações entre tudo aquilo que o paciente lhe mostrava, desde conversas, comentários feitos por ele, até os mais diversos sinais dados do inconsciente.O psicanalista deveria "quebrar" os vínculos, os tratos que fazemos ao nos comunicarmos uns com os outros. Ele não poderia ficar sentado ouvindo e compreendendo apenas aquilo que o seu paciente queria dizer conscientemente, mas perceber as entrelinhas daquilo que ele o diz. É o que se chama de quebra do acordo consensual. Há uma ruptura de campo, pois o analista não se restringe somente aos assuntos específicos, e sim ao todo, ao sentido geral.Freud sempre achou que existia um certo conflito entre os impulsos humanos e as regras que regem a sociedade. Muitas vezes, impulsos irracionais determinam nossos pensamentos, nossas ações e até mesmo nossos sonhos. Estes impulsos são capazes de trazer à tona necessidades básicas do ser humano que foram reprimidas, como por exemplo, o instinto sexual. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Freud vai mostrar que estas necessidades vêm à tona disfarçadas de várias maneiras, e nós muitas vezes nem vamos ter consciência desses desejos, de tão reprimidos que estão.Freud ainda supõe, contrariando aqueles que dizem que a sexualidade só surge no início da puberdade, que existe uma sexualidade infantil, o que era um absurdo para a época. E muitos de nossos desejos sexuais foram reprimidos quando éramos crianças. Estes desejos e instintos, sensibilidade sensitiva que todos nós temos, são a parte inconsciente de nossa mente chamada id. É onde armazenamos tudo o que foi reprimido, todas as nossas necessidades insatisfeitas. "Princípio do prazer" é esta parte que existe em cada um de nós. Mas existe uma função reguladora deste "princípio do prazer", que atua como uma censura ante aos nossos desejos, que é chamada de ego. Precisamos desta função reguladora para nos adaptarmos ao meio em que vivemos. Nós mesmos começamos a reprimir nossos próprios desejos, já que percebemos que não vamos poder realizar tudo o que quisermos. Vivemos em uma sociedade que é regida por leis morais, as quais tomamos consciência desde pequenos, quando somos educados. A consciência do que podemos ou não fazer, segundo as regras da sociedade em que vivemos é a parte da nossa mente denominada superego (princípio da realidade). &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O ego, vai se apresentar como o regulador entre o id e o superego, para que possamos conciliar nossos desejos com o que podemos moralmente fazer. O paciente neurótico nada mais é do que uma pessoa que despende energia demais na tentativa de banir de seu consciente tudo aquilo que o incomoda (reprimir), por ser moralmente inaceitável.A psicanálise se apoia sobre três pilares: a censura, o conteúdo psíquico dos instintos sexuais e o mecanismo de transferência. A censura é representada pelo superego, que inibe os instintos inconscientes para que eles não sejam exteriorizados. Nem sempre isso ocorre, pode ser que eles burlem a censura, por um processo de disfarce, manifestando-se assim com sintomas neuróticos. Existem diversas formas de exteriorizarmos nossos instintos inconscientes: os atos falhos, que podem revelar os segredos mais íntimos e os sonhos. Os atos falhos são ações inconscientes que estão em nosso cotidiano; são coisas que dizemos ou fazemos que um dia tínhamos reprimido. Por exemplo: certo dia, um bispo foi visitar a família de um pastor, que era pai de umas meninas adoráveis e muito comportadas. Este bispo tinha o nariz enorme. O pastor pediu às suas filhas para que não comentassem sobre o nariz do bispo, pois geralmente as crianças começam a rir quando notam este tipo de coisa, já que o mecanismo de censura delas não está totalmente formado. Quando o bispo chegou, as meninas se esforçaram ao máximo para não rirem ou fazerem qualquer comentário a respeito do notável nariz, mas quando a irmã menor foi servir o café, disse:- O senhor aceita um pouco de açúcar no nariz ?Este é um exemplo de um ato falho, proveniente de uma reprimida vontade ou desejo. Outro meio de tornarmos conscientes nossos desejos mais ocultos é através dos sonhos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Nos sonhos, o nosso inconsciente (id) se comunica com o nosso consciente (ego) e revelamos o que não queremos admitir que desejamos, pelo fato da sociedade recriminar (principalmente os de caráter sexual).Os instintos sexuais são os mais reprimidos , visto que a religião e a moral da sociedade concorrem para isso. Mas, é aí que o mecanismo de censura torna-se mais falho, permitindo assim que apareçam sintomas neuróticos. Explicando a sua teoria da sexualidade, Freud afirma que há sinais desta logo no início da vida extra uterina, constituindo a libido.A libido envolve do nascimento à puberdade, períodos de gradativa diferenciação sexual. A primeira fase é chamada de período inicial, onde a libido está direcionada para o próprio corpo, oral e analmente. A segunda fase, o período edipiano, que se caracteriza por uma fixação libidinal passageira entre os 4 e os 5 anos, também conhecida como "complexo de Édipo", pelo qual a libido, já dirigida aos objetos do mundo exterior, fixa a sua atenção no genitor do sexo oposto, num sentido evidentemente incestuoso. Por fim o período de latência, iniciado logo após a fase edipiana, só irá terminar com a puberdade, quando então a libido toma direção sexual definida.Esses períodos ou fases são essenciais ao desenvolvimento do indivíduo, se ele as resolver bem será sadio, porém qualquer problema que porventura ele tiver em superá-las, certamente iniciará um processo de neurose.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Último dos pilares da psicanálise, a transferência, é também uma arma, um trunfo usado pelos psicanalistas para ajudar no tratamento do paciente. Naturalmente, o paciente irá transferir para o analista as suas pulsões, positivas ou negativas, criando vínculos entre eles. O tratamento psicológico deve, então, ser entendido como uma reeducação do adulto, ou seja, uma correção de sua educação enquanto criança.Assim, Freud desenvolveu um método de tratamento que se pode igualar a uma "arqueologia da alma", onde o psicanalista busca trazer à luz as experiências traumáticas passadas que provocaram os distúrbios psíquicos do paciente, fazendo com que assim, ele encontre a cura.&lt;br /&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.culturabrasil.pro.br/freud.htm"&gt;http://www.culturabrasil.pro.br/freud.htm&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-6941813706528984521?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/6941813706528984521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=6941813706528984521&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6941813706528984521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6941813706528984521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/sigmund-freud.html' title='Sigmund Freud'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagbqeB6TWI/AAAAAAAAAL4/PvWVwu1XtOw/s72-c/el-profesor-freud.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-4756268425280400138</id><published>2009-02-27T08:45:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T08:55:12.721-08:00</updated><title type='text'>Carl Gustav Jung</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagZ0oZ9LlI/AAAAAAAAALw/WAyRI2Bi3L0/s1600-h/carl%20gustav%20jung.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307520552846306898" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 155px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagZ0oZ9LlI/AAAAAAAAALw/WAyRI2Bi3L0/s200/carl%2520gustav%2520jung.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Carl Gustav Jung nasceu a 26 de julho de 1875, em Kresswil, Basiléia, na Suíça, no seio de uma família voltada para a religião. Seu pai e vários outros parentes eram pastores luteranos, o que explica, em parte, desde a mais tenra idade, o interesse do jovem Carl por filosofia e questões espirituais e o pelo papel da religião no processo de maturação psíquica das pessoas, povos e civilizações. Criança bastante sensível e introspectiva, desde cedo o futuro colega de Freud demonstrou uma inteligência e uma sagacidade intelectuais notáves, o que, mesmo assim, não lhe poupou alguns dissabores, como um lar algumas vezes um pouco desestruturado e a inveja dos colegas e a solidão. Ao entrar para a universidade, Jung havia decidido estudar Medicina, na tentativa de manter um compromisso entre seus interesses por ciências naturais e humanas. Ele queria, de alguma forma, vivenciar na prática os ideais que adotava usando os meios dados pela ciência. Por essa época, também, passou a se interessar mais intensamente pelos fenômenos psíquicos e investigou várias mensagens hipoteticamente recebidas por uma médium local (na verdade, uma prima sua), o que acabou sendo o material de sua tese de graduação, "Psicologia e Patologia dos Assim Chamados Fênomenos Psíquicos". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Em 1900, Jung tornou-se interno na Clínica Psiquiátrica Bugholzli, em Zurique, onde estudou com Pierre Janet, em 1902, e onde, em 1904, montou um laboratório experimental em que criou seu célebre teste de associação de palavras para o diagnóstico psiquiátrico. Neste, uma pessoa é convidada a responder a uma lista padronizada de palavras-estímulo; qualquer demora irregular no tempo médio de resposta ou excitação entre o estímulo e a resposta é muito provavelmente um indicador de tensão emocional relacionada, de alguma forma, com o sentido da palavra-estímulo. Mas tarde este teste foi aperfeiçoado e adaptado por inúmeros psiquiatras e psicólogos, para envolver, além de palavras, imagens, sons, objetos e desenhos. É este o princípio básico usado no detector de mentiras, utilizado pela polícia científica. Estes estudos lhe granjearam alguma reputação, o que o levou, em 1905, aos trinta anos, a assumir a cátedra de professor de psiquiatria na Universidade de Zurique. Neste ínterim, Jung entra em contato com as obras de Sigmund Freud (1856-1939), e, mesmo conhecendo as fortes críticas que a então incipiente Psicanálise sofria por parte dos meio médicos e acadêmicos na ocasião, ele fez questão de defender as descobertas do mestre vienense, convencido que estava da importância e do avanço dos trabalhos de Freud. Estava tão enstusiasmado com as novas perspectivas abertas pela psicanálise, que decidiu conhecer Freud pessoalmente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O primeiro encontro entre eles transformou-se numa conversa que durou treze horas ininterruptas. A comunhão de idéias e objetivos era tamanha, que eles passaram a se corresponder semanalmente, e Freud chegou a declarar Jung seu mais próximo colaborador e herdeiro lógico, e isso é algo que tem de ser bem frisado, a mútua admiração entre estes dois homens, frequentemente esquecida tanto por freudianos como por junguianos. Porém, tamanha identidade de pensamentos e amizade não conseguia esconder algumas diferenças fundamentais, e nem os confrontos entre os fortes gênios de um e de outro. Jung jamais conseguiu aceitar a insistência de Freud de que as causas dos conflitos psíquicos sempre envolveriam algum trauma de natureza sexual, e Freud não admitia o interesse de Jung pelos fenômenos espirituais como fontes válidas de estudo em si. O rompimento entre eles foi inevitável, ainda que Jung o tenha, de certa forma, precipitado. Ele iria acontecer mais cedo ou mais tarde. O rompimento foi doloroso para ambos. O rompimento turbulento do trabalho mútuo e da amizade acabou por abrir uma profunda mágoa mútua, nunca inteiramente assimilada pelos dois principais gênios da Psicologia do século XX e que ainda, infelizmente, divide partidários de ambos os teóricos. Aterior mesmo ao período em que estavam juntos, Jung começou a desenvolver uma sistema teórico que chamou, originalmente, de "Psicologia dos Complexos", mais tarde chamando-a de "Psicologia Analítica", como resultado direto de seu contato prático com seus pacientes. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O conceito de inconsciente já está bem sedimentado na sólida base psiquiátrica de Jung antes de seu contato pessoal com Freud, mas foi com Freud, real formulador do conceito em termos clínicos, que Jung pôde se basear para aprofundar seus próprios estudos. O contato entre os dois homens foi extremamente rico para ambos, durante o período de parceria entre eles. Aliás, foi Jung quem cunhou o termo e a noção básica de "complexo", que foi adotado por Freud. Por complexo, Jung entendia os vários "grupos de conteúdos psíquicos que, desvinculando-se da consciência, passam para o inconsciente, onde continuam, numa existência relativamente autônoma, a influir osbre a conduta" (G. Zunini). E, embora possa ser frequentemente negativa, essa influência também pode assumir caracterísiticas positivas, quando se torna o estímulo para novas possibilidades criativas. Jung já havia usado a noção de complexo desde 1904, na diagnose das associações de palavras. A variância no tempo de reação entre palavras demonstrou que as atitudes do sujeito diante de certas palavras-estímulo, quer respondendo de forma exitante, quer de forma apressada, era diferente do tempo de reação de outras palvras que pareciam ter estimulação neutra. As reações não convencionais poderiam indicar (e indicavam de fato) a presença de complexos, dos quais o sujeito não tinha consciência. Utilizando-se desta técnica e do estudo dos sonhos e de desenhos, Jung passou a se dedicar profundamente aos meios pelos quais se expressa o inconsciente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Os sonhos pessoais de seus pacientes o intrigavam na medida em que os temas de certos sonhos individuais eram muito semelhantes aos grandes temas culturais ou mitológicos universais, ainda mais quando o sujeito nada conhecia de mitos ou mitologias. O mesmo ocorria no caso dos desenhos que seus pacientes faziam, geralmente muito parecidos com os símbolos adotados por várias culturas e tradições religiosas do mundo inteiro. Estas similaridades levaram Jung à sua mais importante descoberta: o "inconsciente coletivo". Assim, Jung descobrira que além do consciente e inconsciente pessoais, já estudados por Freud, exitiria uma zona ou faixa psíquica onde estariam as figuras, símbolos e conteúdos arquetípicos de caráter universal, frequentemente expressos em temas mitológicos. Por exemplo, o mito bíbilico de Adão e Eva comendo do fruto da árvore do Conhecimento do Bem e do Mal e, por isso, sendo expulosos do Paraíso, e o mito grego de Prometeu roubando o fogo do conhecimento dos deuses e dando-o aos homens, pagando com a vida pelo sua presunção são bem parecidos com o moderno mito de Frankenstein, elaborado pela escritora Mary Schelley após um pesadelo, e que toca fundo na mente e nas emoções das pessoas de forma quase "instintiva", como se uma parte de nossas mentes "entendesse" o real significado da história: o homem sempre paga um alto preço pela ousadia de querer ser Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Enquanto o inconsciente pessoal consiste fundamentalmente de material reprimido e de complexos, o inconsciente coletivo é composto fundamentalmente de uma tendência para sensibilizar-se com certas imagens, ou melhor, símbolos que constelam sentimentos profundos de apelo universal, os arquétipos: da mesma forma que animais e homens parecem possuir atitudes inatas, chamadas de instintos, também é provável que em nosso psiquismo exista um material psíquico com alguma analogia com os instintos. Talvez, as imagens arquetípicas sejam algo como que figurações dos próprios insitintos, num nível mais sofisticado, psíquico. Assim, não é mais arriscado admitir a hipótese do inconsciente coletivo, comum a toda a humanidade, do que admitir a existência instintos comuns a todos os seres vivos. Assim, em resumo, o inconsciente coletivo é uma faixa intrapsíquica e interpsíquica, repleto de material representativo de motivos de forte carga afetiva comum a toda a humanidade, como, por exemplo, a associação do femino com características maternas e, ao mesmo tempo, em seu lado escuro, crueis, ou a forte sensação intuitiva universal da existência de uma transcendência metaforicamente denominada Deus. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;A mãe boa, por exemplo, é um aspecto do arquétipo do feminino na psique, que pode ter a figura de uma deusa ou de uma fada, da mãe má, ou que pode possuir os traços de uma bruxa; a figura masculina poderá ter uma representação num sábio, que geralmente é representado por um ermitão, etc. As figuras em si, mais ou menos semelhantes em várias culturas, são os arquétipos, que nada mais são que "corpos" que dão forma aos conteúdos que representam: o arquétipo da mãe boa, ou da boa fada, representam a mesma coisa: o lado feminino positivo da natureza humana, acolhedor e carinhoso. Este mundo inconsciente, onde imperam os arquétipos, que nada mais são que recepientes de conteúdos ainda mais profundos e universais, é pleno de esquemas de reações psíquicas quase "instinitvas", de reações psíquicas comuns a toda a humanidade, como, por exemplo, num sonho de perseguição: todas as pessoas que sonham ou já sonharam sendo perseguidas geralmente descrevem cenas e ações muito semelhanes entre si, senão na forma, ao menos no conteúdo. A angústia de quem é perseguido é sentida concomitantemente ao prazer que sabemos ter o perseguidor no enredo onírico, ou a sua raiva, ou o seu desejo. Estes esquemas de reações "instintivas" (uso esta palavra por analogia, não por equivalência) também se encontram nos mitos de todos os povos e nas tradições religiosas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Por exemplo, no mito de Osires, na história de Krishna e na vida de Buda encontramos similiradades fascinates. Sabemos que mitos encobrem frequentemente a vida de grandes homens, como se pudessem nos dizer algo mais sobre a mensagem que eles nos trouxeram, e quanto mais carismáticos são esses homens, mais a imaginação do povo os encobrem em mitos, e mais esses mitos têm em comum. Estes padrões arquetípicos expressos quer a nível pessoal que a nível mitológico relacionam-se com caracterísiticas e profundos anseios da natureza humana, como o nascimento, a morte, as imagens parterna e materna, e a relação entre os dois sexos. Outra temática famosa com respeito a Jung é a sua teoria dos "tipos psicológicos". Foi com base na análise da controvérsia entre as personalidades de Freud e um outro seu discípulo famoso, e também dissidente, Alfred Adler, que Jung consegue delinear a tipologia do "introvertido" e do "extrovertido". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Freud seria o "extrovertido", Adler, o "introvertido". Para o extrovertido, os acontecimentos externos são da máxima importância, ao nível consciente; em compesação, ao nível insconsciente, a atividade psíquica do extrovertido concentra-se no seu próprio eu. De modo inverso, para o introvertido o que conta é a resposta subjetiva aos acontecimentos externos, ao passo que, a nível insconsciente, o introvertido é compelido para o mundo externo. Embora não exista um tipo puro, Jung reconhece a extrema utilidade descritiva da distinção entre "introvertido" e "extrovertido". Aliás, ele reconhecia que todos temos ambas as características, e somente a predominância relativa de um deles é que determina o tipo na pessoa. Seu mais famoso livro, Tipos Psicológicos é de 1921. Já nesse período, Jung dedica maior atenção ao estudo da magia, da alquimia,das diversas religiões e das culturas ocidentais pré-cristãs e orientais (Psicologia da Religião Oriental e Ocidental, 1940; Psicologia e Alquimia, 1944; O eu e o inconsciente, 1945). Analisando o seu trabalho, Jung disse: "Não sou levado por excessivo otimismo nem sou tão amante dos ideais elevados, mas me interesso simplesmente pelo destino do ser humano como indivíduo - aquela unidade infinitesiaml da qual depende o mundo e na qual, se estamos lendo corretamente o signficado da mensagem cristã, também Deus busca seu fim". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ficou célebre a controvertida resposta que Jung deu, em 1959, a um entrevistador da BBC que lhe perguntou: "O senhor acredita em Deus?" A resposta foi: "Não tenho necessidade de crer em Deus. Eu o conheço". Eis o que Freud afirmou do sistema de Jung: "Aquilo de que os suíços tinham tanto orgulho nada mais era do que uma modificação da teoria psicanalítica, obtida rejeitando o fator da sexualidade. Confesso que, desde o início, entendi esse 'progresso' como adequação excessiva às exigências da atualidade". Ou seja, para Freud, a teoria de Jung é uma corruptela de sua própria teoria, simplificada diante das exigências moralistas da época. Não há nada mais falso. Sabemos que foi Freud quem, algumas vezes, utilizou-se de alguns conceitos de Jung, embora de forma mascarada, como podemos ver em sua interpretação do caso do "Homem dos Lobos", notadamente no conceito de atavismo na lembrança do coito. Já por seu turno, Jung nunca quis negar a importância da sexualidade na vida psíquica, "embora Freud sustente obstinadamente que eu a negue". Ele apenas "procurava estabelecer limites para a desenfreada terminologia sobre o sexo, que vicia todas as discussões sobre o psiquismo humano, e situar então a sexualidade em seu lugar mais adequado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;O senso comum voltará sempre ao fato de que a sexualidade humana é apenas uma pulsão ligada aos instintos biofisiológicos e é apenas uma das funções psicofisiológicas, embora, sem dúvida, muitíssimo importante e de grande alcance". &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Carl Gustav Jung morreu a 6 de junho de 1961, aos 86 anos, em sua casa, à beira do lago de Zurique,em Küsnacht após uma longa vida produtiva, que marcou - e tudo leva a crer que ainda marcará mais - a antropologia, a sociologia e a psicologia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Fonte: &lt;a href="http://www.geocities.com/"&gt;http://www.geocities.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-4756268425280400138?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/4756268425280400138/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=4756268425280400138&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4756268425280400138'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/4756268425280400138'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/carl-gustav-jung.html' title='Carl Gustav Jung'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SagZ0oZ9LlI/AAAAAAAAALw/WAyRI2Bi3L0/s72-c/carl%2520gustav%2520jung.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-6813753142389006265</id><published>2009-02-26T19:44:00.000-08:00</published><updated>2009-02-27T07:17:35.062-08:00</updated><title type='text'>Ivan Pavlov</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sadh_z8IDzI/AAAAAAAAALo/uKPvm_WR4_U/s1600-h/Pavlov.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307318434781466418" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 195px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sadh_z8IDzI/AAAAAAAAALo/uKPvm_WR4_U/s200/Pavlov.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Ivan Pavlov, nascido em 1849, médico russo descobridor dos comportamentos que são reflexos condicionados, nasceu na Rússia central. Estudou em um seminário ortodoxo, que depois abandonou, mudando para estudos de medicina na Universidade de São Petersburgo (Stalingrado ou Leningrado em diferentes épocas). A teoria da evolução de Darwin, no auge da fama ao tempo de sua juventude, levou-o a interessar-se profundamente pela ciência. Graduou-se em 1879 e continuou seus estudos em química e fisiologia, principalmente nos aspectos relacionados à digestão e à circulação sangüínea. Foi nomeado professor da Escola Imperial de Medicina.&lt;br /&gt;Enquanto estudava a digestão de cães de laboratório, casualmente descobriu que certos sinais provocavam a salivação e a secreção estomacal no animal, uma reação que deveria ocorrer apenas quando houvesse ingestão de alimento. Teorizou que o comportamento estava condicionado a esses sinais, que habitualmente precediam a chegada do alimento, e que faziam o cão antecipar seus reflexos alimentares. Pavlov procedeu experimentalmente, fazendo soar uma campainha anunciando o alimento, e constatou que em pouco tempo o cão respondia com salivação ao soar da campainha, que passou a ser um estímulo e a provocar o reflexo da salivação mesmo sem a presença da comida. Constatou também que não podia enganar o cão por muito tempo, pois a falta da comida fazia que os sinais perdessem seu efeito.&lt;br /&gt;Em 1903 Pavlov publicou os resultados chamando o fenômeno um "reflexo condicionado", que podia ser adquirido por experiência, e designando o processo "condicionamento".&lt;br /&gt;Pavlov avançou a idéia de que o reflexo condicionado poderia ter um papel importante no comportamento humano e na educação, e logo sua descoberta tornou-se base para uma nova corrente psicológica, o behaviorismo, fundado por &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.cobra.pages.nom.br/ec-watson.html"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;John Watson&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; em 1913.&lt;br /&gt;Pavlov recebeu o prêmio Nobel em 1904 de Fisiologia-Medicina pelas suas pesquisas sobre a digestão alimentar. Famoso em seu país e no exterior, tornou-se uma voz difícil de calar quando se opôs ostensivamente ao regime comunista instalado no país com a revolução de 1917. Trabalhou em seu laboratório até seu falecimento, na idade de 87 anos, em 1936.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/509997797071444471-6813753142389006265?l=universodalibelula.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://universodalibelula.blogspot.com/feeds/6813753142389006265/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=509997797071444471&amp;postID=6813753142389006265&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6813753142389006265'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/509997797071444471/posts/default/6813753142389006265'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://universodalibelula.blogspot.com/2009/02/ivan-pavlov-nascido-em-1849-medico.html' title='Ivan Pavlov'/><author><name>My Baby</name><uri>http://www.blogger.com/profile/02169598305431078676</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SaRjOHnPB-I/AAAAAAAAAKQ/thMir124ZW0/S220/tunel+069.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/Sadh_z8IDzI/AAAAAAAAALo/uKPvm_WR4_U/s72-c/Pavlov.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-509997797071444471.post-5656191750241077604</id><published>2009-02-26T19:36:00.000-08:00</published><updated>2009-03-20T20:21:29.971-07:00</updated><title type='text'>Burrhus Frederic Skinner</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SadhEK0rGaI/AAAAAAAAALg/C0O_gejHkBU/s1600-h/skinner.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5307317410132072866" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 200px; CURSOR: hand; HEIGHT: 198px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_NU2tT40uzDo/SadhEK0rGaI/AAAAAAAAALg/C0O_gejHkBU/s200/skinner.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Skinner nasceu no dia 20 de Março de 1904 em Susquehanna, Pensilvânia, onde viveu até ir para o colégio. Segundo seu próprio relato, seu ambiente da infância era estável e não lhe faltou afeto. Ele freqüentou o mesmo ginásio onde seus pais haviam estudado; havia apenas sete outros alunos em sua sala ao final do curso. Ele gostava da escola e era o primeiro a chegar todas as manhãs. Quando criança e adolescente, gostava de construir coisas: trenós, carrinhos, jangadas, carrosséis, atiradeiras, modelos de aviões e até um canhão a vapor com o qual atirava buchas de batata e cenoura nos telhados dos vizinhos. Passou anos tentando construir uma máquina de movimento perpétuo. Também tinha interesse pelo comportamento dos animais. Lia muito sobre eles e mantinha um estoque de tartarugas, cobras, lagartos, sapos e esquilos listrados. Numa feira rural, ele observou certa vez um bando de pombos numa apresentação; anos mais tarde, ele treinaria essas aves para realizar uma variedade de façanhas.&lt;br /&gt;A conselho de um amigo de família, Skinner se matriculou no Hamilton College de Nova York. Ele escreveu:&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;“Nunca me adaptei à vida de estudante. Ingressei numa fraternidade acadêmica sem saber do que se tratava. Não era bom nos esportes e sofria muito quando as minhas canelas eram atingidas no hóquei sobre o gelo ou quando melhores jogadores de basquete faziam tabela na minha cabeça... Num artigo que escrevi no final do meu ano de calouro, reclamei de que o colégio me obrigava a cumprir exigências desnecessárias (uma delas era a presença diária na capela) e que quase nenhum interesse intelectual era demonstrado pela maioria dos alunos. No meu último ano, eu era um rebelde declarado”. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Como parte dessa revolta, Skinner instigava trotes que muito perturbaram a comunidade acadêmica e se entregava a ataques verbais aos professores e à administração. Sua desobediência continuou até o dia da graduação, quando na abertura das cerimônias, o diretor o alertou, e aos seus amigos, que, se não se comportassem, não colariam grau.Ele se formou em inglês, recebeu a chave simbólica da Phi Beta Kappa e manifestou o desejo de tornar-se escritor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando criança, tinha escrito poemas e histórias, e, em 1925, num curso de verão de sobre redação, o poeta Robert Frost fizera comentários favoráveis sobre seu trabalho. Durante dois anos depois da formatura, Skinner dedicou-se a escrever e então decidiu que não tinha “nada importante a dizer”. Sua falta de sucesso como escritor o deixou tão desesperado que ele pensou em consultar um psiquiatra. Considerou-se um fracasso e estava com sua auto-estima abalada. Também estava desapontado no amor; ao menos uma meia dúzia de jovens havia rejeitado suas investidas, deixando-o com o que ele descreveu como intensa dor física. Skinner ficou tão perturbado que gravou a inicial do nome de uma mulher no braço, onde ela ficou durante anos.Depois de ler sobre John B. Watson e Ivan Pavlov, Skinner decidiu transferir seu interesse literário pelas pessoas para um interesse mais científico. Em 1928, inscreveu-se na pós-graduação de psicologia em Harvard, embora nunca tivesse estudado psicologia antes. Foi para a pós-graduação, disse ele, “não porque fosse um adepto totalmente comprometido da psicologia, mas para fugir de uma alternativa intolerável”. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Comprometido ou não, doutorou-se três anos mais tarde. Seu tema de dissertação dá um primeiro vislumbre da posição a que ele iria aderir por toda a sua carreira. Sua principal proposição era de que um reflexo não é senão a correlação entre um estímulo e uma resposta.Depois de vários pós-doutorados, Skinner foi dar aulas na Universidade de Minnesota (1936–45) e na Universidade de Indiana (1945–47). Em 1947, voltou a Harvard. Seu livro de 1938, “O Comportamento dos Organismos”, descreve os pontos essenciais de seu sistema. Cinqüenta anos mais tarde, esse livro foi considerado “um dos poucos livros que mudaram a face da psicologia moderna”, e ainda é muito lido. Seu livro de 1953, “Ciência e Comportamento Humano”, é o manual básico da sua psicologia comportamentalista.&lt;br /&gt;Skinner manteve-se produtivo até a morte, aos oitenta e seis anos, trabalhando até o fim com o mesmo entusiasmo com que começara uns sessenta anos antes. Em seus últimos anos de vida, ele construiu, no porão de sua casa, sua própria “caixa de Skinner” – um ambiente controlado que propiciava reforço positivo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ele dormia ali num tanque plástico amarelo, de tamanho apenas suficiente para conter um colchão, algumas prateleiras de livros e um pequeno televisor. Ia dormir toda noite às dez, acordava três horas depois, trabalhava por uma hora, dormia mais três horas e despertava às cinco da manhã para trabalhar mais três horas. Então, ia para o gabinete da universidade para trabalhar mais, e toda tarde retemperava as forças ouvindo música.&lt;br /&gt;Aos sessenta e oito anos, escreveu um artigo intitulado “Auto-Administração Intelectual na Velhice”, citando suas próprias experiências como estudo de caso. Ele mostrava que é necessário que o cérebro trabalhe menos horas a cada dia, com períodos de descanso entre picos de esforço, para a pessoa lidar com a memória que começa a falhar e com a redução das capacidades intelectuais na velhice. Doente terminal com leucemia, apresentou uma comunicação na convenção de 1990 da APA, em Boston, apenas oito dias antes de morrer; nela, ele atacava a psicologia cognitiva. Na noite anterior à sua morte, estava trabalhando em seu artigo final, “Pode a Psicologia ser uma Ciência da Mente?”, outra acusação ao movimento cognitivo que pretendia suplantar sua definição de psicologia. Skinner morreu em 18 de Agosto de 1990.&lt;br /&gt;Nenhum pensador ou cientista do século 20 levou tão longe a crença na possibilidade de controlar e moldar o comportamento humano como o norte-americano Burrhus Frederic Skinner (1904-1990). Sua obra é a expressão mais célebre do &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;a href="http://www.pedrassoli.psc.br/psicologia/oqueepsico1.aspx#behaviorismo"&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;behaviorismo&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;, corrente que dominou o pensamento e a prática da psicologia, em escolas e consultórios, até os anos 1950. Skinner também é considerado o pai da corrente que foi denominada behaviorismo radical.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#ff0000;"&gt;Condicionamento operante&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:georgia;"
